quarta-feira, junho 13, 2007
Pensamento poético...
Bom, poderia dizer que você é linda... mas estaria sendo redundante em meus dizeres.
Poderia dizer, simplesmente, que você é uma pessoa feliz... mas não poderia nunca, sequer, medir a sua felicidade apenas por sua simpatia, seria um equívoco.
Poderia, então, suscitar uma idéia relativamente utópica e nos conformes de sua vida loka... mas, ainda sim, não compreenderia toda a sua loucura a ponto de descrevê-la.
Poderia, talvez, tentar defini-la tangendo lindos acordes musicais... mas ainda sim, esbarraria na imperfeição das 7 notas musicais. (...)
Enfim, tenho somente a dor da espera de um dia poder emitir um senso quanto ao que poderia defini-la... ainda que este dia chegue, prefiro não atentar-me a esta luta quixotesca, pois, defina-la, seria uma tentativa errônea de limitar o que é ilimitado... compreender o incompreensível... balbuciar o que ainda não foi ouvido... Para tal, não farei uma limitação quanto a perfeição que lhe é presente.
Pensamento poético feito para uma grande pessoa.
Deus está fora do Espaço-Tempo
Mas na verdade, um exame mais atento notará que doutrinas deterministas são tão antigas quanto a humanidade, e na verdade até muito mais fortes em contextos extremamente afastados da tradição científica e filosófica. Por isso o Determinismo de teor cientificista esta condenado a ser sempre uma assertiva não sujeita a comprovação. O mesmo porém não o ocorreria com o Determinismo de teor Místico, para o qual há propostas de Seres que podem sim saber todas as informações necessárias para prever qualquer evento no Universo da mesma forma como um computador pode saber os resultados futuros de um processo de dados do tipo jogo virtual de bilhar.
Se há um ser OMNISCIENTE, esse ser tem total conhecimento de todos os eventos, inclusive detalhes de cada mínima partícula, podendo então saber tudo o que acontecerá e aconteceu, e se é OMNIPOTENTE, nem mesmo a aleatoriedade do mundo quântico seria obstáculo para tal ser, pois ele teria poder sobre cada nano evento.
Sendo assim, é forçoso admitir que tal ser controlaria com total precisão cada ínfimo detalhe da realidade, ainda mais sendo este ser ETERNO, pois sequer precisaria calcular qualquer evento futuro, tais eventos já estariam prontos.
Sendo assim, um Deus ONISCIENTE e ONIPOTENTE é a mais radical e extrema forma de Determinismo. Seria o Destino Imutável em si, manifestado em sua própria essência, e conseqüentemente, incompatível com qualquer idéia de Livre Arbítrio
"Se sendo Sapiente não se pode pecar, logo quem peca não é Sapiente, sendo insciente. Deve este ser punido por ainda não ser Sapiente, se não recebeu instrução?" (...) Esta foi uma das questões que Agostinho levantou na questão Pecado X Livre-arbítrio...
Não se trata de querer agir como Hércules ao resgatar Prometeu. Ou sim?
A idéia é, uma vez que não somente Santo Agostinho como nenhuma outra pessoa jamais foi capaz de propor uma solução clara e satisfatória para conciliar o Livre Arbítrio com os OMNI atributos divinos, bem como conciliar as idéias de Círculo e Quadrado, resta por força da lógica, optar por um ou outro uma vez que não se esteja obrigado a aceitar uma profissão de fé que exija a sustentação das duas.
Calvino optou por preservar os Omni atributos, destruindo o Livre Arbítrio com a doutrina da Predestinação. Eu não posso dizer que concordo plenamente com as idéias de calvino... poderia dizer que concordo com algumas coisas de 'cada' pensador que estão sempre em questão,a saber Calvino, Arminio e Agostinho. Estes possuem idéias interessantes, mas as suas idéias não são perfeitas e acho que uma, de uma certa forma, completa a outra! Poderia dizer que antes de conhecer a Jesus eu era Arminiano e agora que fui constituído como filho de Deus, vejo que sou Calvinista (hehehe)... em contra ponto, sou também Agostiniano!
Remover a perfeição de Deus não poderia ser mais simples, basta subtrair o mesmo elemento que inviabiliza o Livre Arbítrio, que é tão somente a ONISCIÊNCIA, Absoluta, que Santo Agostinho geralmente chama de Presciência, ou Onisciência Futura, mas esse termo é omisso quanto a "Ciência" do Presente e Passado, e não especifica a amplitude de tal Presciência, por isso, creio que o simples termo Onisciência, se tomado em seu sentido máximo, implica necessariamente em "Ciência" total atemporal.
Citações de autores desconhecidos por mim.
Artigo fomentado em meados de junho de 2006.
O Homem Sendo Homem
Este artigo não se propõe a retomar reflexões específicas de nenhuma área em especial, mas sim, discorrer acerca do início metafísico do grave problema que vem a memória quando este assunto é mensurado, e sendo assim, longe de ter a pretensão de ser a discussão final sobre tal assunto, mas, fomentar uma reflexão pouco anunciada nos círculos do saber e, sobretudo, abrir uma nova série de pensamento sobre este assunto que requer uma atenção especial.
Muito se é falado sobre meio ambiente em nossos dias. Sendo debatido em várias instâncias de acordo com a finalidade de cada preletor. O terror de ter que viver em um mundo devastado pela ação humana está presente em nosso meio como a uma praga, que insiste em querer anunciar aos quatro cantos do mundo, que a situação é ainda mais grave do que pensávamos.
De acordo com a significação, em uma forma sucinta, meio ambiente é o que abriga e rege a vida em todas as suas formas. Desta maneira, facilmente é esquecido que tal expressão engloba não somente a ecologia, mas uma série de fatores que faz com que a vida siga o seu curso sem enaltecer ou diminuir nenhuma parte que forma tal meio. Antes de qualquer coisa, deve-se compreender um detalhe que pouco é explorado em uma reflexão deste porte. Ao invés da reflexão partir do início, a maior parte dos pensadores querem achar a problemática em seu final, ou seja, “o que fazer para mudar esta situação”, quando deveriam se perguntar “onde teve o início de toda esta situação já conhecida”.
É sabido que o povo brasileiro não tem o hábito de tratar bem o meio em que está e partindo desta premissa, uma breve explanação se faz necessário.
O Brasil é um país que professa a crença nos conformes do cristianismo, sendo assim, para entender como funciona o pensar do brasileiro, deve-se compreender como o cristianismo trata tal assunto em todos os seus momentos, seja no início quanto na contemporaneidade.
No início da cristandade, muito se falou em uma volta eminente do Salvador[1], que viria resgatar aqueles que reinariam com ele no paraíso, segundo a passagem de Hebreus 10:37 que diz: “Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará”. Fato que levou os fiéis a se importarem, apenas com a volta do Salvador que os levariam para o paraíso, despojando-se de seus bens e tudo o mais que julgavam supérfluos, assim como é apresentado em Atos 2:45: “E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um”. A possibilidade que trouxe esperança para toda a cristandade foi à mesma que os levaram a não ligar para as suas vidas quantos seres viventes e pertencentes ao meio em que vivem.
Com o passar dos tempos, a esperada volta do Salvador não aconteceu, abrindo precedentes para um cristianismo institucionalizado e comandado por pessoas que, até então, estavam acostumadas a fugirem para que suas vidas não fossem ceifadas por declararem uma crença segundo o cristianismo. O que fez com que o cristianismo passasse para uma nova etapa de sua existência, a saber, “Como evangelizar as pessoas e fazer com que a esperança do retorno triunfal de Cristo não fosse esquecida”. O que nascera com um propósito íntegro, culminou em uma disputa de interesses que acabou tendo conseqüência no magistério cristão. Não ensinava mais um cristianismo bíblico, mas um cristianismo que forçava a pessoa a aceitar tal crença com o risco de ser lançado no inferno cristão[2], onde nasceu a famosa frase: “Quem não vem pelo amor, vem pela dor”.
Como se já não fosse suficiente, uma nova compreensão sobre o paraíso alastrou-se por toda a cristandade, em seu início. A idéia de que esta terra seria destruída e que uma outra terra seria construída pelo Salvador para os que quisessem ter com ele no gozo da eternidade. Tal idéia encontrou uma forte aceitação em meio a maior parte da cristandade, pois, era embasada segundo o livro de apocalipse no capítulo 3:12, onde diz:
A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome.
E ainda, no capítulo 21:1 que reitera esta idéia: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe”.
No século XVI, esta idéia ganhou formas e contornos um pouco menos irreal com o surgimento da linha de pensamento comumente chamado de Calvinismo[3], que ganhou força por afastar o medo do inferno cristão que imperava entre os cristãos. De fato, toda a maneira de pensar sobre a vida e tudo que engendra por ela foi modificado com este pensamento.
Chegando a pós-modernidade, ser cristão virou sinônimo de uma busca pela espiritualidade que há muito se perdeu. Esta busca é marcada por uma metodologia em que não é a favor da vida planetária. Cada um é senhor de seus caminhos e a maioria esmagadora, ao contrário do de Atos 2:45, não ligam para o outro e nem que rumo a sua vida irá tomar caso ele não estenda a mão para uma ajuda.
Em pleno século XXI, a falta de consideração ao meio ambiente não é mais ditada pela religião, mas sim, pela cultura que absorveu a parte negativa desta religião fomentada por pessoas que não conheciam o impacto que culminaria em nossos dias. Pois, esquece-se que no livro de Gênesis 1:28, Deus fala ao homem:
Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
Mas se esquece que logo após, Ele deu também o exemplo a ser seguido no mesmo livro, no capítulo 2:15 que diz:
E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
Por fim, como diria Thomas Hobbes, "Homo homini lupus[4]". Fato que não pode capacitar a ninguém a viver em uma passividade quanto a este sério problema que se encontra a ser pensado. Segundo reza a Constituição Federal do Brasil, este chamamento para uma reflexão/ação sobre o que fazer para mudar o panorama em que se encontra o meio ambiente é tanto um direito quanto um dever de cada um.
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (Art. 225 da Constituição Federal).
[1] Segundo a tradição Cristã, o Salvador é apresentado na figura de Jesus de Nazaré. Sendo ele, a segunda pessoa da Trindade.
[2] Segundo a tradição Cristã, o inferno é um lugar de tormento onde os que não aceitaram Jesus como messias iriam passar toda a eternidade como punição desta má escolha.
[3] Uma vertente do protestantismo cristão que cria a predestinação do homem, ou seja, as coisas só acontecem porque Deus já havia determinado, sendo assim, não cabe ao homem a preocupação do dia de amanhã.
[4] Traduzindo para o português, segundo Fernando L. Maximiano, “homem é o lobo do homem”.
terça-feira, abril 10, 2007
Crítica ao ato de filosofar
Para que uma reflexão seja, de fato, filosófica, deve ser radical, rigorosa e de conjunto.1 Radical porque a situação a ser investigada deve ser posta em termos radicais, ou seja, ela deve ser investigada de maneira exaustiva. Rigorosa porque não pode ser feita de maneira dispersa. Para ser filosófica, deve-se seguir um rigor determinado, levando-se em consideração as conclusões da sabedoria popular e as generalizações da ciência. E deve ser de conjunto no sentido de que não deve ser parcial, tendenciosa, mas sim, levando em consideração os aspectos do contexto em que está inserida2. E quando se é levado em consideração o contexto em que está inserido, o ato de filosofar se torna demasiadamente doloroso para alguns.
Na historia do nosso país, avistamos com muita propriedade o quanto o ato de filosofar pode ser relativamente prejudicial a algum grupo em especifico. As sociedades pragmáticas e consumistas criaram modelos de escolas tecnicista que baniu a filosofia dos currículos, depurando-as das escolas. A resolução, hoje, é produzir pessoas passivas, homens sem consciência de cultura, arte e outros, preocupado apenas com os fins propostos por uma aculturação alienante.
A filosofia propõe a busca do sentido mais profundo das coisas. Embora alguns pensem que este ato possa ser demasiadamente complexo, o simples ato de inquietude do homem, diante da vida, já o faz ser um filósofo. Claro, não querendo desmerecer nenhum profissional graduado, mas simplesmente tentando esclarecer que, a filosofia, além de ser essencial, ela é intrínseca ao homem sapiente. É justamente a filosofia despertando neste individuo, na forma de uma insatisfação diante das respostas que a sociedade dá para justificar algumas respostas tidas como irrevogáveis pela sociedade.
A filosofia, sobretudo, deveria ser conhecida como o real
significado do seu nome, a saber, philos-sophos, ou seja, amor à
Sabedoria, mas amor pelo que ela é, não pelo status na qual ela
remete ou a outros significados encontrados no dia-a-dia. Amor a
uma busca de respostas consistentes e no caminhar desta busca,
descobrir que, junto às respostas, vem outras perguntas que
juntamente com a questão originária, tende a ser respondida. A
questão é que cada nova resposta se torna uma possível pergunta
para quem não se aquieta perante uma questão sem solução.
Como foi dito pelo filósofo Gusdorf, “...a história atesta a
regeneração constante da reflexão, para além de todas as
tentativas de a liquidar”, o ato de filosofar não pode ser detido,
muito menos erradicado, enquanto tiver um homem que pensa e
que se inquieta perante a sua vida e em relação ao que está em
sua volta.
10 fatores a favor da saúde encontrados na Carta da Terra
Em ressalva, a Carta da Terra é de uma importância incomensurável para a humanidade. Cada um deveria ficar incumbido de repassar os dizeres nela contido para o maior número possível de indivíduos. Além de tratar a situação planetária da Terra, ela se presta a salientar sistematicamente fatos individuais, como é o caso da saúde. Sabemos que a Terra providenciou as condições essenciais para a existência e a manutenção da vida nela contida. Cabe aos seres humanos a preservação de uma biosfera saudável com todos os seus ecossistemas igualmente preservado.
É comumente sabido por todos que o primeiro passo para se manter a saúde intacta, assim como foi explanado pela Carta da Terra, primeiramente é o de impedir o dano causado ao meio ambiente e a todos os recursos naturais nela contida. Com este pressuposto, pode ser levantada uma lista de argumentos preponderantes que viabiliza a discussão sobre o fator da saúde dos povos e/ou mundial em relação à saúde brasileira na atualidade.
Como toda a espécie tem o seu papel fundamental no ciclo da vida, a preservação da diversidade biológica, seja ela vegetal ou animal, é de suma importância para manter a saúde mundial sadia. Sendo assim, se faz necessário à solicitação da recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados, exigindo o controle e a erradicação de organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente e prevenir a admissão desses organismos nocivos.
No que diz respeito ao uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e a vida marinha, o manejo de ser de uma forma que não exceda as taxas de regeneração. Quanto aos recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis, a utilização deve ser levando em conta a diminuição da exaustão e para que não causem danos ambientais graves.
Ademais, outro passo importante é ser contrário a toda e qualquer forma de poluição em qualquer parte do meio ambiente. Reduzindo, reutilizando e reciclando materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. Impedindo o aumento das substancias radioativas, tóxicas ou outras substancias perigosa. Desta feita, os recursos naturais renováveis seriam poupados de uma abrupta e violenta violação em seus preceitos originais.
Outro fator que deve ser levado em consideração é a reprodução de indivíduos de maneira irresponsável. A Carta da Terra tem como proposta a garantia ao acesso universal à assistência de saúde que promova a saúde reprodutiva de modo sadio e a reprodução responsável. Garantindo que os indivíduos criem suas proles com o mínimo de dignidade e segurança.
A preservação do conhecimento tradicional e a sabedoria espiritual professada em todas as culturas, que contribuam para a proteção ambiental e do bem-estar humano, devem se tornar realidade. Levando em consideração que uma das grandes evidencias da pós-modernidade é justamente o grande número de conhecimento adquirido, sobretudo, é também evidenciado pela falta da saúde mental cada vez mais prolixa na humanidade atual.
A garantia de que as informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informações genéticas, deve ser assegurada e deve ser de domínio público. O que trará uma vida de mais abastança para indivíduos, seja em na velhice, quer seja em casos de enfermidades.
A garantia do direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais de maneira racional e responsável, é também umas das propostas que a Carta da Terra interpela perante a toda humanidade.
Enfim, gestos como, equipar cada ser humano de educação e recursos para assegurar a sua subsistência sustentável, proporcionar seguro social e segurança coletiva para todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria, deveria ser uma meta a ser almejada por todos no mundo. A erradicação da pobreza, a garantia das atividades e instituições econômicas de forma a alcançar o desenvolvimento humano sustentável e eqüitativo, a defesa dos direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, eliminar a corrupção, tratar todos os seres vivos com respeito e consideração, promover a cultura de tolerância mutua, a não violência e a paz, faria com que a vivencia quanto cidadão do mundo fosse evidenciado pelo oposto da nossa realidade atual.1
1 Carta da Terra.
Ética, direito à vida.
A declaração Universal dos Direitos dos Homens assim como o artigo 5º da Constituição Federal assegura que os homens são iguais perante a lei, tanto em dignidade quanto em direitos. A constituição que rege a República Federativa do Brasil de 1988, por sua vez, põe como um dos fundamentos da República “a dignidade da pessoa humana” (art. 1º - III). Este fundamento deveria ser apresentado como o fundamento do Estado brasileiro e não apenas como um dos seus fundamentos.
A teoria fundamental dos direitos do homem funda-se, necessariamente, numa antropologia filosófica, ela própria desenvolvida a partir da critica aos conhecimentos científicos acumulados em torno de três pólos epistemológicos fundamentais: o pólo das formas simbólicas, no campo das ciências da cultura; o do sujeito, no campo das ciências do individuo e da ética; e o da natureza, no campo das ciências biológicas[1].
Enquanto os países recompunham-se da terrível segunda grande guerra mundial, a humanidade viu-se em uma situação de desconforto perante tamanhas barbáries que haviam sido cometidas no período da guerra. Após este instante contemplativo da humanidade, criou-se o instrumento ético de controle social do comportamento – declaração dos direitos do homem[2]. Fato que influenciou no desenvolvimento do artigo 5º da constituição federal – “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, a igualdade, à segurança e a propriedade”. Embora seja de fato um grande passo para a humanidade a criação dos direitos inerentes à própria humanidade, a grande maioria ainda sofre por não conviver com os benefícios desta declaração. Ainda que a constituição federal apresente como direito principal o direito à vida, de fato isso não é avistado em grande parte da população mundial.
A humanidade, hoje, é dividida em duas partes: a primeira parte é onde avistamos a menor parcela da humanidade, que podem ser definidos como sendo de fato humanos. A segunda parte é onde avistamos a grande parcela da humanidade, e que tem como característica a experiência do sofrimento e que segundo a declaração, bem como a constituição, não se beneficiam dos direitos apresentados pelos mesmos3. Esta disparidade é encontrada com muita facilidade na realidade brasileira.
Um discurso é apresentado pela declaração universal em favor dos que sofrem por falta de justiça, assim como as diversas pendências na atualidade. Outro discurso é apresentado pela constituição federal em prol da saúde, bem como a educação, segurança etc., mas de fato, a realidade se encontra muito distante do modelo de equidade proposto por todo e qualquer órgão competente para pensar sobre a ética e o bem estar humanitário. O que resta apenas ao brasileiro e ao cidadão do mundo a espera, não passiva, da mudança de pensamento planetário.
[1] É a proposição introdutória do Padre Henrique C. L. Vaz, S.J., no mais completo trabalho sobre o assunto em língua portuguesa: Antropologia Filosófica, vol. I, 3 ed., São Paulo (Edições Loyola), 1993, p. 12.
[2] GARRAFA, Volney. Direitos humanos, poder e injustiça.
3 GARRAFA, Volney. Direitos humanos, poder e injustiça.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Deixa ir os meus Músicos!
Falar de Deus é essencial: "como crerão, se não ouvirem?". Tão importante quanto falar sobre Deus, no entanto, é falar a partir de Deus ; e quando falamos a partir de Deus, não precisamos, necessariamente, usar o nome de Deus - o livro de Ester conta uma belíssima história sem usar o nome de Deus nem uma única vez, e essa história se tornou parte do cânon judaico-cristão, como narrativa divinamente inspirada.
A questão, pois, é se temos a graça de contar a história do modo correto, de narrar a vida sob a luz do evangelho. Precisamos de música que não fale de Deus, mas que fale a respeito da vida, das flores, do amor, da política, e das crianças, sob a luz do evangelho; precisamos de música que fale sobre o mundo, mas a partir de Deus.
Além disso, precisamos de música, simplesmente. Música que signifique Deus por sua beleza, e que mostre a sua glória sem palavras. A música pode ser narrativa, mas não precisa ser - a música não precisa de justificativas além da sua própria existência porque, afinal, Deus não precisa dar explicações sobre a razão de sua criação. Quem pode pôr em dúvida a beleza da música? Quem pode pôr em dúvida o amor do homem pela beleza da música? E quem pode pôr em dúvida a origem divina de toda boa dádiva, e de todo dom perfeito?
Quem és tu, ó pastor evangélico, para discutires com Deus? (...)
Pode a coisa feita desafiar seu Criador, perguntando-lhe: "Por que me fizeste assim?" Ou terás a ousadia de reprovar o inventor da beleza, por ter criado homens que amam a música pela música, mesmo quando não tem uma razão bíblica para desfrutá-la? Acusarás a Deus de ser o tentador do homem? Atribuirás a Satanás a arte de Mozart, de Wagner ou de Villa-Lobos? Consumados estes absurdos, que mais restará senão reprovar também a beleza das flores e o canto do sabiá? Por causa de Israel o nome de Deus foi blasfemado entre os gentios;
...mas por causa de ti a música cristã afunda nas trevas da feiúra estética.
Não me esqueço do dia em que um diácono da minha igreja - um homem grande, sério, que detestava livros mais do que qualquer coisa na vida - me chamou para uma conversa séria, "de homem pra homem". Este diácono - não sei se no corpo ou fora do corpo, Deus o sabe - me aconselhou a desistir de ser músico profissional. "Porque" - dizia ele - "este meio artístico é muito sujo... Tem muita p., e um crente verdadeiro não se mete com p. Quando tem muita p. num lugar a gente tem que sair". E, de fato, eu saí rapidamente de perto dele. Acho que em poucas ocasiões eu ouvi tantas vezes a palavra "p...".
Os músicos cristãos precisam de libertação - não da música "do mundo", mas da música "da igreja". Precisam ser libertados do jugo dos pastores e dos crentes legalistas, que exigem qualidade nas noites de domingo, mas que proíbem estes músicos de se profissionalizarem, e fecham o mundo da música a uma ação cristã redentiva.
Por Guilherme Carvalho, http://ideiafiksa.blogspot.com/
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Seria a hipocrisia um meio santo de se viver?
Pior que o câncer é ter isso em nossas igrejas. Pessoas se intitulando apóstolos, mas que na verdade buscam simplesmente status, poder, dinheiro, objetivos estes que os levarão à ruína e à perdição. Quando já se viu tal coisa na história da Igreja? Pastores pegos em escândalos monetários e que ainda insistem em pedir dinheiro aos seus membros alegando serem vítimas de perseguições. A igreja evangélica, que sempre pregou contra a riqueza da igreja católica hoje busca o mesmo status, custe o que custar. O pior é quando vemos que o protestantismo nasceu para ir contra as indulgências, sistema opressor do qual a católica se utilizou para adquirir dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, e hoje esquecido pelo meio evangélico. Que desonra às raízes! Se não valoriza o próprio surgimento como valorizar o nascimento do Salvador em meio aos homens? E o pior é, quando praticando todas essas coisas, ainda se busca a “quantidade” e não a “qualidade” de seus membros. Pessoas e mais pessoas entram nas igrejas e saem sem ao menos meditar no que quer dizer o título “Jesus Cristo, o Filho de Deus”, ou então “não se pode servir a Deus e a Mamon”. Como dizia Nietzsche: “O poder gosta de andar com pernas tortas”.
Outro problema: Mais e mais CD’s são criados e lançados com uma desculpa de ser o propósito de Deus e de ser aquilo que “foi gerado no coração de Deus”. O problema é que quando alguém diz ter sua obra gerada no coração de Deus não dá a oportunidade a ninguém de questiona-la segundo sua interpretação porque é como se fosse um questionamento contra Deus. Mas tal questionamento se torna possível quando este irmão é pego em escândalos, mentiras e falsidades. Aí é tarde; milhões de “pequenos cristos” se escandalizaram nos “grandes cristos”. Aí pergunto: Seria Deus o criador de seu próprio louvor? Deus criaria uma letra para se louvar? O louvor parte de Deus para Deus ou do homem a Deus? Ou teríamos capacidade vinda de Deus para louvarmos com nossas próprias letras? O ritmos têm de ser sempre o mesmo? Estranho... E o mais interessante é que muitos que lançam CD’s “gospidos” tem a cara de pau de dizer que é pecado comprar CD’s piratas. Mas qual é o pecado maior? Comprar um CD pirata ou comprar um CD original pagando este absurdo de preço que vemos hoje em dia? Dizem eles ser pecado comprar algo falsificado porque “não se dá a paga devida ao trabalhador”. Mas será que esses que dizem viver essa “verdade” vivem ela realmente? Será que o “Windows” da Microsoft, outros programas de computador, o tênis que ele usa, a marca da roupa, o cinto, a bateria do relógio, ou o próprio relógio e a mochila são originais? Não seria pecado deixar de lutar com a empresa que mais oprime o seu cliente; as gravadoras? Absurdos são cobrados dos músicos e estes aceitam porque têm o dinheiro para pagarem. Aliás, têm dinheiro porque os “pequenos” é que dão. Daí, eles aproveitam e jogam a culpa de algo que se iniciou nele para se verem livres. O pensamento destes anti-evangelho impede qualquer um de estudar em uma faculdade, uma vez que esta é cara no que tange à mensalidade e porque agora é “pecado” usar “Windows” falsificado. Não digo aqui que se deve usar coisas defraudadas à torto e direito, mas que também não devemos nos inclinar ante esse espírito do consumismo capitalista anti-cristo.
Tais pessoas que praticam tais atos não passam de pessoas que apenas chegaram em Jesus, o fitaram com os próprios olhos e então pararam diante dele e mudaram suas vidas. Até que muitos mudam para melhor! Mas Cristo é a Porta, e Ele nos chama para entrar e não para ficar parado diante Dele. Isso é covardia, porque para passar por Ele é preciso passar pela cruz; precisamos negar o nosso ego. Precisamos de um minuto de silêncio diante daquele que não é o Silêncio, mas que estava no princípio com o Silêncio que nos leva a conhecermos quem realmente somos. Só que a igreja prefere ligar a guitarra e fazer barulho. Falar em línguas também. Tudo para que não se manifeste o silêncio porque senão Deus fala. E se Ele falar muita coisa terá que “ir pro espaço”. O silêncio de Deus é ensurdecedor.
O que resta para essa igreja? Diante de tanta “baboseira” e falta de reverência (hoje existem pessoas que chamam Deus de “o cara lá de cima”, ou de “meu papaizinho” sem pensar na imensidão, na retidão e na santidade de Deus com relação a nós) resta à igreja a passar pela porta. Perceber que o Evangelho é renúncia. Não é pregar prosperidade. O próprio pregador já disse em Eclesiastes 7:15: “Nesta vida sem sentido eu já vi de tudo: Um justo que morreu apesar da sua justiça, e um ímpio que teve vida longa apesar da sua impiedade”. Nem Jesus, que foi o mais justo de todos andou de carruagem (nem de BMW)! Aliás, Ele nasceu numa manjedoura e levou uma vida humilde e simples. O problema é que, para ser humilde, devemos ser humilhados, porque assim aprenderemos como realmente agir. A cruz deve ser o centro e não o dízimo. Hoje em dia nem o dízimo é aceito como deveria ser: As tribos, no Primeiro Testamento, davam 10% do que produziam, e não 10% de seu dinheiro (em espécie). Davam a ovelha, o cereal, e não a moeda. Por quê? Porque Deus quer igualdade e justiça no meio de seu povo e não motivo para mais escândalos. Dizime, mas com justiça, com retidão, com consciência. Se não for assim não dizime, porque não existe esse Deus medieval que tanto é pregado aqui no Brasil que faz mal e amaldiçoa quem não dizima. Pura mentira! Isso mesmo: Mentira! Devemos dizimar não porque é Lei, mas porque meu irmão precisa viver em pé de igualdade comigo e também em justiça.
O chamado de Jesus Cristo não é para uma vida em bonança. Aliás, só leva vida em bonança quem não prega a verdade. Fale a verdade real na igreja e veja se você não será perseguido por pelo menos meia dúzia de “crentes em Deus”. Não digo aqui que você não deve ir à igreja. Deve ir sim porque é lá que se reúne o povo de Deus para contar e experimentar das maravilhas de Deus. É lá que aprendemos como conviver e colocar o amor de Cristo em prática. Mas lá não é lugar de enganação; de Deus não se zomba. Pode ter certeza que não cairá um raio na cabeça destes que pregam a perversão, mas se cair é porque o salário de seu pecado foi este. Deus vingará quando concretizar Sua vinda. Naquele dia será dor e separação. Não existirão pedrinhas no feijão. O feijão irá para o interior de Deus, mas as pedrinhas... A Pós-Modernidade experimenta a falsidade, a verdade relativa, o amor selecionado, o viver com amigos apenas, mas isso é lixo. É o mesmo que uma latrina sem descarga. Deus não é Deus de duas verdades, nem de mais. Ele não é de selecionar uns e outros com maldade. O mal não reina sobre Ele, mas sim o contrário. O mal domina sobre o homem, até mesmo em sua compreensão sobre Deus e seus atributos. O homem é mal devido ao seu pecado. E necessita de Deus para ser curado. Ame a Deus e deixe reinar como deve, pois caso contrário você mesmo se exterminará.
Sou Carlos Chagas, membro da Igreja Batista Betel no Flamengo em Contagem, Minas Gerais. Sou sonoplasta e estudante de Teologia na FATE-BH. Sou crente desde 2002 e sedento por Justiça e por justiça.
Sole Dei Gratia. 07/01/2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Uma pergunta que precisa ser calada...
A pergunta 'SAbe qual o exército que luta contra ele mesmo?' (...) encontraria no Mestre a seguinte resposta:
"Vocês sabem que os governantes das nações AS DOMINAM, e as pessoas importantes EXERCEM PODER sobre elas. NÃO SERÁ ASSIM ENTRE VOCÊS; ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos." (Mat. 20:25-28)
... acrescentaria dizendo: "...Os reis das nações DOMINAM sobre elas, e os que EXERCEM AUTORIDADE sobre elas são chamados de benfeitores; MAS VOCÊS NÃO SERÃO ASSIM. Ao contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é maior, o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como o que serve." (Luc. 22:25-27).
Não existem exércitos dominantes, não há milícia para militar, não há guerras para vencerem... Jesus já liquidou tudo no madeiro! Temos que viver em Amor e na sã doutrina! Aquilo que Jesus e os Apóstolos (estes sim canônios} ensinaram como princípio de fé e detentor da Lei do Espírito e da Vida! Se o Mestre estivesse aqui, Ele diria mais uma vez "Está Tudo Consumado!"
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Início da Renascer em Cristo...
No começo eram quase revolucionários. Um povo feliz que, sem culpa, sabia que sua maneira de vestir, cantar ou falar, não implicava naquilo que era por dentro. Ser, valia mais do que ter. Ninguém se importava com os olhares, críticas e questionamentos moralistas que sempre vinham. O recado daquele povo era explicito: Seja feliz, sirva a Jesus com simplicidade, porque pra Ele, só importa o que você é... Ouviam uma fita cassete amarela que dizia na capa "O som que te faz girar". Ao som dela, cantavam "Ninguém pode comer vinte pratos por dia, ninguém pode dormir em vinte camas numa noite, tanta gente passando fome e a justiça pede sua cabeça..."A mesma fita falava de viagem : " ...caminho profundo, viagem de oração"..... Reuniam-se em uma galeria com tacos de madeira, ao som de bandas cheias de gente louca em todos os sentidos sendo que a principal loucura era a vontade incondicional de louvar a Deus. Cantavam! E cantavam muito..."Ser humano, deixa de ser, sepulcro caiado"... Reuniam-se as segundas feiras e, por lá, via-se todos os estilos de gente: "Bleianas" com saião e cabelão, cabeludos tatuados, gente de grana e gente da periferia. Eram noites quentes e abafadas, mas abençoadas e verdadeiras. Quando o sujeito gordo de camisa florida ou jaqueta da Imprensa Gospel aparecia no palco, todos sentavam para ouvi-lo. Ele dizia que a maior viagem não eram as drogas, era se entregar para o doador da vida que os amava do jeito que eram.
Aquele povo era feliz...
Livres, soltos, caminhando na mesma direção....
Mas um dia as coisas mudaram. As noites de segunda feira ja nao se viam os mesmos loucos. Agora gente de terno chegava para ouvir os ensinamentos de como prosperar no "culto dos empresários". Aos poucos os loucos foram indos embora... Simeon, Tchu, Túlio, Manga, Rod, um a um... O sujeito gordo de camisa florida trocou as camisas por ternos claros e deixou de ser o irmão mais velho da moçada... agora é líder, cheio de seguranças e dinheiro e é chamado de apóstolo.
O povo feliz, não era mais o mesmo...
Um por um iam embora. Os que ficavam viraram Bispos primazes. Sujeitos bem vestidos com carrões, cheios de arrogância e sentimento de superioridade. No lugar dos loucos que ouviam o "som que te faz girar", gente em busca de prosperidade e bem estar. Sentiam-se abençoados porque seu líder fala sobre ser "cabeça", lucrar, ganhar, chegar na frente...
Tudo mudou...
Já não andavam mais livres, já não ouviam o som do vento...
O calor das noites quentes de segunda cedeu espaço ao ar gelado do ar condicionado das reuniões de empresários.
O povo feliz, virou povo apostólico...
Hoje, esse povo fala em espada."Jhony Jhony, essa noite Jhony pedirão a sua alma"... já não se ouve mais esse refrão. A viagem de oração virou marcha na paulista. Os jovens de segunda feira viraram bispos endinheirados. O sujeito da camisa florida virou milionário foragido da policia. O povo feliz...
Ah! O povo feliz...
...Esse se espalhou como areia. Frutificam por onde passam e sentem saudade de um tempo feliz. Olham para os dias de hoje com nostalgia e um pingo de esperança de que esse temporal lave a sujeira e traga arrependimento. Eles continuam na viagem de oração e pedem a Deus que o povo que os substituiu, o povo apostólico, não se perca depois que as escamas caírem. O líder deixou de ser o que era, e o povo que andava com ele não aceitou que fosse assim. Os que vieram depois compraram sem saber e hoje vivem na defensiva. Talvez aquele sujeito da camisa florida ainda exista. Talvez , enquanto se esconde, lembre de onde veio. Sinta o cheiro das segundas feiras e o calor daquelas noites quentes. Talvez lembre dos amigos e dos jovens loucos quem andavam com ele.
Ainda estamos aqui.
Acompanhando a distância e orando pra que, em algum lugar do caminho, ele volte e seja acolhido, não como um megalomaníaco apóstolo, mas como alguém que um dia foi tocado por Deus e se perdeu em sua própria loucura. Quem tem ouvidos que ouça...e ore.
Texto de Angenor... Em uma comunidade do Orkut.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Intolerância Religiosa
Uma pena as pessoas não saberem a parva diferença entre aqueles que são crentes ao mesmo credo em que professamos e aqueles que professam uma fé diferente... E o que é pior, não respeitam aquilo que é, até mesmo, assegurado por lei! Aqueles que não são G12zistas (G12), Católicos, Protestantes, Pentecostais, Budistas, Mulçumanos etc. (de acordo com a fé professada), tem o mesmo direito a vida quanto a qualquer um e em qualquer lugar no mundo.
O que um indivíduo tem a oferecer em uma relação, em qualquer esfera, não é somente o credo prefessado, indivíduos diferentes possuem várias outras qualidades e defeitos diferentemente daquilo em que estamos acostumados em nosso cotidiano que pode, sim, ser muito bem apreciado em uma amizade ou em uma discussão saudável. Atentando sempre para o crescimento...
Eu tenho certeza que até mesmo aqueles que fazem parte do 'esteriótipo satânico' de muitos 'alienados' (que vestem de preto, que bebem sangue de bode, que cortam o seu corpo, etc, etc, etc...), tem algo a acrescentar!
Uma lástima! Os indivíduos, hoje em dia, são definidas pela fé na qual professa... Se uma pessoa se diz evangélica (usa-se evagélico apenas como exemplo), logo um senso de valor é emitido no âmago de cada pessoa, sendo as vezes, externado na forma de uma intolerância religiosa, seja no agir quanto no falar. Mas isso pouco importa, pois esta definição dificilmente irá mudar.
"Deus só age se for evangélico";
"Os que não estão na visão ou não são evangélicos são incircunsisos 'filisteus'!";(...)
Como se Deus fosse evangélico (mais uma vez, usa-se evangélico apenas como exemplo)! Sendo assim, prefiro ficar com a tese de que Deus é um em todos não se limitando a uma religião professada!
No mais, Vivemos na GRAÇA e pela GRAÇA... Deus 'salva' indiferentemente da religião (Religião, do termo 'religare', que provem do Latim. Significa a tentativa humana de se chegar/religar a Deus.) professada pela pessoa!
Em Deus que é soberano e misericordioso para com TODOS, PAZ!
sábado, janeiro 06, 2007
Músicas não-evangélicas... é pecado ouvi-las?
Zoroastro, também chamado Zaratustra, foi o sábio persa que sistematizou um dualismo complexo, de abrangência metafísica (a crença em dois princípios coeternos, incompatíveis e antagônicos: o reino do bem e o reino trevas), cosmológica (criação – anticriação), ética (bem – mal) e antropológica (corpo – espírito). Esse dualismo radical influenciou o pensamento grego, além de influenciar duas correntes de pensamento que rivalizam com o cristianismo pós-apostólico: o gnosticismo e o maniqueísmo. Sua proposta era ambiciosa: libertar a alma (a centelha divina) que havia sido aprisionada no corpo físico, pertencente ao reino do mal. Ao longo da história, a igreja precisou se defender do dualismo, reafirmando que Deus é criador tanto da matéria quanto do mundo espiritual; que o ser humano não é uma alma aprisionada no corpo, mas um ser tanto físico quanto espiritual. Não somos somente “alma”, somos um composto de corpo e alma. Na ressurreição, alma e corpo voltam a se encontrar. O ser humano integral voltar a viver em sua plena natureza. Há, porém, um ponto em que o dualismo também era nocivo: na luta entre o Bem e o Mal, a individualidade do ser humano era praticamente ignorada ou desprezada. O indivíduo era tão-somente num agente passivo, influenciado quer pelo Bem quer pelo Mal, um joguete nas mãos dos deuses, como cantado pelo Abba em "The winner takes all" [O vencedor leva tudo].
Não é difícil perceber que no meio evangélico muitos se deixaram influenciar por esse dualismo. Muitos vivem uma ética nos moldes do zoroastrismo. Isso fica evidente na sua concepção de mundanismo. O termo é empregado para indicar especialmente tudo o que não é evangélico. Assim, música mundana é música que não louva a Deus ou não é gravada por evangélicos. Se não for de Deus, é automaticamente do Diabo. É preciso nos libertar desse dualismo.
As Escrituras fornecem um caminho para por fim a isso. Veja, por exemplo, o uso da palavra "doutrina". Três tipos de doutrina são apresentados:
1. de Deus – provém diretamente dos céus; é o bom conteúdo da fé (Mt 22.33; At 13.12);
2. de demônios – esse tipo deve ser evitado a todo custo, são ensinamentos que contradizem a verdadeira fé e conduzem a toda tipo de prática contrária à vontade de Deus (1 Tm 4.1);
3. de homens – é concebido por homens em prol de interesses próprios; reflete-se também em usos e costumes (Mt 15.9; 16.12; Cl 2.22); não é nem divino nem diabólico; é humano, demasiadamente humano.
Seguindo esse raciocínio, podemos afirmar que há três modalidades de música:
1. divina – canta as coisas de Deus, reflete os padrões do reino dos céus, inspira o louvor e a adoração do Altíssimo;
2. demoníaca – é mundana, pois trabalha contra Deus e seus valores; que incita as obras da carne e todo tipo de prática antibíblica;
3. humana – não tem necessariamente nenhuma relação com as outras duas; aqui, a individualidade e o talento humanos são preservados, evitando dissolvê-los numa eterna luta entre o Bem e Mal; aqui, o ser humano fala de si mesmo, de suas inquietações, frustrações, desejo etc.
Para saber se uma música é realmente mundana, é preciso definir o que é mundanismo. Essa palavra vem "mundo". Nas Escrituras, a palavra "mundo" (do grego kósmos, tem diversas acepções, entre as quais destacamos:
1. o universo físico ordenado (Jo 17.5; Rm 1.20);
2. a humanidade (Jo 3.16);
3. sistema antideus, com suas atitudes corrompedoras, como aquelas alistadas por Paulo aos gálatas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões, discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21).
É na terceira acepção que encontramos o que vem a ser o "mundanismo" do qual os cristãos devem se afastar. Trata-se do kósmos que é caracterizado por atitudes que desonram a Deus, ao próximo e ao próprio indivíduo. O mundanismo é uma aversão a Deus e aos seus preceitos. Esse era o "mundo" ao qual Tiago se referiu: "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, quem quiser ser amigo do mundo coloca-se na posição de inimigo de Deus" (Tg 4.4). Ele então enumera as seguintes atitudes mundanas: guerras (v. 1), lutas (v. 1), cobiçais (v. 2), soberba (v. 6), fofoca ou maledicência (v. 11) etc. Esses mesmos elementos foram alistados pelo apóstolo João (1Jo 2.15-17). É desse mundo, desse sistema antideus, que a Igreja deve se proteger. O mundanismo está mais presente em nosso meio do que julga nosso inútil autoconceito triunfalista e separatista.
Então, o que é música mundana? É toda e qualquer música que reflete o mundanismo. Sendo assim, nem toda música composta ou cantada por não-cristãos é mundana, mas somente as que transmitem mensagens que contrariam a vontade de Deus. Não dá para colocar no mesmo bojo o mestre Gonzaguinha com a sua belíssima música "O que é o que é" (Eu fico com a pureza da resposta das crianças/ É a vida, é bonita e é bonita/ Viver, e não ter a vergonha de ser feliz/ Cantar e cantar e cantar/ A beleza de ser um eterno aprendiz/ Ah, meu Deus, eu sei, eu sei/ Que a vida devia ser bem melhor e será/ Mas isso não impede que eu repita/ É bonita, é bonita e é bonita) com a intragável "Na boquinha da garrafa", da Cia. do Pagode. Fala sério!
O dualismo é um empecilho para que se reconheça que o homem e mulher foram feitos à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1.26, 27). Isso significa que o ser humano é dotado de certas habilidades e talentos inerentes à sua condição de ser racional. Além de racional, também somos seres estéticos. Apreciar o belo nas produções artísticas é algo que nos foi concedido por Deus. A racionalidade confere ao ser humano autonomia para desenvolver dons e talentos naturais. Para alguém ser um bom músico, portanto, não precisa ser cristão, nem falar de coisas que digam respeito à fé cristã. A música de um não-cristão não deve ser tomada automaticamente por "mundana" ou "demoníaca". É simplesmente um produto do talento humano. Esse talento pode ser canalizado para a adoração a Deus (música sacra), aos interesses do reino das trevas (músicas que incitem à devassidão, que promovam a idolatria ou à religião falsa) ou mesmo para falar de coisas próprias ao gênero humano, como a vida, o amor etc. Por meio da música, pode-se expressar alegria, tristeza, gratidão, anseios, expectativas etc. É o coração se derramando nos acordes musicais. Isso não é mundanismo. É humano, demasiado humano. E, por que não dizer, divino?
Desconhecido...
Bom.... deixo esta reflexão aí para que todos possam com carinho e RESPEITO avaliar se estamos mesmo sendo "espirituais" por seguir um modelo proposto por um homem (Zoroastro) ... ou se estamos mesmo é nos atentando a pequenos detalhes que juntamente com outras conjecturas, só nos levará a distanciar-mos mais e mais de Deus.
Seria, então, pecado escutar músicas não-evangélicas? Se for sim a resposta, logo não posso assistir filmes que não sejam evangélicos, não posso comer comida que não seja evangélica, etc. Graças a Deus que Ele nos dá o fruto de discernimento de espírito para que, ao entrarmos em um cinema, e sermos pego por uma cena erótica, não venhamos pecar porque agora sabemos o que é bom para nós.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Estou decepcionado com Jesus!
Jesus foi um fracasso!
Senão, vejamos alguns erros de seu ministério:
Jesus ensinou que o Reino de Deus era semelhante ao grão de mostarda, simples, pequeno, sem ambições de poder. Que cresceria não para que a árvore se gloriasse, mas para dar ninho aos pássaros, para acolher o ferido, para dar lugar ao que sofre.
Ignorante! (...)
Não sabia que “somos cabeça, e não cauda”. Não sabia que a glória da segunda casa (e da terceira, da quarta, da quinta, são tantas casas!!!) seria bem maior do que a primeira. Como ele não sabia que sofrimento não tem lugar no reino de Deus? Será que ele não sabia que quando houvesse tristezas era somente necessário “declararmos” nossa posição em Cristo, e “tomarmos posse” de nossos lugares celestiais, voando acima das tempestades? E ainda teve a coragem de dizer que, no mundo, teríamos aflições...
não sabia de nada esse tal de Jesus!!!
Esse tal Jesus também ensinou aos seus discípulos, pobres rapazes que deixaram tudo para o seguirem, que eles teriam que ir pelo mundo, pregando o evangelho, ensinando a todos...
Coitado!
Não sabia que para conquistarmos os territórios para Deus, em primeiro lugar temos que realizar atos proféticos. Não sabia que precisamos entrar em “batalha espiritual”, desarmando o chefe daquele território, e ungir os lugares, desfazendo assim toda maldição. A coisa era bem mais fácil de ser feita, e ele insistiu na idéia louca da pregação pura e simples...
...do seu amor!
Que coisa!!!
Nada se conquista mais por amor... estamos em guerra, temos que destronar Satanás e seus demônios através de jejuns fortes, decretos (até mesmo leis humanas) desautorizando a ação do diabo e seus anjos naqueles lugares.
Jesus não sabia que havia um princípio de legalidade, onde Satanás manteria o domínio da pessoa mesmo depois dela ter se encontrado com o Nazareno.
Pobre Jesus!
Ensinou que se alguém cresse nele, VERDADEIRAMENTE seria livre. Enganou as pessoas ao fazê-las crer que simplesmente a fé em seu sacrifício seria suficiente para a salvação. Ele não sabia que precisávamos de sessões de regressão e renúncia de pecados passados... achava que a cruz bastaria.
Por fim, enganou a si mesmo, quando ao ser crucificado bradou em alta voz: “Está Consumado!”
Quanto engano!
Jesus não sabia que nada estava consumado, que sua obra era insuficiente. Não sabia que seriam necessárias sessões e mais sessões de libertação para as pessoas, mesmo depois de terem crido nele, e terem sido salvas.
Nada estava consumado. Nada se encerrava ali. Muito menos a salvação...
Não seríamos resgatados do Império das Trevas para o Seu Reino, isso era ilusão. Ficaríamos com ele sim, assim de “meia-boca”, mas ainda cativo ao diabo, poderoso onipotente, esse sim cheio de toda a autoridade e força, pois nem o sacrifício do Cordeiro de Deus foi suficiente para quebrar-lhe o poder.
Tanto que até hoje precisamos de seminários e congressos para nos ensinar aquilo que Jesus e seus discípulos não sabiam: o poder do diabo sobre os servos dele, Jesus.
Na verdade, vocês sabem, não é isso o que penso... mas é o que, infelizmente, o povo que diz seguir a Jesus, tem ensinado por aí...
Que Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Cordeiro de Deus, Eterno Salvador, Verdadeiro Libertador, tenha misericórdia de nós...
Amém!
José Barbosa Junior (...)
segunda-feira, dezembro 11, 2006
O que é Cristianismo?
À semelhança do judaísmo e do islão, o cristianismo é considerado como uma religião abraâmica. Segundo o Novo Testamento, os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez "cristãos" em Antioquia (Atos 11:26).
Acreditam hoje os cristãos que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. Alguns julgam que precisam cumprir certas obras para obter a salvação e ainda outros que, embora o que salve seja a fé, esta apenas pode ser demonstrada se a pessoa agir de acordo com aquilo que crê. O Cristianismo prega o amor, a Deus acima de todas as coisas, depois ao próximo como a si próprio.
A salvação espiritual é oferecida gratuitamente a quem deseja aceitá-la buscando a Deus na figura de seu filho Jesus e que a busca de Deus é uma experiência transformadora da natureza humana.
Podemos considerar três períodos que definem a concepção e filosofia do Cristianismo:
*Cristianismo primitivo: Caracterizado por uma heterogeneidade de concepções.
*Patrística: Ocorrida no período entre os séculos II e VIII, com a transformação da nova religião em uma Igreja oficial do Império Romano por Constantino e a formação de um clero institucionalizado, e cujo doutrinário expoente foi Santo Agostinho.
*Escolástica: A partir do século VIII e cujo expoente foi São Tomás de Aquino, que afirmou que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.
Para poder entrar na concepção e filosofia do Cristianismo Protestante, teremos que ter tempo, pois são tantas denominações que requer muito tempo...
É possível ser um Apóstolo?
A palavra apóstolo significa "enviado para fora"! Mas da mesma forma que este significado se encontra de maneira simples, é comumente confuso para a maioria dos Cristãos.
Os tipos de apóstolos:
1º)Apóstolo Canônio: Possui algumas características básicas para poder ser considerado com tal. Deve ter testemunhado da Vida, ministério, morte e/ou ressurreição de Cristo. Foi chamado pelo póprio Jesus para autentificar/reconhecer o ensino deixado por Jesus. Possui a delegação direta¹ e plena² de autoridade.
2º)Apóstolo Lato: Que segue os ensinos deixado pelos apóstolos canônios. Não possui as características apresentadas pelos apóstolos canônios, por isso, não é detentor da Delegação direta¹ e plena² de autoridade.
A definição mais comumente aceita a respeito do que seria um ministério apostólico em nossos dias é que eles são qualquer mensageiro biblicamente comissionado como missionário ou para outras responsabilidades especiais, tal como: Iniciar uma nova congregação.
¹Direta: Próprio Senhor Jesus.
²Plena: Os mesmos poderes que o Senhor.
Explicando a teologia da prosperidade
Vento do Espírito ou vento de doutrinas?
Infelizmente nossa época é marcada pelo utilitarismo e pela busca das coisas que funcionam. Aliás, tenho visto que a pergunta primeira de muitos líderes é "isso funciona?" em vez de "isto é bíblico?". Isto é importante, pois o funcional deve ser referenciado por um padrão de verdade superior aos interesses pessoais e momentâneamente visíveis. Vou trazer a nossa conversa um KAMARADA no qual eu admiro muito pela sua coerência, o Pr. Irland Pereira de Azevedo (Relator da CBB - Convenção batista barasileira), que nos agracia com a suas sábias palavras quando a CBB emitiu um parecer em relação ao G12, com a palavra, Pr. Irland: "Exortamos pastores e igrejas a cumprirem o que ordena Paulo aos Tessalonicensses:
'Examinai tudo, retendo o bem';
mas nunca venham a adotar e apregoar, como definitivo e de valor absoluto, qualquer método, modelo ou programa de igreja que eventualmente tenha produzido frutos noutras culturas e outros lugares. Cada método ou modelo deve ser confrontado com os princípios bíblicos e, se passar por esse crivo, deve ser ajustado à realidade de cada igreja. Recomendamos que o G12, como qualquer modelo de igreja em células ou grupos nos lares, deve ser rejeitado quanto à sua pretensão de revelação final de Deus para a Igreja (note que esta Igreja possui o "I" maiúsculo) hoje; mas pode ser aproveitado, em princípio, naquilo em que não conflitar com as Escrituras e a teologia e esclesiologia que delas decorrem e nós adotamos como povo cristão, evangélico e batista." (...)
No Brasil existem ramos do neopentecostalismo que, na ânsia de se buscar o sagrado de forma diferenciada e/ou de atrair uma multidão de fiéis, tentam dialogar tanto com o cristianismo histórico (Catolicismo-romano, protestantismo) como com o misticismo e esoterismo(Nova Era, Religiões afro-brasileiras). Além disso, esses ramos têm um forte discurso proselitista, quase manipulador, que atrai os sedentos por novidades místicas, o que se explica o seu crescimento notável e seu avanço em todos os segmentos de nossa sociedade.
Deve-se ter uma postura compatível com a postura de um Cristão, assim sendo, devemos compreender que se o inimigo viesse dizendo que veio mesmo era para roubar, matar e destruir, não precisaríamos de ter cuidado quanto a esperteza do inimigo, isso ficaria tão explícito que não haveria necessidade de ficarmos atentos. Da mesma forma, homens munidos de uma premissa duvidosa, criam doutrinas a todo instante. E se não fosse necessário nos preocuparmos quanto a isso, Paulo não nos teria alertado quanto a falsos profetas e a doutrinas de homens, a saber:
"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo."
"O Espírito de Deus diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (I Timóteo 4:1)
... e mais alguns dizerem quanto ao final dos tempos:
(Mateus 24:24) Falsos profetas ...
(Mateus 24:12) Amor se esfriará e falsos profetas ...
(Lucas 18:8) A fé se acabará ...
(Efésios 4:14) Doutrinas de homens...
Deus suportou com paciência...
É muito triste apesar de afirmado pela bíblia o quanto que o amor se esfriaria nos dias últimos. Chega a me dar nâuseas ao observar alguns lobos se fingindo de ovelhas mansas apenas visando o seu bem deleite. Que falsos profetas iríam sucitar em nossos dias, isto é fato e não me causa repulsa! Mas quanto a ver 'crianças' militando em prol de uma fachada de amor, mas que é na verdade um sepúlcro caiado, me parte o coração! Em uma única frase de efeito... se é ministrado o amor e o ódio... encenação e juízo... Seria como desejar a destruição e jurar eterno amor em um cena descompassada tal qual um filme mexicano de segunda...
O que me entristece também é o fato de que aportunistas inescrupulosos se fazem presente em nosso meio. O que dizer para eles? Que a vingança do Senhor não falta? Ou que eu sou mais digno por ter um cargo e por isso posso clamar a vingança que vem do alto? (...) As pessoas se esquecem que para Deus não existe contabilidade 'góspel'... Anjo cantabilista preparando o balançao celestial:
"Fulano pregou tantas vezes, exortou em X momentos distintos, participou de tal seminário, foi o preletor de tal congresso, 'ganhou' X 'almas', ..., sendo assim, ele é o mais dígno de todos... tem o direito de 'amaldiçoar' aqueles que não estão cooperando com a sua conquista particular! (...)"
Estes pensamentos são suportados com muita misericórdia por Deus! Entendi um pouco sobre o amor de Deus quando conheci este pensamento... 'Ahhhh! Se fosse eu no lugar de Deus!!!!' ... Mas entendi que mesmo sendo quem são e agindo como estão agindo, o orgulho e a falta de amor evidente em alguns tem um propósito, como foi dito ao grande Faraó:
"Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra." (...)
Lembremos-nos de que Deus em sua infinita bondade 'suportou com muita paciência os vasos para ira...'
Dízimo X Tabú
Não digo que a motivação seja a pior possível, mas de certo é que a ignorância não pode mais servir como desculpas para certos erros. Não consigo compreender como alguns que dizem pregar a Verdade pode simplesmente abster-se da verdade plena para pregar a verdade manipulada por interesses pessoais ou de uma classe. A onda doutrinária que felizmente já está sendo desmantelada da realidade cristã, mas que ainda assola a maioria de nossas comunidades, é a Lei do Dízimo. Tenho sido abordado com uma freqüência alarmante sobre este assunto, e como não poderia deixar de me preocupar, tomei a liberdade de encarar de frente este problema e tentar ser o mais claro em relação a este assunto que em alguns lugares são tidos como 'assunto INdiscutível'.
Se estás debaixo da lei que rege o nosso país (Brasil), convém obedecer as leis estipuladas para esta localidade. O Brasil possui uma constituição própria, não dependendo de nenhum outro país para que sua soberania seja declarada, sendo que, seguramente esta constituição foi aprovada por Deus.
Agora, se estás debaixo da lei judaica (isto é, se és judeu), então convém obedecer à lei, não só quanto ao dízimo, mas TODA A LEI, isto é, sacrifícios, oblações, dízimos, obrigações, todas as descritas nos livros de Moisés. Senão faça como o deliberado na Assembléia em Jerusalém, quando se questionou a obediência da lei judaica pelos judeus e gentios convertidos:"Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento, pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,[...] Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós,não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá." (Atos 15:24-25;28-29). Lembrando que ao final do primeiro concílio da história do cristinanismo, Tiago, que era o líder da igreja de Jerusalém, reportou que aos judeus, fica a cargo individual o seguir ou não a lei. Para os gentios que se convertiam naquela época, era bom que se afastassem do sangue, da carne sufocada etc., para não escandalizar alguns Fariseus que se converteram. Ficou apenas combinado que se agisse desta maneira, não foi imputado nenhuma LEI para ser seguida. Muitas denominações usam da passagem do profeta Malaquias para defender a tese de que os cristãos são obrigados a contribuircom o dízimo, dizendo ser para o sustento da casa de oração (igreja atual=casa de oração). Ora, as casas de oração são como o templo de Jerusalém, em que permaneciam os levitas para executarem exclusivamente o ofício do sacerdócio? Muitos presbíteros argumentam a defesa do dízimo com base na seguinte passagem na carta de Paulo:"Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." (I Coríntios 9:14). Contudo, o Espírito Santo se contradiz? De forma alguma, pois no mesmo capítulo da carta de Paulo, assim escreveu:"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciaro evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais." (I Coríntios 9:16-19). Portanto, se há os que não sabem, Paulo não vivia às custas de "dízimos", pois ele mesmo trabalhava para o sustento próprio, como está escrito: "Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes." (II Tessalonicenses 3:7-9). Portanto, se há denominações que usam da passagem do profeta Malaquia para argüir a favor do dízimo, estão sendo ignorantes quanto à interpretação bíblica da doutrina de Cristo. O que houve de ordenança no N.T. é que houvessem coletas voluntárias, para que se ajudassem os irmãos mais necessitados dentre os novos convertidos e não imposição de 10% dos ganhos como por obrigação. Vejo que a imposição de dízimo, descontextualizada quanto à época e lei originária, serve somente de argumento sobre os mais simples, para dizer que os presbíteros tenham que ser assalariados para ministrar as coisas espirituais. Ora, o que ministra as coisas espirituais, não receberá salário espiritual? Pois Paulo mesmo disse:"Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo." (I Coríntios 9:11-12). Por isso, examinemos cuidadosamente os contextos das Escrituras Sagradas. Não somente versos soltos, pois as entrelinhas muitas vezes escondem tesouros para nossa alma. Pois Pedro mesmo advertiu da inconstância dos que desviam a sã doutrina:"E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;" (II Pedro 3:15-17).
Não obstante, no próprio livro de Malaquias podemos encontrar a resposta sobre a quem é devido a cobrança do dízimo, "A palavra do Senhor a Israel, por intermédio de Malaquias..."(Malaquias 1:1) . Não é para nós (gentios) esta palavra... esta palavra é para os judeus. Não acho errado que a pessoa contribua (oferta expontânea) para manter sua igreja firme, mas fazer como algumas igrejas, na qual a primeira discussão é a obrigação do pagamento do dízimo, alguma coisa está errada. Isso não está certo o dinheiro é dado para ser usado na expansão da doutrina cristã, não para o pastor ou padre terem uma série de comodidades, na qual muitos fiéis nem estão próximos de ter.
Na época da monarquia em Israel, principalmente com Davi e Salomão, o dizimo era LEI. Devia ser pago 30% do total da renda familiar. Ou seja:
*10% para o REI
*10% para o SACERDOTE
*10% para o MANTIMENTO NO TEMPLO <== Apenas este é cobrado hoje em dia! Será porque?
No entanto, no período de Malaquias, os 10% para o TEMPLO estavam sendo roubados. Como a lei não estava sendo cumprida, Deus usou Malaquias para exortar o povo à pagar o que era devido, senão iria castiga-los com insetos que devorariam suas colheitas.
O dízimo era uma obrigação imposta por lei judaica às 11 tribos de Israel, para a manutenção dos levitas, única tribo que não tinha possessão de terras, pela herança dada às tribos de Israel. Todas as 11 tribos tinham por obrigação suster os levitas, designados e separados para o sacerdócio no templo.
Agora, estando debaixo do novo concerto, pelo sacrifício de Jesus, já a lei se fez impotente, visto que agora gentios e judeus convertidos compartilhariam de uma mesma herança, melhor e perpétua. Está escrito:
"Então disse: Sacrifícios e ofertas, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então acrescentou: Eis aqui venho, Para fazer, ó Deus, a tua vontade. Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo"(Hebreus 10:7-9).
O primeiro seria o primeiro testamento, a primeira lei. Ora, Jesus não era levita, mas de descendência da tribo de Judá. Segundo a lei judaica, não poderia exercer sacerdócio não sendo levita. Se houve mudança do sacerdócio, logo a primeira lei se invalida, estabelecendo-se uma nova. Está escrito:
"Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei." (Hebreus 7:12)
Malaquias era profeta anterior ao nascimento de Jesus, portanto estava sob a lei do primeiro testamento. Ele falava acerca da obediência da lei, pois não conhecia a nova aliança vindoura. Jesus disse:
"A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele." (Lucas 16:16)
Em suma, me sinto melhor dando a quem precia do que a igreja (Eu dou oferta para a igreja quando sinto que é para dar), e assistir os pastores desfilando de carro pra cima e para baixo e sabendo que quem precisa realmente, não está tendo nem da igreja!
sábado, outubro 14, 2006
Dúvidas... provém do malígno?
"Tenho uma dúvida: A dúvida vem de Deus? Se não, por que eu a tenho, sendo que hoje eu sou de Deus? Se sim, por que dizem que é tentação do maligno? Não quero polemizar ou tirar vcs do foco da discussão (entende-se aqui por 'discussão' como sendo algo positivo), porém quero dizer que estamos inseridos na história, bem como Deus também está e a prova é a manifestação de Jesus Cristo no mundo e em nossas vidas. Creio ser a dúvida algo de bom! A dúvida traz conhecimento, traz crescimento, traz maturidade, porém esta deve ser positiva e aberta a novos conceitos. Os grandes pensadores e nomes que já existiram passaram por esse termo: Dúvida. Quem estudar a fundo os profetas perceberá que Amós teve problemas em sua época e, com certeza, se questionava se era certo comparar as mulheres israelitas com as 'vacas de Basã'. E Oséias? Este questionou o culto de sua época! Todavia vale lembrar: Suas críticas passaram por dois pontos que são:
(1) Esta dúvida está edificando a mim e ao meu próximo?;
(2) Onde está Deus neste negócio?
O fato de se questionar talvez seja medonho e até mesmo perigoso, mas um cristão que um dia se perguntou se Deus realmente existe e obteve a resposta 'sim', este nunca se desvia por quê?
1º- Não se fechou para um diálogo seja com quem for;
2º- não era dono da verdade;
3º- não era egoísta e sabia que era a mesma questão de muitos, logo ele se dispôs a obter a resposta para os demais;
4º- este demonstra para si e para os outros que é um ser limitado e que ter dúvidas é natural e não é necessariamente uma vontade maligna ou vontade de ser Deus." (Carlos CHAGAS)
Vejo que a liberdade que me foi dada por Jesus está sendo muito bem ultilizada... segundo Paulo, existe apenas dois tipos de pecados:
1º. A intenção na qual se faz alguma coisa;
2º. Se o que você faz escandaliza o seu próximo.
Ele é até mais claro quando diz que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém fazer... não me deixarei 'escravizar' por nenhuma delas" ... acho que esta é a questão! O pecado é/deve ser tratado individualmente. Não vejo que a forma "fundamentalista" de ser, seja a melhor forma de tratar esta questão. Aonde a bíblia se cala, não deve ser feita uma norma e aplicá-la como sendo doutrina cristã. Lembrem-se:
**NORMA GERA LEGALISMO. PRINCÍPIO GERA RESPONSABILIDADE.**
Não vamos formular uma regra... vamos ensinar o princípio do evangelho... e deixar para Aquele que está relacionado segundo a ordem de Melquisedeque (sacerdote que não nasceu da lei! Hb 7:1-28. Arão foi sacerdote segundo a lei!), Jesus Cristo, convencer cada um do seu pecado! Se eu julgo viver em Cristo, como não poderei confiar em Sua voz?!?!
Não quero que esta minha reflexão se torne uma forma de escândalo para ninguem... não quero que esta pedra que lancei vire pedra de tropeço para ninguem, mas sim, que vire uma pedra para edificação!! Não vamos nos rebelar... vamos começar a influenciar as pessoas em nossa congregação de fé!! Deus nos chamou a Paz, sendo assim, exortemos-nos uns aos outros com amor e em amor!! Pois todos sabemos que não é por força e nem por violência!!