segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Deixa ir os meus Músicos!

Uma das maiores necessidades da igreja brasileira hoje é a de música cristã profana. Precisamos de música cristã que não fale de Deus. Não que falar de Deus não seja importante; mas às vezes tenho a impressão de que falamos demais de Deus, quase a ponto de tomar seu nome em vão. Falamos tanto porque estamos preocupados com a sua ausência; será que falamos para ocultar a sua ausência?
Falar de Deus é essencial: "como crerão, se não ouvirem?". Tão importante quanto falar sobre Deus, no entanto, é falar a partir de Deus ; e quando falamos a partir de Deus, não precisamos, necessariamente, usar o nome de Deus - o livro de Ester conta uma belíssima história sem usar o nome de Deus nem uma única vez, e essa história se tornou parte do cânon judaico-cristão, como narrativa divinamente inspirada.
A questão, pois, é se temos a graça de contar a história do modo correto, de narrar a vida sob a luz do evangelho. Precisamos de música que não fale de Deus, mas que fale a respeito da vida, das flores, do amor, da política, e das crianças, sob a luz do evangelho; precisamos de música que fale sobre o mundo, mas a partir de Deus.
Além disso, precisamos de música, simplesmente. Música que signifique Deus por sua beleza, e que mostre a sua glória sem palavras. A música pode ser narrativa, mas não precisa ser - a música não precisa de justificativas além da sua própria existência porque, afinal, Deus não precisa dar explicações sobre a razão de sua criação. Quem pode pôr em dúvida a beleza da música? Quem pode pôr em dúvida o amor do homem pela beleza da música? E quem pode pôr em dúvida a origem divina de toda boa dádiva, e de todo dom perfeito?

Quem és tu, ó pastor evangélico, para discutires com Deus? (...)

Pode a coisa feita desafiar seu Criador, perguntando-lhe: "Por que me fizeste assim?" Ou terás a ousadia de reprovar o inventor da beleza, por ter criado homens que amam a música pela música, mesmo quando não tem uma razão bíblica para desfrutá-la? Acusarás a Deus de ser o tentador do homem? Atribuirás a Satanás a arte de Mozart, de Wagner ou de Villa-Lobos? Consumados estes absurdos, que mais restará senão reprovar também a beleza das flores e o canto do sabiá? Por causa de Israel o nome de Deus foi blasfemado entre os gentios;

...mas por causa de ti a música cristã afunda nas trevas da feiúra estética.

Não me esqueço do dia em que um diácono da minha igreja - um homem grande, sério, que detestava livros mais do que qualquer coisa na vida - me chamou para uma conversa séria, "de homem pra homem". Este diácono - não sei se no corpo ou fora do corpo, Deus o sabe - me aconselhou a desistir de ser músico profissional. "Porque" - dizia ele - "este meio artístico é muito sujo... Tem muita p., e um crente verdadeiro não se mete com p. Quando tem muita p. num lugar a gente tem que sair". E, de fato, eu saí rapidamente de perto dele. Acho que em poucas ocasiões eu ouvi tantas vezes a palavra "p...".
Os músicos cristãos precisam de libertação - não da música "do mundo", mas da música "da igreja". Precisam ser libertados do jugo dos pastores e dos crentes legalistas, que exigem qualidade nas noites de domingo, mas que proíbem estes músicos de se profissionalizarem, e fecham o mundo da música a uma ação cristã redentiva.

Por Guilherme Carvalho, http://ideiafiksa.blogspot.com/

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Seria a hipocrisia um meio santo de se viver?

Por que, no meio evangélico, a palavra tem mais poder para o mal do que para o bem? Uns dizem que a língua tem poder, mas por que o poder só manifesta para o mal? Muitos evangélicos evitam pronunciar palavras que carregam certa frustração, ódio, rancor, porque dizem que isso atrai morte e desgraça. Mas por que uma pessoa não ganha na Mega-Sena ao se repetir “trocentas” vezes a frase “Vou ganhar na Mega-Sena?” As palavras não têm poder? Por que a macumba só deixa de ter poder quando se fazem correntes, orações fortes e campanhas para vence-la, e após uma Santa Ceia na Igreja Evangélica o pão e a água, que eram elementos consagrados até então, deixam de sê-los? Satanás, por ventura, teria poderes maiores que Deus? Por que quando se levanta uma pessoa, que não seja cristã, para destronar um ditador que oprime o povo, os cristãos dizem ser uma intervenção divina, mas quando um cristão tenta faze-lo simplesmente é impedido pela própria igreja sendo tachado de instrumento do demônio? Seria essa hipocrisia algo bom para se viver?

Pior que o câncer é ter isso em nossas igrejas. Pessoas se intitulando apóstolos, mas que na verdade buscam simplesmente status, poder, dinheiro, objetivos estes que os levarão à ruína e à perdição. Quando já se viu tal coisa na história da Igreja? Pastores pegos em escândalos monetários e que ainda insistem em pedir dinheiro aos seus membros alegando serem vítimas de perseguições. A igreja evangélica, que sempre pregou contra a riqueza da igreja católica hoje busca o mesmo status, custe o que custar. O pior é quando vemos que o protestantismo nasceu para ir contra as indulgências, sistema opressor do qual a católica se utilizou para adquirir dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, e hoje esquecido pelo meio evangélico. Que desonra às raízes! Se não valoriza o próprio surgimento como valorizar o nascimento do Salvador em meio aos homens? E o pior é, quando praticando todas essas coisas, ainda se busca a “quantidade” e não a “qualidade” de seus membros. Pessoas e mais pessoas entram nas igrejas e saem sem ao menos meditar no que quer dizer o título “Jesus Cristo, o Filho de Deus”, ou então “não se pode servir a Deus e a Mamon”. Como dizia Nietzsche: “O poder gosta de andar com pernas tortas”.

Outro problema: Mais e mais CD’s são criados e lançados com uma desculpa de ser o propósito de Deus e de ser aquilo que “foi gerado no coração de Deus”. O problema é que quando alguém diz ter sua obra gerada no coração de Deus não dá a oportunidade a ninguém de questiona-la segundo sua interpretação porque é como se fosse um questionamento contra Deus. Mas tal questionamento se torna possível quando este irmão é pego em escândalos, mentiras e falsidades. Aí é tarde; milhões de “pequenos cristos” se escandalizaram nos “grandes cristos”. Aí pergunto: Seria Deus o criador de seu próprio louvor? Deus criaria uma letra para se louvar? O louvor parte de Deus para Deus ou do homem a Deus? Ou teríamos capacidade vinda de Deus para louvarmos com nossas próprias letras? O ritmos têm de ser sempre o mesmo? Estranho... E o mais interessante é que muitos que lançam CD’s “gospidos” tem a cara de pau de dizer que é pecado comprar CD’s piratas. Mas qual é o pecado maior? Comprar um CD pirata ou comprar um CD original pagando este absurdo de preço que vemos hoje em dia? Dizem eles ser pecado comprar algo falsificado porque “não se dá a paga devida ao trabalhador”. Mas será que esses que dizem viver essa “verdade” vivem ela realmente? Será que o “Windows” da Microsoft, outros programas de computador, o tênis que ele usa, a marca da roupa, o cinto, a bateria do relógio, ou o próprio relógio e a mochila são originais? Não seria pecado deixar de lutar com a empresa que mais oprime o seu cliente; as gravadoras? Absurdos são cobrados dos músicos e estes aceitam porque têm o dinheiro para pagarem. Aliás, têm dinheiro porque os “pequenos” é que dão. Daí, eles aproveitam e jogam a culpa de algo que se iniciou nele para se verem livres. O pensamento destes anti-evangelho impede qualquer um de estudar em uma faculdade, uma vez que esta é cara no que tange à mensalidade e porque agora é “pecado” usar “Windows” falsificado. Não digo aqui que se deve usar coisas defraudadas à torto e direito, mas que também não devemos nos inclinar ante esse espírito do consumismo capitalista anti-cristo.

Tais pessoas que praticam tais atos não passam de pessoas que apenas chegaram em Jesus, o fitaram com os próprios olhos e então pararam diante dele e mudaram suas vidas. Até que muitos mudam para melhor! Mas Cristo é a Porta, e Ele nos chama para entrar e não para ficar parado diante Dele. Isso é covardia, porque para passar por Ele é preciso passar pela cruz; precisamos negar o nosso ego. Precisamos de um minuto de silêncio diante daquele que não é o Silêncio, mas que estava no princípio com o Silêncio que nos leva a conhecermos quem realmente somos. Só que a igreja prefere ligar a guitarra e fazer barulho. Falar em línguas também. Tudo para que não se manifeste o silêncio porque senão Deus fala. E se Ele falar muita coisa terá que “ir pro espaço”. O silêncio de Deus é ensurdecedor.

O que resta para essa igreja? Diante de tanta “baboseira” e falta de reverência (hoje existem pessoas que chamam Deus de “o cara lá de cima”, ou de “meu papaizinho” sem pensar na imensidão, na retidão e na santidade de Deus com relação a nós) resta à igreja a passar pela porta. Perceber que o Evangelho é renúncia. Não é pregar prosperidade. O próprio pregador já disse em Eclesiastes 7:15: “Nesta vida sem sentido eu já vi de tudo: Um justo que morreu apesar da sua justiça, e um ímpio que teve vida longa apesar da sua impiedade”. Nem Jesus, que foi o mais justo de todos andou de carruagem (nem de BMW)! Aliás, Ele nasceu numa manjedoura e levou uma vida humilde e simples. O problema é que, para ser humilde, devemos ser humilhados, porque assim aprenderemos como realmente agir. A cruz deve ser o centro e não o dízimo. Hoje em dia nem o dízimo é aceito como deveria ser: As tribos, no Primeiro Testamento, davam 10% do que produziam, e não 10% de seu dinheiro (em espécie). Davam a ovelha, o cereal, e não a moeda. Por quê? Porque Deus quer igualdade e justiça no meio de seu povo e não motivo para mais escândalos. Dizime, mas com justiça, com retidão, com consciência. Se não for assim não dizime, porque não existe esse Deus medieval que tanto é pregado aqui no Brasil que faz mal e amaldiçoa quem não dizima. Pura mentira! Isso mesmo: Mentira! Devemos dizimar não porque é Lei, mas porque meu irmão precisa viver em pé de igualdade comigo e também em justiça.

O chamado de Jesus Cristo não é para uma vida em bonança. Aliás, só leva vida em bonança quem não prega a verdade. Fale a verdade real na igreja e veja se você não será perseguido por pelo menos meia dúzia de “crentes em Deus”. Não digo aqui que você não deve ir à igreja. Deve ir sim porque é lá que se reúne o povo de Deus para contar e experimentar das maravilhas de Deus. É lá que aprendemos como conviver e colocar o amor de Cristo em prática. Mas lá não é lugar de enganação; de Deus não se zomba. Pode ter certeza que não cairá um raio na cabeça destes que pregam a perversão, mas se cair é porque o salário de seu pecado foi este. Deus vingará quando concretizar Sua vinda. Naquele dia será dor e separação. Não existirão pedrinhas no feijão. O feijão irá para o interior de Deus, mas as pedrinhas... A Pós-Modernidade experimenta a falsidade, a verdade relativa, o amor selecionado, o viver com amigos apenas, mas isso é lixo. É o mesmo que uma latrina sem descarga. Deus não é Deus de duas verdades, nem de mais. Ele não é de selecionar uns e outros com maldade. O mal não reina sobre Ele, mas sim o contrário. O mal domina sobre o homem, até mesmo em sua compreensão sobre Deus e seus atributos. O homem é mal devido ao seu pecado. E necessita de Deus para ser curado. Ame a Deus e deixe reinar como deve, pois caso contrário você mesmo se exterminará.

Sou Carlos Chagas, membro da Igreja Batista Betel no Flamengo em Contagem, Minas Gerais. Sou sonoplasta e estudante de Teologia na FATE-BH. Sou crente desde 2002 e sedento por Justiça e por justiça.

Sole Dei Gratia. 07/01/2007

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Uma pergunta que precisa ser calada...

Bom, existe uma pergunta que tocou fundo em meu peito. A pergunta é 'SAbe qual o exército que luta contra ele mesmo?'... Não sei qual é a visão de alguns cristãos quando olham a sua vida ou a vida dos demais ao seu redor, seja uma vida tranquila ou corrida, cheia de altos e baixos... mas, encarar a vida cristã como uma milícia e pior, encarar todos os cristãos como soldados é simplesmente fazer um reducionismo gigantesco de Deus. O que nos separa do 'mundo' é simplesmente a vontade de amar como Deus ama, pensar como Deus pensa, enfim, fazer TUDO como Deus faria se estivesse em nosso lugar! Mas ao contrário disso, nos sujeitamos as ondas de doutrinas que tratam o evangelho como se fossem uma arma de destruição em massa:"Vamos derrotar!!!!", "Vamos dominar!!!", "Aceite agora ou se arrependa depois!!!"... e por este caminho, o erro do passado novamente vem a tona! No passado invetou-se um inferno de sofrequidão e agonia eterna simplesmente para 'ganhar' pessoas pela dor! (...) Não se falavam mais do amor de Deus para com os seus filhos... O evangelho não servia mais para libertar, mas sim, para se defender do medo constante de ir ao inferno!! Palavras eram sempre lembradas, como que se fossem usadas para que Deus não se esquecesse de livra-los do inferno inventado por homens... Aquele inferno... aonde há um 'imperador' que castiga e que é denominado 'Rei das moscas' vulgo, diabo! Este mesmo inferno não foi apresentado pela bíblia desta mesma forma... não se ouvia no lábio do Mestre as táticas para se libertar do inferno assustador e horrendo! Os apóstolos, eles sim, canônios, não davam importancia em se ter! Em conquistar! Em ser alguém importante para Deus... pois, para Deus o importante não é o fazer, mas o 'ser'! (...) Ser o mais diferente possível do mundo!!! Ser exatamente aquilo que Ele preparou para os que são Dele!! (...) Mas o que era para ser feito em secreto para não ter-se algum reconhecimento, virou uma luta desenfreada para ver quem é o mais santo... o que era para ser intríseco ao coração, virou uma desculpa para mudar até mesmo a maneira de se vestir, fato que me lembra muito a forma na qual Alexandre Magno usou para controlar os seus conquistados... O que era para ser em espírito e em verdade, virou-se em carnalidade e em hipocrisia!!! Deus não é homem para sorrir, mas se Ele estivesse aqui, Ele iria preferir andar em meio aos ladrões, em meio as prostitutas, em meio aos traficantes, pois assim Ele poderia oferecer o seu sorriso de esperança... Ahh! Se o Mestre estivesse aqui, e convivesse com esta liderança eclesiástica, não encontraria no Mestre, sequer, um tracejo sincero e alegre de sua parte... não veríamos o Mestre com o seu sorriso estampado em meio ao que fizeram com o 'seu nome'... Ele preferiria chorar!!! Chorar de desespero pedindo ao Pai "pelo menos mais uma chance, pois eles não sabem o que fazem! Ou se sabem, estão sendo enganados", só assim os que riem agora, poderíam começar a chorar de arrependimento!!! O pranto levantado por Aquele que é e que será e que sempre foi, seria ouvido como uma punhalada nos corações sedentos de amor... chegaria com justiça ao coração dos que anseiam ter de volta um motivo para sorrir!!! E neste momento, o Mestre explicaria para todos que, o inferno não é ir a um lugar de sofrimento e serem eternamente maltratados, mas sim, o inferno seria... ter a plena conciência de que nunca mais iria sentir o amor... o inferno seria simplesmente, estar distante daquele que sempre pregou com amor e em amor!! Daquele que não precisou das riquezas do mundo para ser ouvido... Daquele que nunca se viu abatido em saber que os que se diziam ser Seus, iríam fugir e o deixar sozinho. Pelo contrário, os amou ainda mais por isso! (...)

A pergunta 'SAbe qual o exército que luta contra ele mesmo?' (...) encontraria no Mestre a seguinte resposta:

"Vocês sabem que os governantes das nações AS DOMINAM, e as pessoas importantes EXERCEM PODER sobre elas. NÃO SERÁ ASSIM ENTRE VOCÊS; ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos." (Mat. 20:25-28)

... acrescentaria dizendo: "...Os reis das nações DOMINAM sobre elas, e os que EXERCEM AUTORIDADE sobre elas são chamados de benfeitores; MAS VOCÊS NÃO SERÃO ASSIM. Ao contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é maior, o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como o que serve." (Luc. 22:25-27).

Não existem exércitos dominantes, não há milícia para militar, não há guerras para vencerem... Jesus já liquidou tudo no madeiro! Temos que viver em Amor e na sã doutrina! Aquilo que Jesus e os Apóstolos (estes sim canônios} ensinaram como princípio de fé e detentor da Lei do Espírito e da Vida! Se o Mestre estivesse aqui, Ele diria mais uma vez "Está Tudo Consumado!"

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Início da Renascer em Cristo...

Era uma vez um povo...

No começo eram quase revolucionários. Um povo feliz que, sem culpa, sabia que sua maneira de vestir, cantar ou falar, não implicava naquilo que era por dentro. Ser, valia mais do que ter. Ninguém se importava com os olhares, críticas e questionamentos moralistas que sempre vinham. O recado daquele povo era explicito: Seja feliz, sirva a Jesus com simplicidade, porque pra Ele, só importa o que você é... Ouviam uma fita cassete amarela que dizia na capa "O som que te faz girar". Ao som dela, cantavam "Ninguém pode comer vinte pratos por dia, ninguém pode dormir em vinte camas numa noite, tanta gente passando fome e a justiça pede sua cabeça..."A mesma fita falava de viagem : " ...caminho profundo, viagem de oração"..... Reuniam-se em uma galeria com tacos de madeira, ao som de bandas cheias de gente louca em todos os sentidos sendo que a principal loucura era a vontade incondicional de louvar a Deus. Cantavam! E cantavam muito..."Ser humano, deixa de ser, sepulcro caiado"... Reuniam-se as segundas feiras e, por lá, via-se todos os estilos de gente: "Bleianas" com saião e cabelão, cabeludos tatuados, gente de grana e gente da periferia. Eram noites quentes e abafadas, mas abençoadas e verdadeiras. Quando o sujeito gordo de camisa florida ou jaqueta da Imprensa Gospel aparecia no palco, todos sentavam para ouvi-lo. Ele dizia que a maior viagem não eram as drogas, era se entregar para o doador da vida que os amava do jeito que eram.

Aquele povo era feliz...

Livres, soltos, caminhando na mesma direção....

Mas um dia as coisas mudaram. As noites de segunda feira ja nao se viam os mesmos loucos. Agora gente de terno chegava para ouvir os ensinamentos de como prosperar no "culto dos empresários". Aos poucos os loucos foram indos embora... Simeon, Tchu, Túlio, Manga, Rod, um a um... O sujeito gordo de camisa florida trocou as camisas por ternos claros e deixou de ser o irmão mais velho da moçada... agora é líder, cheio de seguranças e dinheiro e é chamado de apóstolo.

O povo feliz, não era mais o mesmo...

Um por um iam embora. Os que ficavam viraram Bispos primazes. Sujeitos bem vestidos com carrões, cheios de arrogância e sentimento de superioridade. No lugar dos loucos que ouviam o "som que te faz girar", gente em busca de prosperidade e bem estar. Sentiam-se abençoados porque seu líder fala sobre ser "cabeça", lucrar, ganhar, chegar na frente...

Tudo mudou...

Já não andavam mais livres, já não ouviam o som do vento...

O calor das noites quentes de segunda cedeu espaço ao ar gelado do ar condicionado das reuniões de empresários.

O povo feliz, virou povo apostólico...

Hoje, esse povo fala em espada."Jhony Jhony, essa noite Jhony pedirão a sua alma"... já não se ouve mais esse refrão. A viagem de oração virou marcha na paulista. Os jovens de segunda feira viraram bispos endinheirados. O sujeito da camisa florida virou milionário foragido da policia. O povo feliz...

Ah! O povo feliz...

...Esse se espalhou como areia. Frutificam por onde passam e sentem saudade de um tempo feliz. Olham para os dias de hoje com nostalgia e um pingo de esperança de que esse temporal lave a sujeira e traga arrependimento. Eles continuam na viagem de oração e pedem a Deus que o povo que os substituiu, o povo apostólico, não se perca depois que as escamas caírem. O líder deixou de ser o que era, e o povo que andava com ele não aceitou que fosse assim. Os que vieram depois compraram sem saber e hoje vivem na defensiva. Talvez aquele sujeito da camisa florida ainda exista. Talvez , enquanto se esconde, lembre de onde veio. Sinta o cheiro das segundas feiras e o calor daquelas noites quentes. Talvez lembre dos amigos e dos jovens loucos quem andavam com ele.

Ainda estamos aqui.

Acompanhando a distância e orando pra que, em algum lugar do caminho, ele volte e seja acolhido, não como um megalomaníaco apóstolo, mas como alguém que um dia foi tocado por Deus e se perdeu em sua própria loucura. Quem tem ouvidos que ouça...e ore.

Texto de Angenor... Em uma comunidade do Orkut.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Intolerância Religiosa

Uma pena as pessoas não saberem a parva diferença entre aqueles que são crentes ao mesmo credo em que professamos e aqueles que professam uma fé diferente... E o que é pior, não respeitam aquilo que é, até mesmo, assegurado por lei! Aqueles que não são G12zistas (G12), Católicos, Protestantes, Pentecostais, Budistas, Mulçumanos etc. (de acordo com a fé professada), tem o mesmo direito a vida quanto a qualquer um e em qualquer lugar no mundo.

O que um indivíduo tem a oferecer em uma relação, em qualquer esfera, não é somente o credo prefessado, indivíduos diferentes possuem várias outras qualidades e defeitos diferentemente daquilo em que estamos acostumados em nosso cotidiano que pode, sim, ser muito bem apreciado em uma amizade ou em uma discussão saudável. Atentando sempre para o crescimento...

Eu tenho certeza que até mesmo aqueles que fazem parte do 'esteriótipo satânico' de muitos 'alienados' (que vestem de preto, que bebem sangue de bode, que cortam o seu corpo, etc, etc, etc...), tem algo a acrescentar!

Uma lástima! Os indivíduos, hoje em dia, são definidas pela fé na qual professa... Se uma pessoa se diz evangélica (usa-se evagélico apenas como exemplo), logo um senso de valor é emitido no âmago de cada pessoa, sendo as vezes, externado na forma de uma intolerância religiosa, seja no agir quanto no falar. Mas isso pouco importa, pois esta definição dificilmente irá mudar.

"Deus só age se for evangélico";

"Os que não estão na visão ou não são evangélicos são incircunsisos 'filisteus'!";(...)

Como se Deus fosse evangélico (mais uma vez, usa-se evangélico apenas como exemplo)! Sendo assim, prefiro ficar com a tese de que Deus é um em todos não se limitando a uma religião professada!

No mais, Vivemos na GRAÇA e pela GRAÇA... Deus 'salva' indiferentemente da religião (Religião, do termo 'religare', que provem do Latim. Significa a tentativa humana de se chegar/religar a Deus.) professada pela pessoa!

Em Deus que é soberano e misericordioso para com TODOS, PAZ!

sábado, janeiro 06, 2007

Músicas não-evangélicas... é pecado ouvi-las?

Certa ocasião, dei carona a uma pessoa. Eu estava ouvindo uma música de um cantor não-evangélico. De imediato, o carona se surpreendeu por eu estar ouvindo "música mundana". E agora? Fui pego em flagrante delito espiritual? Creio que não. Tive de pacientemente explicar a diferença entre música mundana e música evangélica. Ele não se dava conta de que na verdade estava seguindo o ritmo de Zoroastro.
Zoroastro, também chamado Zaratustra, foi o sábio persa que sistematizou um dualismo complexo, de abrangência metafísica (a crença em dois princípios coeternos, incompatíveis e antagônicos: o reino do bem e o reino trevas), cosmológica (criação – anticriação), ética (bem – mal) e antropológica (corpo – espírito). Esse dualismo radical influenciou o pensamento grego, além de influenciar duas correntes de pensamento que rivalizam com o cristianismo pós-apostólico: o gnosticismo e o maniqueísmo. Sua proposta era ambiciosa: libertar a alma (a centelha divina) que havia sido aprisionada no corpo físico, pertencente ao reino do mal. Ao longo da história, a igreja precisou se defender do dualismo, reafirmando que Deus é criador tanto da matéria quanto do mundo espiritual; que o ser humano não é uma alma aprisionada no corpo, mas um ser tanto físico quanto espiritual. Não somos somente “alma”, somos um composto de corpo e alma. Na ressurreição, alma e corpo voltam a se encontrar. O ser humano integral voltar a viver em sua plena natureza. Há, porém, um ponto em que o dualismo também era nocivo: na luta entre o Bem e o Mal, a individualidade do ser humano era praticamente ignorada ou desprezada. O indivíduo era tão-somente num agente passivo, influenciado quer pelo Bem quer pelo Mal, um joguete nas mãos dos deuses, como cantado pelo Abba em "The winner takes all" [O vencedor leva tudo].
Não é difícil perceber que no meio evangélico muitos se deixaram influenciar por esse dualismo. Muitos vivem uma ética nos moldes do zoroastrismo. Isso fica evidente na sua concepção de mundanismo. O termo é empregado para indicar especialmente tudo o que não é evangélico. Assim, música mundana é música que não louva a Deus ou não é gravada por evangélicos. Se não for de Deus, é automaticamente do Diabo. É preciso nos libertar desse dualismo.
As Escrituras fornecem um caminho para por fim a isso. Veja, por exemplo, o uso da palavra "doutrina". Três tipos de doutrina são apresentados:

1. de Deus – provém diretamente dos céus; é o bom conteúdo da fé (Mt 22.33; At 13.12);

2. de demônios – esse tipo deve ser evitado a todo custo, são ensinamentos que contradizem a verdadeira fé e conduzem a toda tipo de prática contrária à vontade de Deus (1 Tm 4.1);

3. de homens – é concebido por homens em prol de interesses próprios; reflete-se também em usos e costumes (Mt 15.9; 16.12; Cl 2.22); não é nem divino nem diabólico; é humano, demasiadamente humano.

Seguindo esse raciocínio, podemos afirmar que há três modalidades de música:

1. divina – canta as coisas de Deus, reflete os padrões do reino dos céus, inspira o louvor e a adoração do Altíssimo;

2. demoníaca – é mundana, pois trabalha contra Deus e seus valores; que incita as obras da carne e todo tipo de prática antibíblica;

3. humana – não tem necessariamente nenhuma relação com as outras duas; aqui, a individualidade e o talento humanos são preservados, evitando dissolvê-los numa eterna luta entre o Bem e Mal; aqui, o ser humano fala de si mesmo, de suas inquietações, frustrações, desejo etc.

Para saber se uma música é realmente mundana, é preciso definir o que é mundanismo. Essa palavra vem "mundo". Nas Escrituras, a palavra "mundo" (do grego kósmos, tem diversas acepções, entre as quais destacamos:

1. o universo físico ordenado (Jo 17.5; Rm 1.20);

2. a humanidade (Jo 3.16);

3. sistema antideus, com suas atitudes corrompedoras, como aquelas alistadas por Paulo aos gálatas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, rixas, ciúmes, ira, discussões, discórdia, divisões, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas (Gl 5.19-21).

É na terceira acepção que encontramos o que vem a ser o "mundanismo" do qual os cristãos devem se afastar. Trata-se do kósmos que é caracterizado por atitudes que desonram a Deus, ao próximo e ao próprio indivíduo. O mundanismo é uma aversão a Deus e aos seus preceitos. Esse era o "mundo" ao qual Tiago se referiu: "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, quem quiser ser amigo do mundo coloca-se na posição de inimigo de Deus" (Tg 4.4). Ele então enumera as seguintes atitudes mundanas: guerras (v. 1), lutas (v. 1), cobiçais (v. 2), soberba (v. 6), fofoca ou maledicência (v. 11) etc. Esses mesmos elementos foram alistados pelo apóstolo João (1Jo 2.15-17). É desse mundo, desse sistema antideus, que a Igreja deve se proteger. O mundanismo está mais presente em nosso meio do que julga nosso inútil autoconceito triunfalista e separatista.

Então, o que é música mundana? É toda e qualquer música que reflete o mundanismo. Sendo assim, nem toda música composta ou cantada por não-cristãos é mundana, mas somente as que transmitem mensagens que contrariam a vontade de Deus. Não dá para colocar no mesmo bojo o mestre Gonzaguinha com a sua belíssima música "O que é o que é" (Eu fico com a pureza da resposta das crianças/ É a vida, é bonita e é bonita/ Viver, e não ter a vergonha de ser feliz/ Cantar e cantar e cantar/ A beleza de ser um eterno aprendiz/ Ah, meu Deus, eu sei, eu sei/ Que a vida devia ser bem melhor e será/ Mas isso não impede que eu repita/ É bonita, é bonita e é bonita) com a intragável "Na boquinha da garrafa", da Cia. do Pagode. Fala sério!

O dualismo é um empecilho para que se reconheça que o homem e mulher foram feitos à imagem e à semelhança de Deus (Gn 1.26, 27). Isso significa que o ser humano é dotado de certas habilidades e talentos inerentes à sua condição de ser racional. Além de racional, também somos seres estéticos. Apreciar o belo nas produções artísticas é algo que nos foi concedido por Deus. A racionalidade confere ao ser humano autonomia para desenvolver dons e talentos naturais. Para alguém ser um bom músico, portanto, não precisa ser cristão, nem falar de coisas que digam respeito à fé cristã. A música de um não-cristão não deve ser tomada automaticamente por "mundana" ou "demoníaca". É simplesmente um produto do talento humano. Esse talento pode ser canalizado para a adoração a Deus (música sacra), aos interesses do reino das trevas (músicas que incitem à devassidão, que promovam a idolatria ou à religião falsa) ou mesmo para falar de coisas próprias ao gênero humano, como a vida, o amor etc. Por meio da música, pode-se expressar alegria, tristeza, gratidão, anseios, expectativas etc. É o coração se derramando nos acordes musicais. Isso não é mundanismo. É humano, demasiado humano. E, por que não dizer, divino?
Desconhecido...

Bom.... deixo esta reflexão aí para que todos possam com carinho e RESPEITO avaliar se estamos mesmo sendo "espirituais" por seguir um modelo proposto por um homem (Zoroastro) ... ou se estamos mesmo é nos atentando a pequenos detalhes que juntamente com outras conjecturas, só nos levará a distanciar-mos mais e mais de Deus.

Seria, então, pecado escutar músicas não-evangélicas? Se for sim a resposta, logo não posso assistir filmes que não sejam evangélicos, não posso comer comida que não seja evangélica, etc. Graças a Deus que Ele nos dá o fruto de discernimento de espírito para que, ao entrarmos em um cinema, e sermos pego por uma cena erótica, não venhamos pecar porque agora sabemos o que é bom para nós.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Estou decepcionado com Jesus!

Depois de anos de convertido, depois de ter lido a Bíblia algumas vezes, e principalmente depois de ter lido várias e várias vezes o Novo Testamento, cheguei à conclusão de que fui iludido esse tempo todo por um líder que não sabia o que estava fazendo.Como poderia alguém que se dizia Filho de Deus não discernir as coisas espirituais e ensinar tantas coisas erradas? Como poderia ele, que se dizia o Messias, não conhecer profundamente o coração do Deus que ele disse que o enviou? Como poderia aquele que disse que enviaria o outro Consolador desconhecer as suas próprias revelações?

Jesus foi um fracasso!

Senão, vejamos alguns erros de seu ministério:
Jesus ensinou que o Reino de Deus era semelhante ao grão de mostarda, simples, pequeno, sem ambições de poder. Que cresceria não para que a árvore se gloriasse, mas para dar ninho aos pássaros, para acolher o ferido, para dar lugar ao que sofre.

Ignorante! (...)

Não sabia que “somos cabeça, e não cauda”. Não sabia que a glória da segunda casa (e da terceira, da quarta, da quinta, são tantas casas!!!) seria bem maior do que a primeira. Como ele não sabia que sofrimento não tem lugar no reino de Deus? Será que ele não sabia que quando houvesse tristezas era somente necessário “declararmos” nossa posição em Cristo, e “tomarmos posse” de nossos lugares celestiais, voando acima das tempestades? E ainda teve a coragem de dizer que, no mundo, teríamos aflições...

não sabia de nada esse tal de Jesus!!!

Esse tal Jesus também ensinou aos seus discípulos, pobres rapazes que deixaram tudo para o seguirem, que eles teriam que ir pelo mundo, pregando o evangelho, ensinando a todos...

Coitado!

Não sabia que para conquistarmos os territórios para Deus, em primeiro lugar temos que realizar atos proféticos. Não sabia que precisamos entrar em “batalha espiritual”, desarmando o chefe daquele território, e ungir os lugares, desfazendo assim toda maldição. A coisa era bem mais fácil de ser feita, e ele insistiu na idéia louca da pregação pura e simples...
...do seu amor!

Que coisa!!!

Nada se conquista mais por amor... estamos em guerra, temos que destronar Satanás e seus demônios através de jejuns fortes, decretos (até mesmo leis humanas) desautorizando a ação do diabo e seus anjos naqueles lugares.
Jesus não sabia que havia um princípio de legalidade, onde Satanás manteria o domínio da pessoa mesmo depois dela ter se encontrado com o Nazareno.

Pobre Jesus!

Ensinou que se alguém cresse nele, VERDADEIRAMENTE seria livre. Enganou as pessoas ao fazê-las crer que simplesmente a fé em seu sacrifício seria suficiente para a salvação. Ele não sabia que precisávamos de sessões de regressão e renúncia de pecados passados... achava que a cruz bastaria.

Por fim, enganou a si mesmo, quando ao ser crucificado bradou em alta voz: “Está Consumado!”

Quanto engano!

Jesus não sabia que nada estava consumado, que sua obra era insuficiente. Não sabia que seriam necessárias sessões e mais sessões de libertação para as pessoas, mesmo depois de terem crido nele, e terem sido salvas.

Nada estava consumado. Nada se encerrava ali. Muito menos a salvação...

Não seríamos resgatados do Império das Trevas para o Seu Reino, isso era ilusão. Ficaríamos com ele sim, assim de “meia-boca”, mas ainda cativo ao diabo, poderoso onipotente, esse sim cheio de toda a autoridade e força, pois nem o sacrifício do Cordeiro de Deus foi suficiente para quebrar-lhe o poder.
Tanto que até hoje precisamos de seminários e congressos para nos ensinar aquilo que Jesus e seus discípulos não sabiam: o poder do diabo sobre os servos dele, Jesus.

Na verdade, vocês sabem, não é isso o que penso... mas é o que, infelizmente, o povo que diz seguir a Jesus, tem ensinado por aí...

Que Jesus Cristo, Deus Todo-Poderoso, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Cordeiro de Deus, Eterno Salvador, Verdadeiro Libertador, tenha misericórdia de nós...

Amém!

José Barbosa Junior (...)

segunda-feira, dezembro 11, 2006

O que é Cristianismo?

O cristianismo é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. O cristianismo começou no século I como uma seita do judaísmo, partilhando por isso textos sagrados com esta religião, em concreto o Tanakh, que os cristãos denominam de Antigo Testamento.
À semelhança do judaísmo e do islão, o cristianismo é considerado como uma religião abraâmica. Segundo o Novo Testamento, os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez "cristãos" em Antioquia (Atos 11:26).
Acreditam hoje os cristãos que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. Alguns julgam que precisam cumprir certas obras para obter a salvação e ainda outros que, embora o que salve seja a fé, esta apenas pode ser demonstrada se a pessoa agir de acordo com aquilo que crê. O Cristianismo prega o amor, a Deus acima de todas as coisas, depois ao próximo como a si próprio.
A salvação espiritual é oferecida gratuitamente a quem deseja aceitá-la buscando a Deus na figura de seu filho Jesus e que a busca de Deus é uma experiência transformadora da natureza humana.
Podemos considerar três períodos que definem a concepção e filosofia do Cristianismo:

*Cristianismo primitivo: Caracterizado por uma heterogeneidade de concepções.
*Patrística: Ocorrida no período entre os séculos II e VIII, com a transformação da nova religião em uma Igreja oficial do Império Romano por Constantino e a formação de um clero institucionalizado, e cujo doutrinário expoente foi Santo Agostinho.
*Escolástica: A partir do século VIII e cujo expoente foi São Tomás de Aquino, que afirmou que fé e razão podem ser conciliadas, sendo a razão um meio de entender a fé.

Para poder entrar na concepção e filosofia do Cristianismo Protestante, teremos que ter tempo, pois são tantas denominações que requer muito tempo...

É possível ser um Apóstolo?

Existem dois tipos de apóstolos. O primeiro tipo de apostulado é encontrado na época de Jesus por pessoas que tiveram algum tipo de contato com o Cristo. E esta forma de apostulato não pode nunca voltar a acontecer, tendo em vista que Jesus já retornou aos céus e está à direita de Deus.
A palavra apóstolo significa "enviado para fora"! Mas da mesma forma que este significado se encontra de maneira simples, é comumente confuso para a maioria dos Cristãos.
Os tipos de apóstolos:

1º)Apóstolo Canônio: Possui algumas características básicas para poder ser considerado com tal. Deve ter testemunhado da Vida, ministério, morte e/ou ressurreição de Cristo. Foi chamado pelo póprio Jesus para autentificar/reconhecer o ensino deixado por Jesus. Possui a delegação direta¹ e plena² de autoridade.

2º)Apóstolo Lato: Que segue os ensinos deixado pelos apóstolos canônios. Não possui as características apresentadas pelos apóstolos canônios, por isso, não é detentor da Delegação direta¹ e plena² de autoridade.

A definição mais comumente aceita a respeito do que seria um ministério apostólico em nossos dias é que eles são qualquer mensageiro biblicamente comissionado como missionário ou para outras responsabilidades especiais, tal como: Iniciar uma nova congregação.

¹Direta: Próprio Senhor Jesus.
²Plena: Os mesmos poderes que o Senhor.

Explicando a teologia da prosperidade

Apesar de sua origem norte-americana, têm aparecido versões africanas, latino-americanas e coreanas. A teologia da prosperidade se baseia na idéia de que Deus quer que todo o seu povo desfrute de prosperidade. E se os crentes tiverem fé suficiente para reclamar o que deveria lhes pertencer, e demonstrarem essa fé com doações generosas a Deus, ele as devolverá com juros. E já que “fazer doações a Deus” é interpretado como fazê-las à igreja, a teologia da prosperidade se converte em uma ideologia muito prática para criar instituições eclesiásticas que podem se permitir investimentos vultosos (nos meios de comunicação eletrônicos, por exemplo) e que seus líderes levem vidas opulentas. A teologia da prosperidade, no entanto, se limita a determinados setores, e é objeto de crítica de muitos setores evangélicos mais importantes, que a consideram teologicamente incorreta, moralmente condenável e psicologicamente prejudicial. Do ponto de vista sociológico, deve-se distinguir entre seus transmissores, cuja exploração da situação de necessidade dos desesperados traz pouco ou nenhum benefício para estes (porém garante a prosperidade dos pastores), e os fiéis, que não são incautos indefesos, mas gente necessitada que divide suas apostas entre várias opções.

Vento do Espírito ou vento de doutrinas?

O Ap. paulo já anunciava em sua época os riscos provenientes dos ventos de doutrinas que acabam por dividir o povo de Deus, que deveria estar unido em um só vinculo. Aliás a unidade do Espírito não é de origem humana, mas divina, cabe-nos preservá-la (Ef4:3). Este trecho refuta todo o entendimento a cerca de se colocar o uma visão como sendo uma "ferramenta" que traz unidade para o Corpo.
Infelizmente nossa época é marcada pelo utilitarismo e pela busca das coisas que funcionam. Aliás, tenho visto que a pergunta primeira de muitos líderes é "isso funciona?" em vez de "isto é bíblico?". Isto é importante, pois o funcional deve ser referenciado por um padrão de verdade superior aos interesses pessoais e momentâneamente visíveis. Vou trazer a nossa conversa um KAMARADA no qual eu admiro muito pela sua coerência, o Pr. Irland Pereira de Azevedo (Relator da CBB - Convenção batista barasileira), que nos agracia com a suas sábias palavras quando a CBB emitiu um parecer em relação ao G12, com a palavra, Pr. Irland: "Exortamos pastores e igrejas a cumprirem o que ordena Paulo aos Tessalonicensses:

'Examinai tudo, retendo o bem';

mas nunca venham a adotar e apregoar, como definitivo e de valor absoluto, qualquer método, modelo ou programa de igreja que eventualmente tenha produzido frutos noutras culturas e outros lugares. Cada método ou modelo deve ser confrontado com os princípios bíblicos e, se passar por esse crivo, deve ser ajustado à realidade de cada igreja. Recomendamos que o G12, como qualquer modelo de igreja em células ou grupos nos lares, deve ser rejeitado quanto à sua pretensão de revelação final de Deus para a Igreja (note que esta Igreja possui o "I" maiúsculo) hoje; mas pode ser aproveitado, em princípio, naquilo em que não conflitar com as Escrituras e a teologia e esclesiologia que delas decorrem e nós adotamos como povo cristão, evangélico e batista." (...)
No Brasil existem ramos do neopentecostalismo que, na ânsia de se buscar o sagrado de forma diferenciada e/ou de atrair uma multidão de fiéis, tentam dialogar tanto com o cristianismo histórico (Catolicismo-romano, protestantismo) como com o misticismo e esoterismo(Nova Era, Religiões afro-brasileiras). Além disso, esses ramos têm um forte discurso proselitista, quase manipulador, que atrai os sedentos por novidades místicas, o que se explica o seu crescimento notável e seu avanço em todos os segmentos de nossa sociedade.
Deve-se ter uma postura compatível com a postura de um Cristão, assim sendo, devemos compreender que se o inimigo viesse dizendo que veio mesmo era para roubar, matar e destruir, não precisaríamos de ter cuidado quanto a esperteza do inimigo, isso ficaria tão explícito que não haveria necessidade de ficarmos atentos. Da mesma forma, homens munidos de uma premissa duvidosa, criam doutrinas a todo instante. E se não fosse necessário nos preocuparmos quanto a isso, Paulo não nos teria alertado quanto a falsos profetas e a doutrinas de homens, a saber:

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo."

"O Espírito de Deus diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (I Timóteo 4:1)

... e mais alguns dizerem quanto ao final dos tempos:

(Mateus 24:24) Falsos profetas ...
(Mateus 24:12) Amor se esfriará e falsos profetas ...
(Lucas 18:8) A fé se acabará ...
(Efésios 4:14) Doutrinas de homens...

Deus suportou com paciência...

"Te amo em cristo Jesus mas será muito melhor se vc entender que todas as pessoas que falam contra homens de Deus sua senteça é a morte." (...)

É muito triste apesar de afirmado pela bíblia o quanto que o amor se esfriaria nos dias últimos. Chega a me dar nâuseas ao observar alguns lobos se fingindo de ovelhas mansas apenas visando o seu bem deleite. Que falsos profetas iríam sucitar em nossos dias, isto é fato e não me causa repulsa! Mas quanto a ver 'crianças' militando em prol de uma fachada de amor, mas que é na verdade um sepúlcro caiado, me parte o coração! Em uma única frase de efeito... se é ministrado o amor e o ódio... encenação e juízo... Seria como desejar a destruição e jurar eterno amor em um cena descompassada tal qual um filme mexicano de segunda...
O que me entristece também é o fato de que aportunistas inescrupulosos se fazem presente em nosso meio. O que dizer para eles? Que a vingança do Senhor não falta? Ou que eu sou mais digno por ter um cargo e por isso posso clamar a vingança que vem do alto? (...) As pessoas se esquecem que para Deus não existe contabilidade 'góspel'... Anjo cantabilista preparando o balançao celestial:

"Fulano pregou tantas vezes, exortou em X momentos distintos, participou de tal seminário, foi o preletor de tal congresso, 'ganhou' X 'almas', ..., sendo assim, ele é o mais dígno de todos... tem o direito de 'amaldiçoar' aqueles que não estão cooperando com a sua conquista particular! (...)"

Estes pensamentos são suportados com muita misericórdia por Deus! Entendi um pouco sobre o amor de Deus quando conheci este pensamento... 'Ahhhh! Se fosse eu no lugar de Deus!!!!' ... Mas entendi que mesmo sendo quem são e agindo como estão agindo, o orgulho e a falta de amor evidente em alguns tem um propósito, como foi dito ao grande Faraó:

"Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra." (...)

Lembremos-nos de que Deus em sua infinita bondade 'suportou com muita paciência os vasos para ira...'

Dízimo X Tabú

Tenho observado com um certo espanto, embora advertido, a forma em que as escrituras sagradas são manipuladas ao bel prazer. Passagens isoladas nas mãos de mestres demagogos e dotados de uma exepcional ministração de lábia, tem sido comumente avistado em nossas congregações.
Não digo que a motivação seja a pior possível, mas de certo é que a ignorância não pode mais servir como desculpas para certos erros. Não consigo compreender como alguns que dizem pregar a Verdade pode simplesmente abster-se da verdade plena para pregar a verdade manipulada por interesses pessoais ou de uma classe. A onda doutrinária que felizmente já está sendo desmantelada da realidade cristã, mas que ainda assola a maioria de nossas comunidades, é a Lei do Dízimo. Tenho sido abordado com uma freqüência alarmante sobre este assunto, e como não poderia deixar de me preocupar, tomei a liberdade de encarar de frente este problema e tentar ser o mais claro em relação a este assunto que em alguns lugares são tidos como 'assunto INdiscutível'.
Se estás debaixo da lei que rege o nosso país (Brasil), convém obedecer as leis estipuladas para esta localidade. O Brasil possui uma constituição própria, não dependendo de nenhum outro país para que sua soberania seja declarada, sendo que, seguramente esta constituição foi aprovada por Deus.
Agora, se estás debaixo da lei judaica (isto é, se és judeu), então convém obedecer à lei, não só quanto ao dízimo, mas TODA A LEI, isto é, sacrifícios, oblações, dízimos, obrigações, todas as descritas nos livros de Moisés. Senão faça como o deliberado na Assembléia em Jerusalém, quando se questionou a obediência da lei judaica pelos judeus e gentios convertidos:"Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento, pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo,[...] Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós,não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá." (Atos 15:24-25;28-29). Lembrando que ao final do primeiro concílio da história do cristinanismo, Tiago, que era o líder da igreja de Jerusalém, reportou que aos judeus, fica a cargo individual o seguir ou não a lei. Para os gentios que se convertiam naquela época, era bom que se afastassem do sangue, da carne sufocada etc., para não escandalizar alguns Fariseus que se converteram. Ficou apenas combinado que se agisse desta maneira, não foi imputado nenhuma LEI para ser seguida. Muitas denominações usam da passagem do profeta Malaquias para defender a tese de que os cristãos são obrigados a contribuircom o dízimo, dizendo ser para o sustento da casa de oração (igreja atual=casa de oração). Ora, as casas de oração são como o templo de Jerusalém, em que permaneciam os levitas para executarem exclusivamente o ofício do sacerdócio? Muitos presbíteros argumentam a defesa do dízimo com base na seguinte passagem na carta de Paulo:"Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." (I Coríntios 9:14). Contudo, o Espírito Santo se contradiz? De forma alguma, pois no mesmo capítulo da carta de Paulo, assim escreveu:"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciaro evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais." (I Coríntios 9:16-19). Portanto, se há os que não sabem, Paulo não vivia às custas de "dízimos", pois ele mesmo trabalhava para o sustento próprio, como está escrito: "Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes." (II Tessalonicenses 3:7-9). Portanto, se há denominações que usam da passagem do profeta Malaquia para argüir a favor do dízimo, estão sendo ignorantes quanto à interpretação bíblica da doutrina de Cristo. O que houve de ordenança no N.T. é que houvessem coletas voluntárias, para que se ajudassem os irmãos mais necessitados dentre os novos convertidos e não imposição de 10% dos ganhos como por obrigação. Vejo que a imposição de dízimo, descontextualizada quanto à época e lei originária, serve somente de argumento sobre os mais simples, para dizer que os presbíteros tenham que ser assalariados para ministrar as coisas espirituais. Ora, o que ministra as coisas espirituais, não receberá salário espiritual? Pois Paulo mesmo disse:"Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo." (I Coríntios 9:11-12). Por isso, examinemos cuidadosamente os contextos das Escrituras Sagradas. Não somente versos soltos, pois as entrelinhas muitas vezes escondem tesouros para nossa alma. Pois Pedro mesmo advertiu da inconstância dos que desviam a sã doutrina:"E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;" (II Pedro 3:15-17).
Não obstante, no próprio livro de Malaquias podemos encontrar a resposta sobre a quem é devido a cobrança do dízimo, "A palavra do Senhor a Israel, por intermédio de Malaquias..."(Malaquias 1:1) . Não é para nós (gentios) esta palavra... esta palavra é para os judeus. Não acho errado que a pessoa contribua (oferta expontânea) para manter sua igreja firme, mas fazer como algumas igrejas, na qual a primeira discussão é a obrigação do pagamento do dízimo, alguma coisa está errada. Isso não está certo o dinheiro é dado para ser usado na expansão da doutrina cristã, não para o pastor ou padre terem uma série de comodidades, na qual muitos fiéis nem estão próximos de ter.
Na época da monarquia em Israel, principalmente com Davi e Salomão, o dizimo era LEI. Devia ser pago 30% do total da renda familiar. Ou seja:

*10% para o REI
*10% para o SACERDOTE
*10% para o MANTIMENTO NO TEMPLO <== Apenas este é cobrado hoje em dia! Será porque?

No entanto, no período de Malaquias, os 10% para o TEMPLO estavam sendo roubados. Como a lei não estava sendo cumprida, Deus usou Malaquias para exortar o povo à pagar o que era devido, senão iria castiga-los com insetos que devorariam suas colheitas.
O dízimo era uma obrigação imposta por lei judaica às 11 tribos de Israel, para a manutenção dos levitas, única tribo que não tinha possessão de terras, pela herança dada às tribos de Israel. Todas as 11 tribos tinham por obrigação suster os levitas, designados e separados para o sacerdócio no templo.
Agora, estando debaixo do novo concerto, pelo sacrifício de Jesus, já a lei se fez impotente, visto que agora gentios e judeus convertidos compartilhariam de uma mesma herança, melhor e perpétua. Está escrito:

"Então disse: Sacrifícios e ofertas, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então acrescentou: Eis aqui venho, Para fazer, ó Deus, a tua vontade. Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo"(Hebreus 10:7-9).

O primeiro seria o primeiro testamento, a primeira lei. Ora, Jesus não era levita, mas de descendência da tribo de Judá. Segundo a lei judaica, não poderia exercer sacerdócio não sendo levita. Se houve mudança do sacerdócio, logo a primeira lei se invalida, estabelecendo-se uma nova. Está escrito:

"Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei." (Hebreus 7:12)

Malaquias era profeta anterior ao nascimento de Jesus, portanto estava sob a lei do primeiro testamento. Ele falava acerca da obediência da lei, pois não conhecia a nova aliança vindoura. Jesus disse:

"A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele." (Lucas 16:16)

Em suma, me sinto melhor dando a quem precia do que a igreja (Eu dou oferta para a igreja quando sinto que é para dar), e assistir os pastores desfilando de carro pra cima e para baixo e sabendo que quem precisa realmente, não está tendo nem da igreja!

sábado, outubro 14, 2006

Dúvidas... provém do malígno?

Quando um amigo meu foi indagado a respeito da questão da dúvida, isto é, se a dúvida provém do "malígno" ou se é normal... achei interessante a resposta que presenciei... dêem uma olhada:

"Tenho uma dúvida: A dúvida vem de Deus? Se não, por que eu a tenho, sendo que hoje eu sou de Deus? Se sim, por que dizem que é tentação do maligno? Não quero polemizar ou tirar vcs do foco da discussão (entende-se aqui por 'discussão' como sendo algo positivo), porém quero dizer que estamos inseridos na história, bem como Deus também está e a prova é a manifestação de Jesus Cristo no mundo e em nossas vidas. Creio ser a dúvida algo de bom! A dúvida traz conhecimento, traz crescimento, traz maturidade, porém esta deve ser positiva e aberta a novos conceitos. Os grandes pensadores e nomes que já existiram passaram por esse termo: Dúvida. Quem estudar a fundo os profetas perceberá que Amós teve problemas em sua época e, com certeza, se questionava se era certo comparar as mulheres israelitas com as 'vacas de Basã'. E Oséias? Este questionou o culto de sua época! Todavia vale lembrar: Suas críticas passaram por dois pontos que são:
(1) Esta dúvida está edificando a mim e ao meu próximo?;
(2) Onde está Deus neste negócio?
O fato de se questionar talvez seja medonho e até mesmo perigoso, mas um cristão que um dia se perguntou se Deus realmente existe e obteve a resposta 'sim', este nunca se desvia por quê?
1º- Não se fechou para um diálogo seja com quem for;
2º- não era dono da verdade;
3º- não era egoísta e sabia que era a mesma questão de muitos, logo ele se dispôs a obter a resposta para os demais;
4º- este demonstra para si e para os outros que é um ser limitado e que ter dúvidas é natural e não é necessariamente uma vontade maligna ou vontade de ser Deus." (Carlos CHAGAS)


Vejo que a liberdade que me foi dada por Jesus está sendo muito bem ultilizada... segundo Paulo, existe apenas dois tipos de pecados:
1º. A intenção na qual se faz alguma coisa;
2º. Se o que você faz escandaliza o seu próximo.
Ele é até mais claro quando diz que "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém fazer... não me deixarei 'escravizar' por nenhuma delas" ... acho que esta é a questão! O pecado é/deve ser tratado individualmente. Não vejo que a forma "fundamentalista" de ser, seja a melhor forma de tratar esta questão. Aonde a bíblia se cala, não deve ser feita uma norma e aplicá-la como sendo doutrina cristã. Lembrem-se:

**NORMA GERA LEGALISMO. PRINCÍPIO GERA RESPONSABILIDADE.**

Não vamos formular uma regra... vamos ensinar o princípio do evangelho... e deixar para Aquele que está relacionado segundo a ordem de Melquisedeque (sacerdote que não nasceu da lei! Hb 7:1-28. Arão foi sacerdote segundo a lei!), Jesus Cristo, convencer cada um do seu pecado! Se eu julgo viver em Cristo, como não poderei confiar em Sua voz?!?!
Não quero que esta minha reflexão se torne uma forma de escândalo para ninguem... não quero que esta pedra que lancei vire pedra de tropeço para ninguem, mas sim, que vire uma pedra para edificação!! Não vamos nos rebelar... vamos começar a influenciar as pessoas em nossa congregação de fé!! Deus nos chamou a Paz, sendo assim, exortemos-nos uns aos outros com amor e em amor!! Pois todos sabemos que não é por força e nem por violência!!

Divagação sobre o conhecimento...

Comentário que eu fiz em uma comunidade do Orkut... achei por bem que deveria coloca-lo aqui... aproveitem!

Ahhhh! Como a ignorância é boa, agradável e tão aconchegante!! Por um momento posso voltar as aulas dominicais na qual eu frequentava na minha infância. Era uma mescla de prazer com um toque de mulequisse!! Ahhhh! Como era bom ouvir as minhas professoras recitando para a classe coisas do tipo: "O Senhor é bom e a Sua misericórdia dura para sempre!" ... ainda mais terno era: ".Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanece para sempre!!" ... (...) Sem dúvidas! Sem questionamentos! Sem a noção do que era mundo! Sem sequer conhecer o bairro vizinho ao meu! (...) Isso era bom! Era como o "pequeno príncipe" em seu planetinha chamado B612!!!(...) Entendia perfeitamente que as coisas simplesmente eram da forma eram, porque um Deus PODEROSO havia criado tudo!! Era de uma forma deísta (Deus cria tudo, mas não interfere!) que eu tinha a minha perspectiva de vida!! O tempo foi passando... houve mudanças em meu corpo... mudanças na vizinhança...! Meu pai estava ficando careca!?!?! Opaaa!! Não seria ele o super-homem?!?! Como não?!! O super-homem não fica careca!! Como pode ser?!? (...) O tempo foi se passando... e junto com ele, foi-se tambem a minha fé cega!!! A incrível e doce ignorância não mais me cativava como antes! Me entreguei aos deleites e aos doces prazeres que a vida poderia me oferecer em busca de algo que verdadeiramente pudesse fazer sentido para mim!! E ainda sim, continuei sem obter sentindo algum para minha existência... Cheguei ao seio da igreja na esperança de enfim, encontrar explicações!! Mas, por derradeiro , "Não poderia um simples arrepio ser o meu JESUS!!" dizia eu... O que me constrangia era a forma em que o evangelho era pregado! O Deus que antes era visto como um Deus que operava grandemente, agora havia se resumido em um simples arrepio?!?! Aonde que tudo ia chegar? Jesus estaria morrendo? Será que estaríamos nós matando o nosso Deus?
Li certa vez de um certo filósofo que, "nós só seríamos verdadeiramente livres quando matarmos o nosso deus!" ... de certo que isso me remeteu a estado de reflexão sobremaneira incomum! Vejo agora que esta realidade não se encontra muito longe de nós... mas ao invés de matarmos Deus, somos nós que estamos morrendo!! Morrendo por falta de entendimento no mínimo satisfatório!! Como teólogo que sou, poderia aqui citar para você inúmeras passagens bíblicas que poderiam reforçar o que estou a pensar! Entenda que a verdade é uma só! Mas as formas de se interpretar esta verdade, são inúúúúúúmeras! Não cometa a displicência de pegar um texto isolado para justificar o que se fala!! Sabe, vou apresentar o nosso Jesus de uma outra perspectiva... Jesus disse: "Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas a espada (guerra!). Pois eu vim para fazer que o homem fique contra o seu pai, a filha contra a sua mãe, a nora contra sua sogra..." Desta perspectiva, Jesus estava sendo totalmente cruel e mal! Estava agindo diferentemente daquele Jesus doce, meigo, amável etc. que outrora conhecemos! (...) Não pensem que eu sou tão vidrado nos ensinos de homens que não possa questionar algo que estou lendo... Afinal, a bíblia foi escrita por homens que viveram em diferentes épocas e que eram instruídos de uma maneira diferentemente uns dos outros! A bíblia não foi escrita da maneira "Chico Xavier" não! A bíblia não foi psicografada não! Homens usaram de sua interpretação para escrever a bíblia! E sendo assim, tem o "porque", "quando", "onde" e "para quem" esta pessoa estava escrevendo a bíblia! Depois de escrito (a bíblia), Deus viu que era suficientemente capaz de ensinar atraves do conteúdo histórico e de ensino canônio, da maneira que a bíblia se encontrava! Por isso é que chamamos de "A Palavra de Deus"... porque Deus aceitou como sendo suficiente para sua revelação!
Mas ainda sim, existe outra forma de se conhecer Deus em sua revelação!! Da forma dita "Geral", isto é, através da natureza! Podemos "conhecer" o Criador se conhecermos a sua criação! Peço que não me tenham como sendo alguem que desconhece o sobrenatural... com certeza, eu sei o que é a graça de Jesus, o consolo e a paz do Esp. Santo e o amor incondicional que provém de Deus! Espero tambem que não venham a levantar dúvidas quanto a inerrância e a infalibilidade das escrituras, pois entendo sim que toda a bíblia teve a luz do E. Santo. (...) Se os Pais Apostólicos (1º geração de Teólogos depois dos apóstolos) não tivessem levantado dúvidas a respeito de alguns dizeres da bíblia, não haveria o entendimento que hoje se apresenta! Dê uma olhada lá em Mateus 10:34 (passagem que eu postei acima quando citeu que "disse Jesus: 'Não pensem que vim trazer a paz...'") ... Poderia se fazer uma doutrina em cima desta passagem isolada! Mas graças a estes Teólogos, com a Luz do Esp. Santo, é que hoje entendemos que Jesus estava falando a respeito das oposições, divisões e perseguições que os cristãos teriam ao "carregar a sua cruz". Se o seu conhecimento está embasado apenas em versículos, mais comumente versículos avivalísticos, vejo que você está como jó! (...) Que baseava o que estava acontecendo com a sua vida em relatos (versículos) ditos... Quando ele mesmo disse ao término de sua agonia e no começo do seu verdadeiro entendimento que "antes te(Deus) conhecia só de ouvir falar, agora os meus olhos te vêem! (Jó 42:5)" (...) O que Paulo (homem de Tarso) disse na carta aos Romanos era inerente a uma situação que estava acontecendo por lá!! Seria mais ou menos assim...
Paulo enquanto viajava ou estava preso, ficava sabendo de alguma situação ou de alguma pessoa (seja bom ou ruim)... logo após, ele escrevia a carta e mandava para aquele lugar com intenção de resolver ou enaltecer aquela situação ou pessoa específica. Algumas cartas, ele pediu para que pudesse circular entre as igrejas cristãs da época como uma forma de ensinar o princípio da fé, esperança e do amor!! E sendo que dentre todas estas coisas, o amor é maior, pois nos remete ao nosso presente... O que a bíblia nos ensina é o princípio! Ela não é exaustiva (sistemática/explicado 'tin-tin por tin-tin') e como tal, não deve ser aplicada da forma errada! Mais uma vez insisto que não me interprete como quem se apostatou de sua fé. De maneira nenhuma poderia esquecer (fé) o que Deus/Jesus/Esp. Santo fez por mim... para que eu aplique em minha vida diária comigo e com os meus irmãos (amor), certo de que "...Aquele que começou a boa obra, há de terminá-la." (esperança).
Deixe-me divagar em cima de um assunto que comumente vem a tona... O que é ser ESPIRITUAL? Não posso pegar nenhum exemplo de "espiritualidade" aqui na terra!! Nem dos que pensam ser "anjinhus", nem dos que julgam ser "entendidos"... Adão antes do pecado vivia no Éden, até então, era a imagem e semelhança de Deus!! Possuía uma esposa (família), cuidava dos animais e das plantas (Profissão=Zoo-botânico) e ao LONGO do dia, Deus passeava no jardim para visita-lo (momento devocional!)... Veja bem, Deus criou o ser HUMANO... que tinha profissão, família e comunhão com Deus!! Este é o modelo de espiritualidade que Deus nos deixou!! Ser espiritual é fazer tudo aquilo que Deus nos "deu" para fazer!! Veio depois disso (por causa da dureza do coração do HOMEM) as leiss... na época da chamada 1º aliança... Veio Jesus e após ter cumprido toda a lei, disse que não mais viveremos sob o julgo da lei (Paulo diz que a lei só serviu para nos mostrar que realmente não prestamos!!!) (heheheh)... Ser espiritual é não ser "exagerado" com as coisas que temos que fazer!! É fazer bem tudo o que nos dispomos a fazer!! Mas sem exagero... Deus no Éden não ficava na barra da calça (Sei que ele não usava calça!! Somente uma expressão! heheheh) de Adão todo o momento!! Adão não viviaaa somente para o seu trabalho.... e adão não viviaa somente para sua familia! Ele fazia tudo aquilo que Deus deixou para que ele fizesse!! (...)

**Se a 2º aliança veio para substituir a 1º que estava "velha e falida", porque temos que remeter esta 2º aliança ao julgo da 1º?? Isto é, Vivemos na graça... mas temos que seguir uma(s) lei(s)?? Hummm... tomem cuidado para não fazerem o papel de Fariseus hein!! Eles ficavam na observância das leis fazendo "apologia" a elas mas sem conseguir segui-lass!!**

Certa vez, fui indagado a respeito destes dogmas que estão presentes em nossa igreja hoje em dia... Passei por um momento de reflexão... estudei, li, ouvi, tomei café (hehehe), li, escrevi... e cheguei a seguinte conclusão: uma sociedade na qual possui um nível tecnológico bastante avançado... um nível intelectual bastante avançado... Tudo está evoluíndo.... mas a PREGAÇÃO é a mesma que era pregada na idade média!!! Um cristianismo barato com um misticismo carregado pelo sincretismo religioso que em nosso país é tão presente!! Esta mesma forma de pregar o "amor de Cristo" de uma maneira egoísta (Deus é evangélico! Somente!)... a mesma forma de se apresentar (os PREGADORES) acima do bem e do mal!! Não temos um PAPA, mas temos O PASTOR que nuncaaa erra!!! Que tudo o que ele ensina é verdade!! Inclusive quando nos manda cumprir a lei do Dízimo dando o dinheiro, mas não liga para as outras formas de dízimos!! Só porque esta forma de dizimar é que traz o dinheiro!! Tudo bem... eu dou sim!! Mas eu dou de acordo com a 2º aliança... a 1º nos manda dar 10%, a 2º nos ensina a dar tudo o que temos!! Jesus não quer parte nenhuma, mas o quer por inteiro!! A Bíblia é para ser usada para ensinar o princípio... não é para ser ensinada como lei!! A bíblia é sim inspirada por Deus!! Nos mostra vários exemplos magníficos... mas não são os únicos não!! A bíblia é jóia do jeito em que está para "conhecer-mos" sobre Deus... mas ela não explica exaustivamente tudo o que existe não!! Por isso que ela somente contem os princípios básicos!! Quem convence o homem do pecado é...?!?!? todos sabem de cor né!! hehehehe...

quinta-feira, agosto 03, 2006

Terrorismo e a questão da fé.

O novo flagelo da humanidade e o novo desafio proposto a toda a civilização é o terrorismo, juntamente com a fome e a pobreza no mundo. Desta maneira, não é fácil simplesmente apontar qual seja o pior ou qual é o de maior peso nesta balança desprovida de coesão na qual denomina-se a justiça humana. Mas com toda certeza o que mais chama atenção pelos seus alaridos é o terrorismo em nossos dias. Com uma ênfase ao terrorismo no Oriente Médio, que a cada dia se torna mais comum e devastador, e entre duas das três maiores religiões monoteísta de todo o mundo que é o judaísmo e o islamismo. O terrorismo neste meio é marcado pela tamanha violência e intensidade com que este se apresenta.Trata-se de grupos organizados que agem sob uma bandeira qualquer, sempre com o objetivo de "destruir" em nome de um deus único e assegurados por uma respectiva promessa de gozar uma pós-vida alheia a qualquer mal que o aflingia quanto humano. Não obstante, encontramos exemplos nahistória que apoiariam esta tese. No livro que os cristãos chamam de Antigo Testamento e os judeus Tanakh, encontram-se muitos textos que falam de guerras santas e de aniquilação do adversário de uma maneira isenta de piedade a mando de um deus único. Pelo que respeita à história da Igreja recordam-se com freqüência as questões ligadas às cruzadas, às perseguições sangrentas aos hereges etc. Finalmente se apresenta no meio do islã interpretações de suas sagradas escrituras em que é nescessário defender com a espada e glorificar a Guerra Santa contra os infiéis. Quando é questão nomeadamente a respeito do sabre ou da espada apresentada pelo Profeta Maomé e apresentada pelo Alcorão, toma-se a palavra unicamente no seu sentido literal, sem mesmo pensar em se questionar se na realidade não existe nesta passagem um outro sentido diverso. Não é aliás contestável que um certo lado guerreiro exista no islamismo, e também que, longe de constituir um carácter particular desta religião, este caráter guerreiro se encontra igualmente na maior parte das outras tradições religiosas, incluindo o cristianismo. Sem mesmo lembrar que o próprio Cristo disse: "Eu não vim para trazer a paz, mas a espada", o que pode ser entendido figuradamente, a história da Cristandade na Idade Média, ou seja na época em que ela teve a sua realização efetiva nas instituições sociais, fornece provas largamente suficientes para que eles pudessem cometer a barbárie que cometeu.
Todos os grupos de terroristas que são motivados pela religião, como é o caso dos extremistas mulçumanos, estão absolutamente convencidos da nobreza de suas causas e da justeza de suas ações. Na correta análise do jornalista francês Gilles lapouge, "Esses assassinos cegos consideram-se santos, heróis, pessoas sacrificadas, que hoje provocam a desgraça com o objetivo de preparar a felicidade do amanhã", é que encontro a forma de apresentar o real sentimento que hoje que invade nossas comunidades.
O efeito do terrorismo dito "islâmico" (melhor seria dizer "terrorismo pseudo-islâmico") é sempre o de amplificar a espiral de destruição niilista. Paradoxalmente, os modernos praticantes desta forma pervertida de "jihâd" estão a participar ativa e decisivamente na pulsão niilista que acomete contra as muralhas da verdadeira espiritualidade por esse mundo a fora. Longe de neutralizar uma ameaça externa e repor o equilíbrio, a falsa "jihâd" propagandeada pela Al-Qaeda funciona como uma perturbação de ressonância, que só faz aumentar o desequilíbrio e dissolver a unidade da doutrina islâmica no caos niilista do terror.
De certo é que o que hoje parece ser uma novidade, de fato já se realizou no passado. Com personagens distintos e causas alegoricamente disfarçada pelo orgulho (religioso) de aprender com o que a história nos mostra. O que traz a memória o que o sábio Salomão disse: "...de modo que nada há de novo por debaixo do sol."poderia ser acrescentado: "...tudo o que passou, um dia tornará a se realizar.".

sábado, julho 22, 2006

Igreja como organismo Vs. Igreja como organização

De certa forma, não me vejo tão perto assim da realidade de pertencer a uma geração eleita por Cristo. Claro que aos olhos de um simples mortal que sou. Tenho a completa convicção de que mesmo estando vivendo neste mundo mas não pertencendo a ele, de uma forma completamente pentecostal de raciocinar, sinto-me cada vez mais longe daquilo que seria a minha meta... a razão da minha existência. Vejo em minha volta pessoas preocupadas apenas com o que vão vestir, preocupações variadas de um pesamento totalmente influenciado por uma sociedade consumista e cada vez menos humana e verdadeira, enquanto outras pessoas se preocupam se vão simplesmente estar vivas ao amanhecer... Consigo com uma facilidade imensa me sentir um hipócrita por fazer parte de uma comunidade tão ausente mas ao mesmo tempo, tão falante! O que restringe as ações desta parcela é o medo de parecer "mundano" para sua liderança terrena. Tomando para si o mesmo pensamento herético de uma forma de pensar chamado Zoroastrismo, um indivíduo que viveu na Pérsia que se chamava Zoroastro e que sistematizou um dualismo complexo e radical cuja sua influência é observada em pensamentos heréticos como o gnosticismo, o maniqueísmo e também no CRISTIANISMO...

A igreja em nossos dias dividiu-se em duas partes: de uma lado está a igreja como organização. Com sua sedes maravilhosas, com sua liderança eclesiástica impecável e aparentemente fora da sua realidadebíblica. Com a "pura" intenção de ampliar o Reino de Deus aqui na terra, não importanto como será feito contanto que as cadeirassejam todas elas ocupadas!! O termômetro apresentado nesta parte da igreja para se saber qual é o nível de êxito é o "se todos estão dizimando ou não"! (...) Do outro lado está a igreja como organismo. Que sofre cada vez mais a influência da igreja como organização. Com a sua visão ofuscada pelo brilho "dourado" que o vem da outra parte cada vez mais "próspera". A igreja como organismo vem se esgueirando para conseguir sobreviver e se manter pura ao olhar amoroso do Seu cônjuge.

Será que a relação Igreja como organismo Vs. a igreja como organização são grandezas inversamente proporcionais? isto é, quanto mais a igreja cresce como organismo, mais ela diminui como organização e vice-versa? Felizmente vejo que ainda não é este o caso... apesar desta realidade não se mostrar tão distante.

O medo que eu tenho de refletir sobre este assunto, e chegar a uma severa e verdadeira conclusão de que eu tambem faço parte de uma sociedade alienada e acostumada com aquilo que enche apenas o campo de visão, é o mesmo medo que está tomando conta de todos os cristãos hoje em dia. O medo de se encontrar repreensivel em seus atos tem afastado todo e qualquer tipo de pensamento a respeito deste assunto tão importante e vital para que a igreja como organismo não venha a sofrer baixas irreversíveis. Mas é mais fácil e mais cômodo ficarmos presos a uma idéia de que a simplicidade que o evangelho é apresentado, nos libera, da maneira mais coloquial possível, do papel de participantes do corpo de Cristo e responsáveis pelo caminho em que o Corpo está trilhando. Sempre com uma disculpa nos lábios: "Nossos líderes são responsáveis por ouvir e nos orientar!!" ... "Não possuo o chamado para tal coisa!!" ... (...)

É realmente um pena ver tanto potencial escorrendo pelo esgoto da inércia. O motivo que nos une como um organismo, poderá ser tambem o motivo que nos separará deste mesmo organismo se não reconhecermos, cada cristão, a nossa parcela de responsabilidade neste Corpo. Ouvi certa vez que "se a denominação souber equilibrar a espiritualidade (organismo) com a institucionalização da igreja (organização)", sem confundir liberdade no Espírito com "bagunça", obteremos de certo que uma forma no mínimo melhor apresentada de igreja do que a forma atual. Concordo até certo ponto. Não vejo como uma forma de institucionalização da igreja possa ser apresentada de maneira totalmente fiél aos moldes bíblico. O que me leva a outra reflexão...


sexta-feira, julho 14, 2006

Hierarquia Gentílica X Visão do Reino de Deus


Na medida em que o pastor assume a carga de trabalho, a maioria dos irmãos mergulha na passividade, e estes irmãos pesarosos e egoístas deixam de crescer espiritualmente. Desta maneira, é inevitável que pastores e congregações terminem igualmente convertendo-se em inválidos espirituais, inutilizados por este oficio antibíblico.
O Novo Testamento chama Paulo de “apóstolo”, Filipe de “evangelista”, Manaén de “mestre” e Agabo de “profeta”, mas nunca identifica alguém como pastor! De fato, a palavra “pastor” é utilizada apenas uma vez em todo o NT (veja Efésios 4:11). “Pastor” é usado como metáfora descritiva, nunca como título ou oficio eclesiástico. Isso não é levado em conta na prática comum. Em nossos dias o “pastor” é tido como a figura mais valiosa da igreja, e seu nome brilha com destaque nas igrejas em todas as partes do mundo. (É de se perguntar porque os nomes dos outros ministérios não aparecem nestas luminárias quando o NT lhes outorga bem maior atenção).
O rol pastoral moderno sufoca a Chefatura de Jesus Cristo e tem um efeito espiritual paralisante na igreja. Despoja-a de sua plena função sacerdotal (de todos os crentes) tão amada por Deus. Além disso, a própria presença do pastor dilui e afoga os crentes “ordinários” que são igualmente talentosos para pastorear e ensinar o rebanho. (Não percebem o fato de que a Bíblia ensina que cada igreja deve ter múltiplos pastores e que todos os membros têm a responsabilidade pastoral).
Tipicamente, se alguém, que não seja o pastor, se atreve a pastorear ou ensinar as ovelhas (mesmo se esse alguém é digno de confiança, maduro e espiritualmente inteligente), o pastor se sentirá ameaçado e o colocará de lado com o pretexto de “proteger” o rebanho. Sendo mais específico e direto, a idéia que se tem hoje em dia do “pastor” está bem distante do pensamento de Deus. Impõe à dinâmica da comunidade do NT a camisa de força do Antigo Testamento.
No obstante, apesar das tragédias espirituais que isto engendra, as massas continuam dependendo, defendendo e insistindo na existência deste rol tão antibíblico. Por esta razão os chamados “leigos” são tão responsáveis pelo problema do clericalismo como o próprio “clero”. Como diz Jer. 5.31, “os profetas profetizam mentiras, os sacerdotes governam por sua própria autoridade, e o meu povo gosta destas coisas. Mas o que vocês farão quando tudo isso chegar ao fim?”
O ministério de Jesus com respeito à questão da autoridade clarifica os temas fundamentais que estão por trás da moderna doutrina da “cobertura” patoral. Consideremos como o Senhor contrastava o modelo hierárquico de liderança do mundo gentílico com a liderança no reino de Deus. Depois que Jacobo e João lhe pediram que lhes concedesse altas posições de poder e glória ao seu lado no Seu trono, Jesus os contestou dizendo:

"Vocês sabem que os governantes das nações AS DOMINAM, e as pessoas importantes EXERCEM PODER sobre elas. NÃO SERÁ ASSIM ENTRE VOCÊS; ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos." (Mat. 20:25-28)

E mais uma vez,

"...Os reis das nações DOMINAM sobre elas, e os que EXERCEM AUTORIDADE sobre elas são chamados de benfeitores; MAS VOCÊS NÃO SERÃO ASSIM. Ao contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é maior, o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como o que serve." (Luc. 22:25-27).


A palavra grega traduzida por “exercem sua autoridade” em Mateus é katexousiazo que é uma combinação de duas palavras gregas: katá, que significa sobre, e exousiazo, que significa exercer autoridade. O Senhor também utiliza nesta passagem a palavra grega katakurieuo que significa “controlar” ou “dominar” aos demais. O que Jesus condena nestas passagens não é apenas os líderes opressores como tais, mas a forma hierárquica de liderança que domina o mundo gentílico.

Isto merece ser repetido: Jesus condenou não apenas os líderes tirânicos, condenou também a própria forma de liderança hierárquica!


Não quero com esta reflexão proporcionar uma divisão no meio protestante. Quero apenas alertar atraves de fatos bíblicos que, o modelo que vemos hoje em nossas comunidades é totalmente influenciado pelo homem. Há quem diga que isso se faz necessário... não discordo com o ponto de vista e nem de sua experiência pessoal, pelo contrário. Mas nunca uma experiência pessoal pode ser ensinada e/ou imposta como sendo doutrina bíblica. Se me perguntar o que acho, certamente eu diria que me adaptaria a esta forma hierárquica. Mas não tentaria impôr o que eu penso de forma a enganar pessoas para conseguir "comandar" suas vidas. Mesmo porque, o ensinamento de Jesus Cristo e dos Apóstolos funcionou muito melhor do que o que podemos ver em nossos dias.

terça-feira, julho 04, 2006

Falsas Promessas

Temos motivos de sobra para nos sentirmos especiais: "Somos comprado por um alto preço!"; "Somos justificados por Cristo!"; "Somos Co-herdeiro com Cristo!"; "...Somos feitos um pouco menor do que os anjos, mas de glória tem nos coroado!"... são apenas alguns dos vários motivos para nos sentirmos especiais. Praticamente como um ser indestrutível! Que dispensa qualquer outra forma de explicação que não seja a de ser praticamente um semi-deus!
Pessoas mudam com o tempo. Planos podem mudar com o passar dos anos... mas ainda sim, os planos Deus não mudam.Há quem diga que a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus. Há quem levante questionamentos a respeito da inerrância das Escrituras... e há tambem, quem se aproveite das circunstâncias para apenas satisfazer a sua vontade insana.
De Gêneses até o livro de Apocalipse, existem milhares de promessas. Promessas que já se cumpriram e que irão se cumprir ainda em nossos dias ou não. Tornando-se ainda mais fácil para quem almeja satisfazer os seus intentos, usando a Palavra de Deus como instrumento, para fins que não sejam os de Deus. Pulpitos viraram bancas para se vender a melhor promessa que Deus tem a nos oferecer. De qualquer forma, me sinto como em uma loja daquelas de "R$1,99", que todos entram e saem com algum suvenir "barato" e do seu agrado. Com o pretesto de conseguir cada vez mais membros, comunidades tem banalizado o que era para ser conduzido seriamente. Seria mais ou menos assim: "_Escolham nas escrituras as promessas que te agradam... agora tome posse do que está escrito!! Descarte aquelas que dão mais trabalho... ou se a oferta for grande, eu posso interceder em seu favor e conseguir perante Deus esta promessa!!" (...)
Esquecemos que temos uma vida traçada por Deus! Esquecemos que somos servos de Deus! Não somos sócios de Deus! Muito menos membros de uma fraternidade democrática. Cremos em Jesus como Redentor, o que nos trouxe redenção dos nossos pecados, e declaramos isto!! Temos Jesus como Senhor, que é dono das nossas ações, e declaramos isso também... Mas não paramos para entender o que acarreta ser "Cristo sendo o nosso Senhor"! Senhor quer dizer, em uma tradução mais direta possível, dono. Simplesmente dono! Esquecer disto é agir como crianças mimadas perante um pai que não vai abrir mão do Seu plano inicial apenas para satisfazer a vontade de se ter.
O que Deus nos deixou revelado é que se vivemos em Cristo, logo morremos para o mundo! Isto é, apesar de estarmos na terra, estamos apenas de passagem. "Aquele que ganhar a sua vida aqui na terra, ele a perderá"... Não vivemos na espectação de sermos glorificados aqui neste mundo por dinheiro ou benção alguma. Antes, o que nos motiva deveria ser o amor em Jesus. O que nos une deveria ser a esperança de que um dia estaremos junto ao Rei. O que nos fortalece deveria ser a fé nos feitos do passado.
Devemos ter cuidado com os ensinos de homens que tem tido mais força do que os ensinos de Deus. Temos que observar que, embora a Palavra de Deus seja uma só, existem vários métodos de se interpretar o que foi escrito. Métodos que são facilmente questionado se for observado com o devido cuidado. Vale a pena pagar um preço de estudo para se obter uma doutrina mais pura possível em nossas comunidades. "Conhecer... e prosseguir em conhecer"! É este o projeto de Deus para nós! O que liberta não é ficar 8, 10, 12, 20 horas orando todos os dias... não é fazer jejum de 7 dias todos os mêses apenas com pão e água... o que nos liberta é o conhecer da Verdade!!! "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará..."Como que alguem poderá ser livre se não conhecer a Verdade? Como alguem poderá conhecer a Verdade se não há quem busque este conhecimento? Como alguem buscará o Conhecimento se não estudar?
Não turve o seu coração para estas simples palavras que eu vos escrevo. A vida é um aprendizado que terá o seu fim. O que nós conhecemos hoje é apenas em parte, pois chegará um dia em que haveremos de conhecer como na verdade é! Então, a busca pelo conhecimento deve ser sempre direcionado ao entendimento de Jesus Cristo por intermédio de Sua Revelação... pois o conhecimento terá fim somente nele!!!
Tornemo-nos seguidores de Jesus Cristo, não seguidores de homens que substituem o evangelho por algo lucrativo. Não permita que a Igreja de Cristo se torne uma empresa com extensão "LTDA" ou "S/A". Aprenda a distinguir a Verdade por meio do estudo da Palavra com o auxílio do Espírito Santo de Deus. Lembre-se que o véu do templo se rasgou, existe apenas um Sumo-Sacerdote que é Jesus. Somos todos sacerdotes em Cristo Jesus e compartilhamos da mesma fonte de sabedoria e do mesmo Espírito... que é quem tras a luz para a escuridão, que é os nossos pensamentos torpes sem Jesus.
Enfim, não vos alerto para que se faça uma rebelião em suas comunidades. Nem que comece a questionar os seus líderes como em um duelo de bate-boca. Mas, vos admoesto para que orem em prol da liderança eclesiástica em nível mundial. Para que o Evangelho de Jesus Cristo possa ser pregado da forma como Jesus mandou, não da forma como alguns homens acham que deve ser pregado.
Fernando Henrique Liduário Maximiano

quarta-feira, junho 28, 2006

Razão X Sentimento




O que antes se fazia presença por meio da nostálgica dúvida na calada da noite, tornou em uma certeza transcedente e notoriamente agradável. Olho para mim e me pego fazendo o que sempre achei impossível de se fazer...
Olho para a minha vidae vejo que já não sou mais como eu era antes... agora eu não vivo mais sem direção. Presto os meus sentidos a espreitar o quão mudado estou... Presto os meus sentidos a me certificar de que não estou em um profundo sono... nem sequer entorpecido por alguma substância.
Busco em meu peito as notas certas para acompanhar as batidas do meu coração. Busco no meu mais profundo saber, a relação com alguma ciência humana... mas sem êxito! Levo-me então cativo a um lugar nunca dantes navegado... por águas tranquilas e serenas... Chego ao ponto de exclamar as águas:
_Pode por ventura haver lógica?
_Pode haver lógica em algo além do que conheço? (...)
Mas as perguntas se foram solitárias ao léu. Trazendo ainda mais a angústia do saber inesperado.
_O que tenho eu?
_Posso estar doente?
_Porque estou sofrendo? (...)
Perguntas são lançadas ao som de acordes suaves e distantes... Não atento mais ao que me envolve... e não mais me envolvo em nada que venha me atrair.
O que sobra então... então... apenas o resto daquilo que desconheço profundamente. Palavras se intertextualizam querendo fazer sentido em minha mente atrapalhada... mas mesmo assim sem nenhum êxito!
Olho para o céu, como dizia certo poeta majestoso salmista, de onde vem o meu socorro... trago cativo em meus pensamentos algo que se difere dentre os demais... Algo que me assusta e que me alegra por inteiro.
_pode ser a irracionalidade a razão na qual anseio?
_Pode se dar um nome para isto? (...)
Perguntas novamente são lançadas ao céu... mas desta vez, acompanhada de lágrimas que manifestam a verdade dentro de mim... que faz florescer, como no tracejo da aurora, um sentimento isento de razão na qual se denomina AMOR!
O AMOR não cansa e nem se cansa. Como pode um homem dizer:
_"Cansei-me de amar"? Por ventura não sou eu benaventurado por amar?? Pode o homem cansar-se de amar? De maneira nenhuma!!!
Onde não há AMOR , põe AMOR e colherás AMOR. Colhendo AMOR, tens contigo o fruto maravilhoso, pois, o AMOR não apavora nem causa sofrimento, pois é o término de todas as dores e o início de todo o bem.
Quando tiveres os seus desejos apagados, tuas afeições na avidez e angústias e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. Deste modo poderá alcançar o limite do sentimento humano e começar a sentir o início do sentimento espiritual. Te digo então:
_Ama, então, essa alma, nele e com ele, com o próprio amor com que se ama.
_Ama, pois, sinta, teu coração, pulsando de uma maneira descompaçada...

Fernando Henrique Liduário Maximiano