quinta-feira, novembro 29, 2012
Somos caçadores
sexta-feira, agosto 31, 2012
Pena de você por estar sem mim
"É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. (...) E você me olha com essa carinha banal de 'me espera só mais um pouquinho'. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. (...) E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado." (Bernardi, Tati Linda)
segunda-feira, março 05, 2012
Adeus, grande amigo emplumado!
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Maria da Penha X Mário da Penha
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Presença sentida... ausência desejada!
quinta-feira, agosto 04, 2011
O que me faz feliz é leve!
♪
Eu gosto de quem facilita as coisas. De quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas. Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem códigos, que estão disponíveis sem exigir que você decifre nada. O que me faz feliz é leve e, mesmo que o tempo leve, continua dentro de mim.
♫
Eu quero andar de mãos dadas com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantém mãos unidas. É uma forma de trocar energia, de dizer: você não se enganou, eu estou aqui. Porque por mais que os obstáculos nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem medo de ficar.
♪♫
(Fernanda Gaona)domingo, julho 31, 2011
A esperança que morre e renasce cada vez mais forte
O café ainda estava quente em meu copo quando eu tomei uma decisão: amar e ser amado. Tinha acabado de renascer para a vida e não tive dúvidas. Pensamentos pululavam em minha mente confusa, não doida. Pois, se eu tivesse a pretensão de me apresentar a vocês, diria apenas que sou um tipo raro de homem ingênuo. Daqueles que dificilmente vê maldade nas coisas. Tudo bem, podem achar que sou uma espécie de bobo aparentando ser esperto. Voltando, o cheiro de café me fez relaxar ao ponto de eu viajar por entre planos, cada um mais mirabolante que o outro. Só para ter uma ideia, achei que poderia conseguir prender o coração de uma mulher planejando um bom futuro para ela. Onde já se viu, SIC, ninguém em sã consciência faz isso nos dias de hoje. Para quem nunca pensou em constituir uma família, esta foi uma grande reviravolta da vida e na vida, minha vida. Cheguei ao ponto de dizer algumas palavras do tipo "antes de você havia um indivíduo morto, após conhecê-la, sinto-me vivendo". Mas pobre de mim... como havia desconfiado, palavras não valem nada sem ação, pelo menos neste momento. Por mais que essas palavras fossem verdadeiras. Neste caso, o que eu deveria ter feito era jogar tudo para o alto em busca de um futuro incerto. Conheço bem as probabilidades e sei que a chance de sucesso era pequena. Melhor seria não ter esse conhecimento. Alguém tinha de pensar no futuro e aguentar até mesmo a humilhante situação de não poder fazer o que gostaria - tudo em prol da esperança de um futuro melhor. Resolvi esperar mais um tempo antes de me lançar ao mundo. Fiz assim para ter a tal segurança de poder dar tudo aquilo que imaginei ser possível para ela. Mas já era tarde demais. No universo feminino não existem dias e nem tempo. O que existe são provas de que você está mesmo decidido a viver qualquer futuro que vier ao lado dela. Mesmo que tais provas resultem em um tremendo fracasso no fim da vida. Daí, o que antes era motivo de escárnio, por eu não ter agido sem pensar, neste suposto futuro seria motivo de exaltação. Um brinde à mente no lugar e por não ter cedido aos impulsos da juventude! (...) Realmente o homem veio de Vênus e as mulheres de Plutão, ou Marte, Júpter tanto faz. Ambos falam coisas diferentes. Querem a mesma coisa, mas buscam caminhos distintos para alcançar o mesmo objetivo. Por esse motivo disse que a esperança era uma coisa engraçada. Você não sabe o que vai acontecer e mesmo assim acredita. Acredita tanto que consegue se lançar ao encontro desta realidade, e vivê-la, ainda que ela não exista.
A bem da verdade, eu não soube mesmo me portar. Aqui está minha mea culpa. É o mesmo caso da criança que nunca comeu melado. Espero que todos conheçam essa estória. Não entendia que uma palavra, para a mulher, tinha uma grande importância. Neste caso, a ação não conta, o que realmente conta é o que foi dito. Por exemplo, no afã de manter as poucas amigas (Tá! Talvez não fossem tão amigas assim, embora para mim, pudessem vir a se tornarem 'tão amigas assim') usei o mesmo vocabulário que usava para a pessoa amada. Fiz algumas brincadeiras como se dissesse "temos uma intimidade, confie em mim", sem nenhuma intensão outra a não ser, acreditem, manter a amizade. Me defendia dizendo que palavras eram apenas palavras, da mesma forma que um sorriso era apenas um sorriso. Ambos, para mim, tinham a importância e significado daquele momento, não queria dizer que eu estivesse interessado nelas. Dizer à uma amiga que a amava, para mim não passava de uma demonstração de "querer bem". Mas para ela não. Dizer que amava uma amiga denotava traição. Nisso fui culpado e ainda sou. Hoje, em menor proporção, pois, minha decepção não permite mais que eu use alguns termos - coisa minha. Por mais que eu estime a amizade, certas palavras poderiam ser ditas apenas para a pessoa amada - relacionamento homem e mulher mesmo. Agora eu entendo essa grande falha que me fez ser um cara "sem caráter", SIC, ou um grandissíssimo filha da puta, como preferir. Obviamente que isso é apenas um detalhe. Mas como disse, a história é longa e eu serei objetivo.
Ainda, citei a esperança como algo engraçado, também, por ela ser um ideal mutável. As vezes não te dá nem o tempo necessário para você se preparar. Em um dia você está ali, aguardando uma situação e se sentindo o cara mais sortudo do mundo. No outro dia o seu desejo é frustrado e você se vê na realidade de ter de modificar toda uma expectativa. Além da péssima sensação de carregar toda culpa do mundo em suas costas. Trágico?! Seria se meus dias tivessem chegado ao fim logo após esse texto. Confesso que este caminho é o mais fácil, o caminho do fim oportuno. Mas aí sim eu estaria assumindo que sou incapaz. Doar-se ao amado é algo que exige das pessoas mais do que simplesmente falas ou choros - todo ator é capaz disso. Todos querem ser como Romeu Montecchio e viver um amor arrebatador com Julieta Capuleto. Mas ninguém quer morrer pelo amado, assim como fez Romeu. Todos querem apenas o lado bom do amor, mas não aceitam o pacote completo. Não aceitam que o sentimento está ali, imaculado, mas também estão as demais preocupações e medos. Todos continuam tendo seus problemas, suas dores e frustrações independentemente de sentimentos. Se você foge à regra, sinta-se afortunado, pois, encontrou algo que vai além daquilo que eu possa traduzir em tão simples palavras. Saiba, também, que sua história merecia constar em livros.
O lado bom desta situação é que ainda estou descobrindo qual é a minha esperança. O que eu devo aguardar? O que eu devo fazer para não deixar minha esperança se transformar em uma dança das cadeiras? Quando a música acabar, procure uma cadeira para sentar e se apegue à ela. Gostaria de saber quem teve êxito em se manter na primeira esperança ou será que todos tiveram que mudar algumas vezes ao longo da vida, assim como irei fazer. Óbvio que sou feliz, mas estou triste - a felicidade nunca dependeu de minha alegria ou tristeza. A ideia é saber se existe uma pessoa, pelo menos uma, que teve uma esperança e a viu concretizar, assim, logo de primeira. Teve o seu primeiro amor e o levou por toda vida... Uma boa vida! Acho que casos assim são raros. Na mesma proporção deste presente, a vida me deu de brinde uma dor angustiante que me tirou da realidade por algum tempo (mas este é outro assunto). Mesmo assim, continuo vivendo. Hoje, vejo aquela esperança se turvar. Aquela do início, quando afirmei ser uma coisa engraçada. Ela ainda está lá, ficando cada dia mais parecida com um borrão, que vai se transformar em uma nova esperança, acredito nisso. Seja como for, tanto o medo quanto o desejo de que eu possa ter uma nova esperança são verdadeiros. Agora ainda mais, pois, vi que eu posso esperar dias melhores. Posso até ignorar qualquer esperança que vier como pretexto para não me ferir novamente... Mas sabe de uma coisa, eu até posso ser um crianção, um NERD que ainda vive com os pais, mas tenho coragem para encarar qualquer futuro que vier através de bases fortes, que ainda estou construindo. Estarei sempre buscando fixar meus olhos na esperança: a esperança de algo bom, maduro e renovador. Os meus "erros" de percurso serão minhas cicatrizes de batalha no qual sempre respeitarei.
terça-feira, maio 10, 2011
A banda "Projeto Paralelo" vai abrir o show do Tianastácia

O que rola: A banda "Projeto Paralelo" vai abrir o show do Tianastácia no evento em que celebra 1 ano do DCE da PUC - Barreiro
Local: Centro de eventos FERCAR. Praça Antônio Mourão Guimarães (Praça da CEMIG), nº 102. Bairro Cidade Industrial - Contagem
Informações: Adquiram os ingressos na loja Cruzeiro Mania ou me procure. Não serão vendidos ingressos na hora do evento. Para mais informações, manda mensagem que eu respondo no facebook, orkut ou twitter.
quinta-feira, abril 29, 2010
Morrer, viver e seus sentidos
Não há dom maior que a Morte, nem maldição maior. A Benção pra quem a compreende, a maldição para quem a teme... a morte... é só o começo! [by Humberto/PCX]
Para muitos, o verdadeiro sentido da vida é procurar um sentido para estar/continuar vivendo. Passa-se a vida toda esperando ter um insight a respeito desta que é uma das maiores dúvidas de todos os tempos, senão a maior, e esquecessem-se de que somos seres limitados. Nascemos com uma data de validade. A morte é o mesmo que o ponto de chegada, nada mais e nada menos. Uma data que marca o final e o início de um novo ciclo.
No meio espiritualista, alguns ícones conseguiram encontrar o sentido da vida somente na morte. Sendo assim, creio que o sentido de existência do homem é aceitar que sua existência é limitada pelo tempo khronus¹. A partir de então, a pessoas deve fazer com que este tempo deixe de ser apenas um tempo para se tornar um momento, um bom momento.
Usando a cosmovisão teísta, podemos concluir que a morte não é o fim de tudo, mas o início de uma vida espiritual. O porvir é mais do que consequência, mas algo esperado, desejado. Assim, o indivíduo vira um estrela a brilhar no firmamento; um deus para olhar pelos homens; um anjo para zelar pelos que ainda estão; um espírito em busca de perfeição. São formas de compreensão que mostra a vontade do homem em não ter sua passagem aqui na terra como algo em vão.
Outra forma de compreensão seria aceitar que tanto o termo morte quanto o termo vida não passam de termos para uma diferenciação. Parece obvio, mas nem tanto. O que está vivo não pode estar morto e vice-versa. Apesar de sermos seres orgânicos e contar com um esquema básico de apenas 4 elementos químicos enquanto estamos vivos, de uma certa forma, mantemos este mesmo sistema após ter morrido. Muitos ouviram o famoso "nada se cria, tudo se transforma" e é essa a ideia de compreensão fora do contexto humanizado. Não passamos de combinações de elementos químicos unidos, mas que caso estivessem unidos com outra sequência, seríamos algo parecido com uma ameba.
¹Tempo Khronus: Tempo corrido. Ao contrário do tempo Kairós, que é o tempo em forma de momento.
terça-feira, abril 06, 2010
Tenho mesmo que decidir agora?
Uma ajuda aos que ainda não sabem o que vão fazer da vida
Ser médico? Mas meu pai quer que eu seja engenheiro...
Ser artista é mesmo coisa de viado e de atoa? Pelo menos é o que ouvir falar...
Onde tem carniça terá sempre urubus e advogados? (...)
Tem vestibular para Assistente Social? (...)
Se eu fizer Geografia, vão me convencer de que o Acre existe mesmo? (...)
Bom, esta é uma tentativa de facilitar a vida dos jovens que ainda não sabem o que querem da vida. Após rodar e rodar e rodar, cheguei à conclusão de que existem três tipos de pessoas: aquelas que sabem o que quer; aquelas que têm dúvidas; aquelas que estão perdidas. Vamos falar um pouco sobre cada uma delas.
Talvez você não se encontre por entre essas palavras. E esse foi o motivo principal da criação deste texto. Caso fosse minha intenção discorrer sobre todas as situações possíveis [ou quase todas], este texto contaria com páginas aos milhares. Sendo assim, após ter uma noção da sua situação, seria interessante se você pudesse compartilhar conosco. Não tenha receio, pois, este é um lugar de crescimento mútuo. Divirtam-se!
Aquelas que estão perdidas [Sinceramente, não sei o que quero!]
Nasci em berço esplêndido e tenho nos meus pais o meu porto seguro. Não temo seguir em frente, pois, fui criado para andar sempre olhando acima dos ombros alheios. A vida será sempre assim. Basta eu conseguir uma brecha para que as coisas possam acontecer. (...)
Muito bem, alguns podem ter se familiarizado com a pessoa acima. Aos que não, relaxem e apreciem o momento, pois, não se trata de você, ainda. Algumas dicas de como agir antes que seja tarde demais:
••Pare de agir como se o amanhã fosse algo distante. Quando menos esperar você estará barbudo, vestindo trapos e coçando a virilha com o microfone do seu computador. E o pior, você viverá com uma vergonha mesada dos seus pais.
••Seus pais não são eternos. Chega uma hora que a terra reclama o seu direito de tê-los em campos verdejantes. Não tem como burlar esta lei da natureza. E quando isso acontecer, você estará pronto para assumir as rédeas de sua vida? Seja sincero, pois, não tem como mentir para vc mesmo.
••Fazer aquele curso de Inglês não é nenhum castigo! Seu pai não acha legal gastar uma fortuna com um filho birrento apenas para castigá-lo. O curso profissionalizante também não é nenhum castigo. Estão todos empenhados em garantir-lhe o melhor futuro possível. Lembre-se do sábio ditado: "quem quer rir tem que fazer rir" (by Tropa de Elite).
••Escute seus pais. Ficar 12 horas ininterruptas de frente ao computador não lhe fará bem. Você não ficará rico esperando aquele convite da Microsoft. Você não conhecerá aquele homem maravilhoso e cheio da grana que vai te dar uma vida de prazeres intensos. Você também não vai conseguir passar na escola achando que seu raciocínio é acima da média, e que, por isso, sabendo regra de três você passará inclusive em geografia.
Antes que eu me esqueça, irei repassar um grande conhecimento de minha amada avó. Mas quero que vocês me prometam que vão meditar durante horas e horas em cima desta máxima tântrica que deveria ser ensinada nas igrejas e escolas de todo o mundo: "faça a sua independência!" . Nada melhor do que ser independente... minha avó estava certa. E eu estive equivocado boa parte de minha vida.
Seguindo essas dicas, você estará apto a decidir o que quer da vida. Se ainda não estiver, não tem problema. Este foi apenas uma etapa. Outras mais serão necessárias. E mais, lembre-se, se errar, volte e tente novamente. Isso não é vergonha, isso se chama perseverança! Afinal, pelo menos agora você não está mais vivendo debaixo das asas da mamãe, não é?
Aquelas que sabem o que quer [Isso aí mesmo, nasci para a coisa!]
Se você encontra-se nesta parte, sugiro que você esteja se sentindo um pouco superior aos demais. Acertei? Pois bem, alguns amigos, estavam certos do que queriam, assim como você . Eu, ao contrário deles, estava sempre com aquele ar de inveja por não ter descoberto cedo o que eu iria fazer pelo resto da vida. Afinal, o resto da vida é vida demais! Muita coisa iria acontecer. E aconteceu! Vejamos uma delas:
Em um dia chuvoso - daqueles bem cinzentos -, estava redigindo um texto para ser entregue ao jornal A Janela do Ser. Quando de repente, recebi uma ligação da redação dizendo que este seria o meu último trabalho no jornal porque o meu contrato seria interrompido por culpa de um novo Chefe de Redação.
– Tudo bem! Se não me querem, eu vou-me embora! – pensei.
Após fazer aquele texto caprichado e rico em detalhes – que é para deixar claro o que eles estavam perdendo –, fui à sala do novo chefe para ver quem era o gênio por trás desta ação. Se eu tivesse me preparado, ainda sim não teria passado nem perto de adivinhar a grande surpresa que seria.
Bati a porta, pedi para entrar e fui atendido. Apresentei-me e após alguns instantes, ele me reconheceu e logo me veio à memória o fatídico dia em que ouvi que ele já sabia que seria médico.
– Era aquele amigo de infância que jurava que seria médico!
– PORRA! Se o filha da puta tivesse seguido sua vocação, de quando era criança, eu ainda teria emprego, cacete!
Para vocês que já sabem o que querem, peço encarecidamente, que tenham realmente a certeza do que vão ser quando crescer ou então que diga que tem dúvidas aos seus amiguinhos. Assim aqueles que não sabem o que querem não vão se sentir constrangidos, naquele momento, e nem irão sofrer duas vezes quando você demiti-lo no futuro. [Maldito seja!]
Estamos combinados?
Aquelas que têm dúvidas [Não tenho certeza, prefiro esperar mais um pouco.]
Muito bem! Se você está neste ponto, posso dizer com toda convicção de que você é o mais sensato. Entretanto, os seus problemas só estão no começo.
Você pode ter vindo de berço de ouro. Pode, até mesmo, ter tido uma vida sofrida. Mas nada te preparou para este momento. Você não pode se dar ao luxo de errar e nem tampouco aceitaria ter de fazer algo apenas por fazer. Decidir o futuro da sua vida assim de supetão não é algo fácil de fazer. Mas se for parar para pensar, não é tão alarmante assim. Pelo menos não teria de ser. Aos 16 anos você já está ciente de tudo a sua volta. Já pode até votar e, assim, decidir o futuro de uma nação. Por que não decidir o seu próprio futuro?
Bom, sabemos que a vida não é fácil para ninguém. Então, o melhor a se fazer é otimizar uma situação. Otimizar é tornar algo ótimo, obviamente.
Primeiro passo: conheça seus talentos natos.
Será que você fica fascinado com tudo o que se passa na National Geographic Channel?
Talvez você leve jeito para Biologia, Física ou Química. Talvez, a História seja sua alegria.
Será que a Globo News é mais atraente?
Já se viu como Jornalista? Afinal, pode ser que o mundo da Economia não seja tão complexo assim.
Você é sempre procurado por seus amigos quando eles têm problemas?
Freud pode não explicar, mas pelo menos ele te entende. A filosofia, Sociologia, Psicologia e todas as outras “logias”, além da Psicanálise, talvez te faça ter júbilos de alegria.
Consegue falar o nome da menina que você odeia arrotando?
Teatro Circense também é trabalho.
Fica puto quando retiram aquele vira-lata sarnento da porta do açougue a pontapés?
Pode ser que você leve jeito para ser Veterinário.
Acha que o mundo é uma consequência de muitos acasos?
Prepare seu estômago para o fantástico mundo da Astrofísica.
Consegue sentir algo vindo do além?
Nada como ser sincero e procurar respostas sendo um Teólogo.
(...)
Enfim, perguntas simples que vão te dar uma dica para aquilo que você leva jeito. Comece perguntando a você mesmo sobre o que te motiva. As respostas não lhe trarão uma noção concreto-completa do que você quer fazer, apenas um mote aonde você construirá as bases para seu futuro o quanto antes possível.
Segundo passo: o que dá para fazer.
Se eu me vejo como médico, mas não posso pagar aquela mensalidade salgada da faculdade, eu não devo parar no tempo por conta disso. Ter de escolher caminhos alternativos para alcançar o meu sonho não é algo incomum, pelo contrário. Posso pagar o curso de enfermagem e ir trabalhando para juntar aquela grana. O bom é que terei mais bagagem do que aqueles meros profissionais da saúde. A grande maioria das pessoas encontraram dificuldades e tiveram de optar pelo caminho alternativo. Você não é o azarado, mas o azarão. Aquele que virá pela esquerda e ganhará a corrida. Lembre-se disso.
Terceiro passo: voltar atrás não é a mesma coisa que jogar a toalha.
Seguir alguns passos e após alguns quilômetros descobrir que andou na pista errada não é demérito para ninguém. Sinta-se orgulhoso por fazer parte de um seleto grupo de pessoas que têm coragem para recomeçar. Quando se vê nesta situação, pare, medite no primeiro passo e comece tudo novamente.
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quinta-feira, janeiro 21, 2010
Estamos ficando velhos e ultrapassados
— Olha! Se for por conta do fedor, juro que não fui eu! – prontamente esclareci a situação.
Mas nada! Ninguém comentou absolutamente nada. Apenas um gordinho que estava com a boca suja de picolé que esboçou uma gargalhada meia-boca. Mesmo assim, logo que notou que seus amigos não estavam rindo, tratou de fechar a cara. Fiquei ali parado e com aquele sorriso arregaçado como quem tivesse muito para falar e nada para ouvir... Ledo engano! Falávamos de coisas diferentes. Não existe mais quem gosta de desenhos japoneses. Agora são animes, e ponto final! Tinham até um nome para aqueles que adoravam assistir os desenhos jap... digo, animes que eram os Otakus (cf., nerds que passam 24hr do seu tempo assistindo animes e/ou lendo mangas).
Aos poucos o meu sorriso escancarado foi perdendo força.
— Quando é que vão falar de Jaspion? E do Jiraya?! Ah! Cavaleiros do Zodíaco é de lei, não é? (...) Não é?! (...)
Não, não era... Falavam de Naruto, Fullmetal Alchemist, Bleach e outros que eu nem imaginava que existia. Nessa hora eu já achava que estava sobrando por ali. Só esperava encontrar um momento oportuno para sair da roda. Como não houve esse tal momento, resolvi perguntar aos presentes qual era o melhor anime de todos os tempos. Nada poderia me impedir de fazer esta pergunta. Afinal, com toda certeza, diferentemente das outras áreas, os animes do passado são aclamados até hoje por terem sido percussores de uma geração inteira de ‘desenhomaníacos’. Existe em todos aficionados por animes um sentimento nostálgico que sempre vem à tona quando o assunto é o melhor dos melhores. Sempre haverá lugar para as ressalvas neste ambiente; um verdadeiro combate de conhecimento inútil é travado com ares nostálgicos. Pois bem, voltemos à cena.
— Moçada, me digam qual foi o melhor desenho jap... digo, anime de todos os tempos?
Neste momento um sorriso voltou com força total quando aquele gordinho – que ainda estava com sua boca suja – disse (sabe quando todos param de falar ao mesmo tempo e aquela voz quase sem convicção é ouvida ao fundo? Foi assim mesmo.):
— CAVALEIROS DO ZODÍACO!!!!! – disse o garoto todo empolgado.
— Errr... quer dizer... eu acho... Err... – sussurrou o envergonhado rapaz.
Aproveitando a deixa do garoto, não hesitei em concordar com o guri.
— Boa! Eu também acho que CDZ¹ foi o melhor anime já produzido – agora já estavam na minha praia –. De longe, CDZ é muito melhor que esses desenhos da atualidade! A única coisa da atualidade que é superior ao animes do passado é o gráfico mais colorido e bem mais detalhado. O que é normal, dado o nível de tecnologia da época em comparação ao nível de hoje, né! Aliás, se existe algo para demonstrar que os animes de antes são melhores do que os de hoje é a mensagem de que “a amizade supera todos os obstáculos”. Assim como este círculo de amigos, vocês devem permanecer unidos e fiéis uns aos outros blablabla...
E o discurso continuou por alguns minutos...
Após esse discurso maravilhoso, totalmente inspirado em Luiz Inácio Lula da Silva (SIC), descobri que o tempo verdadeiramente não para, é verdade! Da mesma forma, algumas coisas boas da vida se tornam eternas em nossa mente. Lembra do “que seja eterno enquanto dure / posto que é chama”? É bem por aí. Naquele momento um jovem garoto me fez sentir ainda mais agradecido por ter nascido em uma época na qual os desenhos japoneses traziam uma lição de moral superior, muitas vezes, aos ensinos religiosos. O amor, a verdade, a perseverança, a solidariedade e até o perdão era a tônica desses desenhos. Obviamente que regado a muitas espadadas, socos, raios-lasers, monstros de outras galáxias etc, etc, etc. O que fica realmente é aquele sentimento nostálgico de que a minha geração não foi perdida, ela apenas cresceu! (...) Tudo bem! Ela apenas envelheceu, pois, nem todos cresceram. Alguns ainda ficaram parados no tempo. Fazendo uma força danada para que tudo voltasse a ser como era há 20 anos atrás. Pobres Quixotescos² ! O tempo passa para todos e não há nada que possamos fazer para mudar esta realidade.
Ao contrário de hoje que a programação é feita para agradar o desejo cíclico de violência, os desenhos japoneses mostravam que era possível o bem vencer o mal, ainda que tal luta se estendesse por longos capítulos. Tudo bem! A intenção principal sempre foi o lucro. Enquanto a isso, nada mudou. Mas só sei que as coisas eram bem diferentes. Hoje o mal vence o bem e fica por isso mesmo. Não há nenhum limite moral entre os heróis da atualidade. Tudo é permitido. É por essas e outras que prefiro ficar com a lembrança dos meus heróis do passado. Aqueles heróis que conseguiram fazer com que uma criança comum se tornasse um homem que acredita que o bem sempre irá vencer o mal, demore o tempo que for. Que não existem as batalhas perdidas, mas sim, as batalhas que deixamos de ganhar e perdemos por desistência.
A bem da verdade, a minha intenção era compartilhar um pouco da minha infância com vocês, leitores. Mas acho que este texto serve também como uma reflexão ao fim/início de uma nova Era que estamos presenciando. Estou certo de que o “boom” tecnológico só está no início. A partir de agora, o que puder ser guardado para as novas gerações, que seja guardado! Pois, estamos ficando velhos e ultrapassados, pelo menos para a nova geração. Inclusive o ideal de que o bem sempre vence o mal, mesmo que seja no final (by Sandy & Júnior?!?! - Blergh!).
Um pouco da minha infância para vocês:
"Esquadrão Relâmpago Changeman" - produzido em 1985 no japão, foi transmitido no Brasil pela TV Manchete em 1988. Já apanhei várias vezes da minha mãe por ficar cantando a música de abertura o dia todo... e em japonês!
Acompanhe a abertura: http://www.youtube.com/watch?v=O2fz7xdJ5jM
"Comando Estelar Flashman" - Feito em 1986 no Japão mas exibido em 1988 na Rede Manchete. As músicas deste 'Super Sentai' estava presente em minha infância.
Acompanhe: http://www.youtube.com/watch?v=kDsqJBk6xMg
Simplesmente, Jaspion! O melhor tokusatsu que já existiu. Produzido no Japão em 1986, foi transmitido pela Rede Manchete a partir de 1987.
Confira a abertura: http://www.youtube.com/watch?v=V7OsAyufqaw&feature=fvw
"O incrível ninja - Jiraya". Este, junto com o Jaspion, foi o que mais me marcou. Em especial pela forma em que ele acabava com seus inimigos utilizando de sua 'Espada Olímpica' (katana). Deixarei a abertura e um momento para que possam ver o que eu fazia com os adultos quando estava munido de um pedaço de vassoura na mão.
Abertura: http://www.youtube.com/watch?v=jgopOCnHYkE&feature=related
Episódio: http://www.youtube.com/watch?v=nr5WeNKFboU&feature=related
"Os Cavaleiros do zodíaco" (Saint Seya) Criado no Japão em 1986, só veio ao Brasil em 1994. A sua música de abertura virou praticamente um hino para a nação dos NERDS. Para alguém ser considerado um NERD, primeiramente ele deve saber cantar esta abertura de cor e salteado - ainda fazendo os trejeitos do cantor.
Primeira abertura: http://www.youtube.com/watch?v=WCV74ZtLx6I
Segunda abertura (versão Rede Manchete): http://www.youtube.com/watch?v=LFdC99igXrg&feature=related
Terceira abertura: http://www.youtube.com/watch?v=8cDCWFZiFjA&feature=related
Abertura - pt (Hades - A saga do santuário): http://www.youtube.com/watch?v=Ik97MqwFwPA&feature=related
Abertura - original (Hades - A saga do santuário): http://www.youtube.com/watch?v=nJ00RRJvxDI&feature=related
Abertura - pt (Hades - Campos Elíseos): http://www.youtube.com/watch?v=wci5H18yXqU&feature=related
Abertura - original (Hades - Campos Elíseos): http://www.youtube.com/watch?v=omZGgNX5JnM
[1] Abreviação de Cavaleiros do Zodíaco.
[2]Diz respeito ao livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Em sua insanidade, Dom Quixote lutava com moinhos de vento achando que eram gigantes.
sexta-feira, agosto 14, 2009
Neuroses que podem ser curadas
O meu interesse em fazer jornalismo nasceu da constatação do óbvio: só me restou esse caminho. Sem grandes expectativas e sem nenhuma conversão. Ouvi, certa vez, que todos os jornalistas teriam que passar, necessariamente, por uma espécie de chamado especial. Tal e qual a aqueles avistados nas religiões triunfalistas. De certo modo, passei a entender os motivos que fazem do jornalista um ser extraordinário. Encontrei alguns jornalistas que fizeram com que qualquer outra coisa se tornasse desinteressante enquanto este estivesse falando. Isso deve ser bom. Deve significar algo. Mas nenhuma referência, até agora. Sou uma pessoa comum que possui um desejo incomum de conhecer sobre tudo. Para o bem da verdade gostaria mesmo era de ter vivido quatro vidas antes de dizer: “agora é pra valer”. Tentei ser jogador de futebol, mas notei que não tinha tanto vigor - e o principal, conclui que não gostava desse esporte. Tentei ser barman, mas não obtive êxito em ser um eterno personagem “global”. Viajei para o mundo das exatas e caí de para-quedas no nada atrativo universo da Engenharia de Produção. Fui do éter à práxis. Da Filosofia ao Turismo. Busquei-me em todos os lugares, mas me encontrei quando havia desistido de mim mesmo. Achei-me cativo num lugar-comum observando a escuridão e, desta feita, me abastecendo dela.
“Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.”
Friedrich Nietzsche - Além do Bem e do Mal
Questionei a minha existência e encontrei alguns amigos especiais. Amigos que me passaram um pouco de suas frustrações, descobertas, anseios e o principal, pude compartilhar com eles uma intimidade que não havia encontrado em lugar algum. Amigos que passaram a ser mestres em minha vida. Dois eu chamei – e ainda chamo – de messias. O primeiro eu posso apresentar, mas o segundo vou deixar para o final. Como não poderia deixar de ser, para um messias, o Bigodudo¹ me fez mais do que trazer esperança, ele me mostrou a vida. Ensinou-me que os grandes podem até ser imortais, mas não infalíveis como querem alguns poucos que estão lá acima, no alto do seu pedestal. Com quem mais eu poderia compartilhar os meus pensamentos hereges? Não havia ninguém mais. Em um grupo restrito de pensadores contemporâneos, mas que morreram há algumas décadas, eu encontrei uma interação necessária.
Em meio às descobertas, resolvi que deveria buscar conhecimento sobre o divino antes de tentar me conhecer. Para tal, matriculei em um curso Bacharel em Teologia. Nesse meio-tempo, fui pastor de jovens em um segmento cristão-pentecostal durante um ano e meio. Havia descoberto minha vocação. Definitivamente eu estava no mundo para evangelizar. Nada mais. Fui missionário enviado ao Vale do Jequitionha e lá fiquei por oito meses. Não consegui me manter naquela região por mais tempo porque decidiram que já era hora de eu voltar. Afinal, a minha preocupação com o lado humano havia ficado maior do que a preocupação com o lado espiritual e isso incomodou alguns engravatados. Um prato de comida valia menos do que um “Desencapetamento Total”. Um abraço era bem menos importante do que as - vãs - orações ofertadas no quente chão do nordeste mineiro. Acabei voltando para casa com um vazio ainda maior do que antes.
Quando retornei à Beagá, não era mais aquele cara que havia saído cheio de esperanças. Em nada lembrava aquele rapaz que encontrou respostas para tudo em apenas quatro letras: D-E-U-S. Este ser divino representava a morte de qualquer pergunta mais elaborada. Mas não agora. Voltei ao início e desta vez com uma sensação de fim de jogo.
“Não pretendo ser feliz, pretendo ser verdadeiro”
Friedrich Nietzsche
Por conta das minhas dúvidas, cheguei ao ponto de negar a Fé como certeza incontestável. Dizer que todas as transições foram encaradas com naturalidade é bazofiar uma grande mentira. Afirmar que a mansidão esteve presente em todos os momentos é desmerecer o desespero que volta e meia tomava conta de meus pensamentos confusos. Não precisa nem dizer que sou uma pessoa agitada. Nem preciso justificar os meus muitos copos de cafés que tomo ao longo do dia. Parece que estou correndo atrás de um tempo perdido. Um tempo que nunca tive, mas que me parece real. Antes mesmo de falar das habilidades, seria mais justo continuar listando algumas deficiências: sou estressado, tenho DDA/TDAH², ajo com ingênuidade para muitas coisas, indeciso, curioso e apaixonado. Muitas outras deficiências ficarão subentendidas quando se compreende o que é TDAH. Apesar de ser relevante, deixarei este assunto para que possa ser pesquisado, valerá a pena.
Apesar de tudo, a humanidade me fascina. O ato de ser demasiadamente humano e obter gozo em reconhecer meus limites, bem como minhas superações, me traz aquela boa sensação de estar vivendo. Gosto de me sentir útil quando todos já desistiram. Vou além do que está escrito e nunca me contento com o básico – não é propaganda falsa. Chego a perder o interesse quando não me sinto desafiado e/ou fascinado. E isso aconteceu muito. Isso irá acontecer muito. Estou no meio acadêmico desde o ano 2000. Não terminei nenhuma graduação, mas me especializei em todas. Uma mescla entre autodidatismo com decepção. Tudo isso teve o seu lado bom, pois, aprendi que a decepção é proporcional à expectativa. Hoje, apenas vivo. Sou humano e consigo reconhecer a humanidade em todos. Sendo bastante direto, deixo uma lista de algumas habilidades minhas: DDA/TDAH, ingênuo para muitas coisas, companheiro, verdadeiro, curioso e apaixonado. Algumas deficiências se tornam habilidades em certos momentos e vice-versa.
“O homem pode se livrar de uma neurose, mas não pode curar-se de si mesmo”
Jean Paul Sartre
Antes que me esqueça, aprendi sobre neuroses que podem ser curadas com meu outro messias, Jean Paul Sartre. O ruim é ter chegado à conclusão de que somos quem podemos ser. Disto, nem os mais hábeis poderão escapar. A dor (ou o prazer) de ter que conviver consigo mesmo é algo imutável. É algo divino!
Prevendo que este Memorial fique ainda mais extenso, tentarei ser mais direto daqui para frente – posto que até agora me senti livre para seguir qualquer caminho.
Tracei um objetivo profissional que está aberto às futuras mudanças. Estipulei, sem qualquer expectativa, que deveria ter uma base. Essa base seria o Jornalismo. Com o título de bacharel, irei prestar concurso na área da comunicação. Nesse meio-tempo iria propor uma tese para ser defendida ao nível de stricto sensu (Mestrado/Doutorado). Após estar devidamente titulado, encerraria minha vida acadêmica ofertando, assim, todo o meu conhecimento à geração porvir.
Espero não ter sido prolixo demais. Acredito ter acertado na escolha do Jornalismo como objeto a ser estudado. Isso só o tempo dirá. Até lá, deixarei de ser Jornalista para ser um satisfeito saudosista. Não desejando ter feito milhões de outras coisas, mas pelo fato de ter sido um grande íntimo da comunicação. Alguém que, assim como Fernando Pessoa, soube dizer com alegria: "Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”. O castelo será construído. Quando, onde e por quem, não sei.
“Não importa o que fizeram com você, e sim, o que você fez com aquilo que fizeram com você”
Jean Paul Sartre
¹ Apelido aferido à Friedrich Nietzsche por conta do seu volumoso bigode.
² TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou DDA - Distúrbio de Déficit de Atenção (com ou sem hiperativade). Vídeo explicativo no Youtube. Pesquisar: “Jo Soares TDAH(DDA) - Ana Beatriz Silva”.
quarta-feira, junho 24, 2009
As Minhas Testemunhas
Divinamente diabólica!
Não há outra forma de definir o que é belo. Como numa tentativa desperdiçada, torço para que ao fim de minhas palavras eu possa fazer jus ao que vi. Sem ir além nem aquém. Lembro-me da noite em que a vi pela primeira vez. De longe, as suas curvas, não tão magras, roubaram parte de minha lucidez. Perdi-me em meio ao desejo de sentir o cheiro de seus loiros cabelos. No entanto, me encontrei no momento em que pude ouvir sua voz, tal e qual o melhor soneto já apreciado. Senti minhas pernas trêmulas e minhas mãos choravam de tristeza por não poder tê-la entre elas. Mas ainda não é chegada a hora. Antes precisava conhecer o rosto daquela que prometia agradar até o mais rígido epicurista. Fui mandado ao céu no momento em que ela resolveu compartilhar um pouco do seu olhar comigo. Mas voltei, imediatamente, para não perder momento algum. Senti-me como Da Vinci quando esteve, pela primeira vez, apreciando sua melhor obra. Posso compreender como a sua mente, acostumada com o belo, tentou transmitir em palavras aquela grande sensação que lhe acometia. Mas sem nenhum êxito.
– Oi! – disse a linda moça, quase sussurrando.
Não sabia o que fazer e nem o que dizer, pois, até sua voz parecia estar confirmando sua perfeição.
– Olá! Tudo bem? – foi o máximo que eu consegui responder sem gaguejar.
Apesar do medo que havia tomado conta de meus pensamentos, decidi que não iria sair daquele lugar sem a conhecer. Parei de frente a ela e esperei o momento certo em que iria conhecê-la melhor. Tarde demais! Segundos se passaram desde o primeiro momento em que comecei apreciar seu rosto.
– Você está bem? – Foi a única frase que consegui ouvir (como se estivesse há milhas de distância).
– Sim, estou! – respondi, enquanto meus pés – trêmulos – decidiram que iriam procurar um lugar para se esconder, antes que eu viesse a desabar no chão.
Por esta noite, não tentei nenhuma outra aproximação. Não queria que ela pensasse que minha vida já estava ganha e perdida. A partir daquele momento, não haveria vida sem que ela estivesse comigo. Mas ao lado dela, poderia viver; teria a vida no qual falavam os apaixonados. Mais uma vez me perdi em meio aos meus pensamentos, ora de paz, ora de medo, tentando não deixar com que a imagem de seu olhar me deixasse viúvo.
Como se fosse uma aprovação dos deuses, pude encontrá-la novamente. Agora com seus cabelos curtos; rente ás orelhas. Linda como sempre. Não era mais noite. Os raios do sol tocavam sua face feminina fazendo com que os pequenos movimentos tivessem uma dimensão centenas de vezes maior do que realmente era. Tinha de ser hoje! Como havia me preparado, reservei-me o direito de recitar as palavras do mestre poeta como se fossem palavras de comando:
“Aí que o meu sentir vago e profundo
O seu lugar exterior conheça,
Aí durma em fim, aí enfim faleça
O cintilar do espírito fecundo.”
Nada poderia dar errado! Iria dizer o quanto sonhei com este momento. Iria dizer que mesmo não a conhecendo, “a mim ensinou-me tudo”. Mesmo percebendo tudo em minha volta, “ensinou-me a olhar para as coisas”. Ensinou-me que eu poderia sonhar com o belo. Que poderia o desejar. Ensinou-me a amar.
Caminhei até ela sem chamar atenção. Queria continuar observando cada detalhe seu enquanto me aproximava. Em sua mão direita encontrava um cigarro aceso que de tão insistente, não deixava cair sua cinza. Com sua mão esquerda, ajeitou o seu lindo cabelo atrás da orelha enfeitada por diversos piercings. E com os pés entrelaçados, resolveu alongar seu lindo corpo como quem realmente conhece o seu potencial. E foi neste momento que pude conhecer quem você realmente era.
Uma grande conquista para uma vida curta. Sim! No dia anterior eu havia conhecido aquela que faria toda a diferença em minha vida. Não se trata de saber apenas o nome, mas de perceber que em meio às várias qualidades aparentes, havia nela várias outras qualidades que, para mim, já era extinta.
Soberba? Não! Isso ela nunca soube o que é. Ganância? Não! Ela já conhecia a felicidade no pouco. Luxúria? Acho que não! Apesar de tudo, sua mente a enganava. Nunca soube o seu verdadeiro valor. Era como uma criança com uma arma na mão. Desconhecia o próprio corpo e era enganada por sua mente. Triste sina, caso este relato tivesse chegado ao fim neste ponto. A verdade é que o seu amor pela vida me contagiou. A sua alegria de vida trouxe refrigério para minha alma doente. E por tudo o mais, sou-lhe grato.
“O mundo é um sepulcro de tristeza”, mas não hoje! Não me permitirei desejar a morte. Pelo menos enquanto você estiver aqui. Agradeço aos céus, ao acaso, aos antigos espíritos, aos deuses, ao deus, o Deus por ter-me feito encontrar com o “Viajeiro do Amor”. Agradeço por ter dito tanto sobre o amor e as suas formas. Agradeço por não ter me deixado desistir. Como um bom discípulo que fui, acompanhei apreensivo cada instante que antecedeu o dia em que pude, enfim, ter o grande prêmio. O nome do prêmio ainda não direi. Só sei que nada me fez tão feliz. Nada me fará mais feliz. Como o poeta da escuridão, hoje posso dizer sobre a “agonia de amar”, que tive, que se tornou numa “agonia bendita”.
Que tudo se mantenha como está, para que eu possa falar como poeta e fazer de lindas palavras – necessárias palavras – minhas testemunhas de que este momento descrito aconteceu da forma em que se apresenta. Tudo isso para que, em um futuro próximo, minha realidade possa se mudar para um desses fantásticos poemas de Fernando Pessoa, onde a chama do amor sempre será imortal. Assim como este pequeno grande momento que vivi. Desejo que minha vida se torne como este poema que virá encerrando este relato. Com as devidas mudanças minhas.
“Ela mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ela é a Eterna Criança, o deus que [me] faltava.
Ela é o humano que é natural.
Ela é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza”...
qual é o nome da perfeição. Ela atende pelo nome de moça.
Fernando Maximiano
quarta-feira, abril 08, 2009
Avós mineiras são as melhores!
Fernando Maximiano
Avós são avós em todo lugar, mas nenhuma avó se compara com as avós deste lugar... Eiiita Minas Gerais!! Obrigado por ser berço de algo tão valoroso para nós... e obrigado por ensina-las o doce jeito mineiro de serem avós!
sexta-feira, março 27, 2009
Eu, apenas mais um mero viciado
Bom, conto com a ajuda de vcs para que eu possa conseguir resistir a mais estas drogas em minha vida... Só, por gentileza, não me venham com abraços coletivos! Grato! Bom, se for mulheres tudo bem!
Ps.: Que minha namorada não leia o meu blog...
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
Diabolicamente divina!
Ainda que seja apenas em sonhos, em meus melhores sonhos... onde a fantasia me conforta e o meu peito não sente a dor agonizante que tanto me assola.
Horas se passaram desde o primeiro momento em que comecei a apreciar o seu rosto. Me perdi em meio aos meus pensamentos, ora de paz, ora de medo... mas ainda sim, não tive coragem de tecer alguma definição acerca da beleza que eu avisto em ti. Sinto-me como Da Vinci quando esteve, pela primeira vez, apreciando sua melhor obra. Posso compreender como a sua mente, acostumada com o belo, tentou transmitir em palavras aquela grande sensação que estava sentido, mas sem nenhum êxito.
(...)
Quem és? Quem és tu que sorri como menina, mas que seduz como mulher? Quem te ensinou a grande arte de ser divinamente agradável e diabolicamente irresistível?
(...)
Me perco mais uma vez em meio aos meus pensamentos tentando compreender o que se passa; tentando tomar uma decisão. Decisão esta que me divide entre duas situações possíveis, mas, que a cada dia tende a ficar mais claro. Peço ao adorável anjo que tenha piedade de minha vida, mas que não me deixe ir... que entre em minha vida, mas que não viole a minha existência... que faça de mim segundo lhe aprouver, mas não tente mudar apenas o que não lhe agrada... que lute! Que vença!
Não sei por qual motivo eu escrevi tudo isso. Apenas, escrevi. Deixei as palavras saírem para que, de alguma forma, elas possam encontrar em ti algum sentido, pois, pela minha razão, elas ainda não fazem sentido algum.
Que tudo lhe vá bem, minha doce e meiga moça...
Fernando Maximiano
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terça-feira, novembro 04, 2008
belo dia de sol...
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Seu olhar jovial conforta-me e consegue, ainda que por um instante, me fazer lembrar da beleza infinita que outrora havia ouvido falar.
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A sua energia é tal qual um elixir de boa esperança que faz com que todos em sua volta apressem-se em viver cada momento como se o amanhã não fosse existir.
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A sua emoção... esta sim! Merecia estar em destaque nos mais famosos conservatórios artísticos espalhados pelo globo, pois, não há quem a conheça e não queira prosseguir em conhece-la...
estar, tão somente ao seu lado, para que o tempo deixe de ser tempo para se transformar em um momento afável, num misto de alegria, delicadeza, carinho e amor.
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Em suma, o que te faz ser diferente não é aquilo que cerca o meu campo de visão, nem tanto o que você pode oferecer, mas algo maior do que tudo isso: a figuração do amor que facilmente observo em todos os seus atos.
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Se houve algo para se aprender e ser ensinado nos dias em que te conheci, a minha única certeza é a de que aprendi mais com você do que ensinei.
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Aprendi que os pequenos detalhes fazem maior diferença quando são autênticos, aprendi também que somos responsáveis por aquilo que cativamos, e olha que eu já tinha escutado da boca da melhor criação de Exupéry...
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Enfim, alguns exercícios que carregarei enquanto a minha lucidez assim permitir.
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Só espero que com a mesma pureza com a qual você me recebeu em seu coração, você possa manter-me por lá.
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Com a mesma verdade na qual nos conhecemos, você possa se manter. Pois, eu, ainda que me digam o contrário, continuarei acreditando em anjos... continuarei acreditando em você, pois, você, meu anjo, é a única e necessária prova que eu necessito para manter a esperança de uma vida plena, segundo tudo o que de mais belo possa existir na face da terra.
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Sem mais, amo-te! Porquanto tu és...
segunda-feira, setembro 29, 2008
Política de cotas, inclusão ou discriminação?
Por conta das injustiças promovidas durante os séculos da construção do Brasil, instituíram uma política de cotas que privilegia os supostos subcidadãos, como as mulheres e os negros, e os supostos subumanos, como os índios. Tal política nasce como forma de sanar um problema que é bem mais complexo do que tentam passar para a sociedade e bem mais simples de se resolver do que se imagina. Muitos podem até pensar que esta é a única forma de evidenciar o mal que há muito acomete o povo brasileiro: a discriminação. Porém, como forma de sistematizar este assunto, limitarei ao assunto da política de cotas.
Partindo da premissa da Ética, o principio discriminatório destas cotas é o mesmo que tornou necessária a discussão sobre este tema tão urgente e salutar; favorecendo uns poucos em detrimento de outros muitos, ou seja, os meios não importam desde que se obtenha o fim desejado, ou pelo menos, que se chegue o mais perto possível do final proposto. É o trabalhar tendo como meta a aplicação de paliativos que no primeiro momento pode até ‘resolver’, mas que ao passar do tempo, pouco tempo, vem à tona como mais um capítulo da triste novela conhecida por todos como sendo “Eu finjo que faço e vocês fingem que acreditam”.
O que precisamos entender é que todas as ações tomadas no agora voltarão para nós, ou nossos filhos, com a mesma intensidade com a qual foram feitas; que o tamanho da nossa decepção é proporcional ao tamanho da nossa expectativa. Desta forma o debate exaustivo é a única solução para este assunto, onde a expectativa encontrará a luz da discussão e com ela a melhor forma de agir será vislumbrada e posta em prática.
É evidente que alguma coisa deve ser feita, porém, ignorar a Ética é abrir mão do único artifício que legitimaria a discussão e o trabalho em prol de um Estado eficaz para todo e qualquer cidadão independente de classe, gênero, cor, etnia ou religião. Como é sabido, o centro da Ética é a vida, e é por isso que toda política deve antes passar pelo crivo da Ética antes de ser promulgada como sendo a solução.
Fernando Henrique Liduário Maximiano
domingo, agosto 05, 2007
Moça...
Mais um dia, mais uma noite, mais um tempo... outro tempo. Chego a pensar que o tempo é o contratempo de quem anseia por amar... de ser amado... de sentir... de doar... de ser completo e de completar.
Porém, no instante em que puder tê-la em meu peito aflito, tornar-me-ei a reconciliar com as horas, com os dias, com os anos... pois, o melhor tempo de minha vida, se fará ao descanso de seus braços, aonde poderei assentar minha face em meio a seus seios e sentir o pulsar suave e verdadeiro de alguém que tardou, mas que achou o verdadeiro amor... e ali, somente ali, poderei sentir-me seguro.
Meu anjo, não pense que falo tais coisas por querer uma conquista, pois, o que é uma conquista em vista do verdadeiro amor? Estaria, eu, errado por relatar em palavras aquilo que sinto em meu âmago? Andaria mais uma vez enganado por caminhos torpes sem tentar lhe fazer feliz? Como não ousar ser feliz ao lado de quem promete resgatar-me do mar de ilusão em que tenho vivido? Não... não pode privar-me de amar... antes, retire todo o ar que tenho para respirar! Rasgue o meu peito com um punhal e não permita que eu viva sem que você não esteja ao meu lado!
Ata-me a base de um foguete e me mande para o infinito, aonde poderei ter uma pequena noção daquilo que eu não pude sentir estando junto a você.
O que pode haver de mais valioso no homem do que a sua musa inspiradora? Seria como negar ao homem a sua fonte de vida, negar suas virtudes incontestáveis, negar o fato de viver para fazer-te uma mulher feliz... o que passar disso ou o que for aquém, não é digno de viver... sendo assim, respiro para manter as funções vitais em perfeita harmonia e assim poder fomentar lisonjeiramente palavras doces tal qual tu és. Encerro-me na expectativa de poder um dia tanger lindos acordes de júbilo em honra a sua estontiante beleza com que me cativaste em apenas um instante, porém, ecoará por toda a eternidade.
Moça, se te gosto, é porque tenho motivo para tal... e se lhe desejo, é porque quero te sentir ligado a mim, até o fim... Beijos, do seu, do sempre seu, Amor.
quarta-feira, junho 13, 2007
Pensamento poético...
Bom, poderia dizer que você é linda... mas estaria sendo redundante em meus dizeres.
Poderia dizer, simplesmente, que você é uma pessoa feliz... mas não poderia nunca, sequer, medir a sua felicidade apenas por sua simpatia, seria um equívoco.
Poderia, então, suscitar uma idéia relativamente utópica e nos conformes de sua vida loka... mas, ainda sim, não compreenderia toda a sua loucura a ponto de descrevê-la.
Poderia, talvez, tentar defini-la tangendo lindos acordes musicais... mas ainda sim, esbarraria na imperfeição das 7 notas musicais. (...)
Enfim, tenho somente a dor da espera de um dia poder emitir um senso quanto ao que poderia defini-la... ainda que este dia chegue, prefiro não atentar-me a esta luta quixotesca, pois, defina-la, seria uma tentativa errônea de limitar o que é ilimitado... compreender o incompreensível... balbuciar o que ainda não foi ouvido... Para tal, não farei uma limitação quanto a perfeição que lhe é presente.
Pensamento poético feito para uma grande pessoa.