sábado, outubro 14, 2006

Dúvidas... provém do malígno?

Quando um amigo meu foi indagado a respeito da questão da dúvida, isto é, se a dúvida provém do "malígno" ou se é normal... achei interessante a resposta que presenciei... dêem uma olhada:

"Tenho uma dúvida: A dúvida vem de Deus? Se não, por que eu a tenho, sendo que hoje eu sou de Deus? Se sim, por que dizem que é tentação do maligno? Não quero polemizar ou tirar vcs do foco da discussão (entende-se aqui por 'discussão' como sendo algo positivo), porém quero dizer que estamos inseridos na história, bem como Deus também está e a prova é a manifestação de Jesus Cristo no mundo e em nossas vidas. Creio ser a dúvida algo de bom! A dúvida traz conhecimento, traz crescimento, traz maturidade, porém esta deve ser positiva e aberta a novos conceitos. Os grandes pensadores e nomes que já existiram passaram por esse termo: Dúvida. Quem estudar a fundo os profetas perceberá que Amós teve problemas em sua época e, com certeza, se questionava se era certo comparar as mulheres israelitas com as 'vacas de Basã'. E Oséias? Este questionou o culto de sua época! Todavia vale lembrar: Suas críticas passaram por dois pontos que são:
(1) Esta dúvida está edificando a mim e ao meu próximo?;
(2) Onde está Deus neste negócio?
O fato de se questionar talvez seja medonho e até mesmo perigoso, mas um cristão que um dia se perguntou se Deus realmente existe e obteve a resposta 'sim', este nunca se desvia por quê?
1º- Não se fechou para um diálogo seja com quem for;
2º- não era dono da verdade;
3º- não era egoísta e sabia que era a mesma questão de muitos, logo ele se dispôs a obter a resposta para os demais;
4º- este demonstra para si e para os outros que é um ser limitado e que ter dúvidas é natural e não é necessariamente uma vontade maligna ou vontade de ser Deus." (Carlos CHAGAS)


Vejo que a liberdade que me foi dada por Jesus está sendo muito bem ultilizada... segundo Paulo, existe apenas dois tipos de pecados:
1º. A intenção na qual se faz alguma coisa;
2º. Se o que você faz escandaliza o seu próximo.
Ele é até mais claro quando diz que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém fazer... não me deixarei 'escravizar' por nenhuma delas" ... acho que esta é a questão! O pecado é/deve ser tratado individualmente. Não vejo que a forma "fundamentalista" de ser, seja a melhor forma de tratar esta questão. Aonde a bíblia se cala, não deve ser feita uma norma e aplicá-la como sendo doutrina cristã. Lembrem-se:

**NORMA GERA LEGALISMO. PRINCÍPIO GERA RESPONSABILIDADE.**

Não vamos formular uma regra... vamos ensinar o princípio do evangelho... e deixar para Aquele que está relacionado segundo a ordem de Melquisedeque (sacerdote que não nasceu da lei! Hb 7:1-28. Arão foi sacerdote segundo a lei!), Jesus Cristo, convencer cada um do seu pecado! Se eu julgo viver em Cristo, como não poderei confiar em Sua voz?!?!
Não quero que esta minha reflexão se torne uma forma de escândalo para ninguem... não quero que esta pedra que lancei vire pedra de tropeço para ninguem, mas sim, que vire uma pedra para edificação!! Não vamos nos rebelar... vamos começar a influenciar as pessoas em nossa congregação de fé!! Deus nos chamou a Paz, sendo assim, exortemos-nos uns aos outros com amor e em amor!! Pois todos sabemos que não é por força e nem por violência!!

Um comentário:

allan disse...

FALA FERNANDO!!!
AE TINHA ATÉ ESQUECIDO DO SEU BLG CARA!
VC ESCREVE MUITO BEM!!!
AINDA NAUM LI TODAS AS POSTAGENS MAS IREI LER SIM...

AE, EU FIZ UM BOLG TB!
TEM POUCO TEMPO!

DEPOIS VAI LÁ!..

ABRAÇOS QUERIDO!
DEUS T ABENÇOE!!!